PORTO VELHO

Acre

Usou a PM: Suspeita é que valores em espécie tenham origem irregular e que agentes das Forças de Segurança tenham sido instrumentalizados para ‘fins pessoais’ de Gladson Cameli

Acre

PF aponta que governador do Acre usou policiais militares para movimentar dinheiro vivo

 

Ao pedir autorização do Superior Tribunal e Justiça (STJ) para fazer buscas contra o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), na Operação Ptolomeu, a Polícia Federal levantou suspeitas sobre o uso de agentes das Forças de Segurança para movimentar valores em espécie com origem supostamente irregular.

 

 

Relatório do Coaf que colocou governador do Acre na mira da Polícia Federal alertou para R$ 828 milhões em movimentações suspeitas

A investigação, aberta em julho, identificou duas ocasiões em que policiais militares foram encarregados do transporte de dinheiro vivo, o que para a PF é indicativo de um modus operandi.

“Causa extrema inquietação que o chefe do poder executivo estadual esteja instrumentalizando agentes armados do Estado para fins pessoais”, afirma a Polícia Federal. “Ao contrário da maioria da população comum que evita circular com quaisquer valores em espécie, face aos riscos de tornar-se vítima de crimes patrimoniais; aparentemente, o governador Gladson Cameli utiliza recursos humanos e materiais do próprio Estado para esta finalidade”, diz outro trecho do documento.

Gladson Cameli é investigado desde julho na Operação Ptolomeu. Foto: Diego Gurgel/Governo do Acre

O primeiro episódio, que acendeu o alerta nos investigadores, aconteceu em fevereiro de 2020, no segundo ano de mandato do governador. De acordo com o documento, um policial militar esteve em uma agência bancária com R$ 160 mil em espécie para pagar boletos do cartão de crédito de Cameli. A própria instituição financeira comunicou o fato às autoridades.

Leia Também:  Ômicron: BioNTech anuncia nova vacina contra a variante para outubro

No segundo caso, em fevereiro de 2021, outro PM esteve em uma concessionária para recolher R$ 70 mil em dinheiro vivo que, segundo a PF, teriam ‘sobrado’ de uma negociação ‘aparentemente fraudulenta’. A compra de veículos de luxo subfaturados é apontada na investigação como uma das estratégias possivelmente usadas pelo governador para lavar dinheiro. Em 2018, quando concorreu ao cargo, Cameli declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) R$ 202 mil em automóveis. O patrimônio aumentou mais de 800% desde então, chegando a mais de R$ 1,6 milhão, mostram os cálculos da Polícia Federal.

O governador é investigado desde julho pela Polícia Federal, que vê indícios de um suposto esquema de propinas em troca do direcionamento de licitações, contratações superfaturadas e a confirmação de recebimento de mercadorias não entregues e de serviços não prestados na área da Saúde e em obras públicas.

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que deu o pontapé na investigação, apontou vinte comunicações de movimentações financeiras suspeitas envolvendo o governador, no valor de mais de R$ 828 milhões. O documento mostra ainda, entre janeiro e agosto de 2019, o pai dele, Eládio Cameli, movimentou R$ 420,4 milhões em uma conta bancária.

Leia Também:  Acre sai da bandeira vermelha e vai para amarela, decide comitê; confira as mudanças

COM A PALAVRA, OS ADVOGADOS TICIANO FIGUEIREDO E PEDRO IVO VELLOSO, QUE DEFENDEM O GOVERNADOR 

“A investigação é um emaranhado de assuntos desconexos. De um lado, tentam, em vão, criar um vínculo espúrio entre o governador e contratações lícitas realizadas pelo Estado. De outro lado, esmeram-se em levantar suspeitas sobre as finanças do governador. Apenas suspeitas são lançadas, nenhuma imputação de crime é realizada. São apenas ilações desconexas que, com o devido respeito, não poderiam justificar a realização de medidas invasivas como a busca e apreensão e o bloqueio de bens.

Todas as suas movimentações financeiras são lícitas e o seu patrimônio tem origem conhecida, seja no âmbito privado, seja na renda auferida em razão das funções públicas ocupadas.

Em razão disso, a defesa do Governador Gladson Cameli irá apresentar o recurso cabível e confia que a decisão será objeto de revisão. Apesar de discordar veementemente do que consta na investigação, a defesa vem expressar que confia plenamente no Poder Judiciário e nas instituições republicanas.”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Acre

Aliados de Bittar são exonerados de seus cargos no governo

Publicados

em

Com a confirmação da candidatura do senador licenciado Márcio Bittar ao governo do Acre pelo União Brasil, cargos comissionados de sua indicação começam a ser exonerados do governo do estado.

No Diário Oficial desta terça-feira, 9, Luiz Felipe Aragão Werklaenhg, que ocupava o cargo de Secretário de Desenvolvimento Urbano e Regional do Acre (SEDUR) desde fevereiro do ano passado, indicado por Bittar foi exonerado.

Além de Luiz Felipe, foram exonerados ainda o diretor Marcelo Augusto Alves Freire, os chefes de departamento Eduardo Queiroz Yarzon e Robson Diego Vidal Barros, e ainda Paula Lauandra Guimarães Oliveira, que era nomeada em uma CEC-5.

O governo não anunciou quem será o substituto de Luiz Felipe no cargo de secretário e os demais substitutos dos cargos exonerados.

AC 24 HORAS

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Polícia investiga se mortes em casa de repouso foram por maus-tratos
Continue lendo

POLÍCIA

RONDÔNIA

PORTO VELHO

POLÍTICA RO

MAIS LIDAS DA SEMANA