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Acre passa a perna no governo de Rondônia e causa enormes e graves prejuízos à pecuária do Estado

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A pecuária de Rondônia é pujante e teve um fantástico crescimento na última década e meia, passando de um rebanho de 7,5 milhões em 2001 para aproximadamente 14 milhões em 2017…

A pecuária de Rondônia é pujante e teve um fantástico crescimento na última década e meia, passando de um rebanho de 7,5 milhões em 2001 para aproximadamente 14 milhões em 2017, criando uma grande indústria frigorifica e de laticínio, que gera desenvolvimento, milhares de empregos e arrecadação de impostos.

Entretanto, os criadores de gado de Rondônia estão sofrendo uma concorrência desleal promovida pelo vizinho Estado do Acre, que isenta de ICMS a venda do boi vivo para ser vendido e abatido em Rondônia e, ao mesmo tempo, impõe uma sobretaxa de imposto na carne que os frigoríficos de Rondônia tentam exportar ao Acre.

As consequências estão sendo desastrosas, pois os frigoríficos preferem comprar boi vivo no Acre e transportar até Rondônia para abater; ao mesmo tempo não conseguem vender carne no Acre pela sobretaxa de impostos, causando uma queda no preço da arroba em Rondônia e o aumento do excedente em nosso rebanho.

A esperteza do governo acreano está correta, para os pecuaristas daquele Estado. Deplorável mesmo é a postura de inércia da nossa Secretaria de Agricultura (SEAGRI) e demais autoridades rondonienses que assistem a tudo isso, ao que parece, deitados em berço esplêndido.

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Só um exemplo da consequência nefasta dessa política de concorrência predatória, imposta pelo governo do Acre e aceita passivamente pelo governo de Rondônia, é que atualmente há um milhão de cabeças de excedente no rebanho, ou seja, gado que já passou do tempo de abate; sendo este mais um fator a empurrar os preços da arroba para baixo.

Para “ajudar” ainda mais os pecuaristas de Rondônia, a SEAGRI não adota políticas de incentivos, a exemplo do Acre, para que possamos vender animais vivos para outros estados, como bezerros para confinamento. Para exemplificar esta situação, a saída de animais reduziu de 11.957 em março de 2016 para 2.008 em março de 2017.

O quadro tende a se agravar, não só pela esperteza do Acre e pela redução da venda de animais vivos para outros estados, mas também porque temos um rebanho de 4.590.648 de fêmeas pronta para reprodução, o que garantirá um crescimento consistente do rebanho bovino em Rondônia nos próximos anos.

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Que tal a SEAGRI pensar em medidas para incentivar a venda de animais vivos para outros estados? Porque não tratar o Acre da mesma forma que eles estão nos tratando, por exemplo, criando uma sobretaxa para os animais vivos importados do Acre? Será que nos outros estados há autoridades defendendo os interesses dos pecuárias e em Rondônia não?

Acredito que seria necessário, num primeiro momento, um amplo debate sobre esta situação da pecuária em Rondônia, incluindo a política de preços diferenciados que os frigoríficos praticam em Rondônia, onde a arroba do boi é muito menor que em outros estados. Em seguida, estabelecer uma mesa de negociação com o vizinho Estado do Acre, para buscar equilibrar as importações e exportações sem, caso seja possível, uma guerra tarifária.

*Itamar Ferreira é bancário, sindicalista, dirigente da CUT-RO, formado em administração de empresas e pós-graduado em metodologia do ensino pela UNIR e acadêmico do 10º período de direito na FARO.

*Itamar Ferreira é bancário, sindicalista, dirigente da CUT-RO, filiado ao Partido dos Trabalhadores, formado em administração de empresas e pós-graduado em metodologia do ensino pela UNIR e acadêmico do 10º período de direito na FARO.

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Agro.BR promove webinar sobre marcas coletivas e Indicação Geográfica

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Brasília (04/08/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do projeto Agro.BR, iniciou o webinar “Marcas coletivas e Indicação Geográfica” nesta terça (3).

O evento, que segue até hoje (4), tem como objetivo mostrar aos empreendedores rurais informações sobre as vantagens e agregação de valor na prática, além da apresentação de cases.

A coordenadora de Promoção Comercial da CNA, Camila Sande, destacou que o tema ainda é desconhecido por muitas empresas e pode ser um diferencial importante para os “produtos, alimentos e sabores” brasileiros serem reconhecidos no exterior.

“Futuramente queremos evoluir para ações de construção de marcas coletivas e promoção das nossas indicações geográficas, aumentando a nossa escala de exportações e agregando valor aos nossos produtos”, afirmou.

A especialista em propriedade intelectual, Maria Cláudia Nunes, fez uma apresentação sobre marcas coletivas e Indicação Geográfica (IG), onde ela abordou conceitos, finalidades, modalidades e benefícios desses tipos de identificação.

Segundo Maria Cláudia, há 10 mil Indicações Geográficas no mundo – 90% em países desenvolvidos –, movimentando um mercado de US$ 50 bilhões. No Brasil, atualmente, existem 87 produtos com esse selo, a maioria concentrada nas regiões Sudeste (32%) e Sul (31%).

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“Temos uma legislação recente em relação ao continente europeu e estamos avançando, mas ainda temos muito a conquistar. Precisamos trabalhar em dois pilares: informação e exemplos. Tenho certeza que vale a pena investir nessa estratégia”, disse a especialista.

Como exemplos de marcas coletivas de sucesso, ela citou a Amorango (RJ) e o Consórcio de Produtores de Espumantes de Garibaldi (RS). Entre as Indicações Geográficas, os destaques foram a farinha de Uarini (AM) e o cacau de Tomé-Açu (PA).

A programação do webinar continuará hoje com a apresentação de dois cases de empreendedores rurais do projeto Agro.BR: a CooperCUC, com a marca coletiva Gravetero, e a CacauSul Bahia, sobre a Indicação Geográfica do cacau.

O assessor técnico de Exportação da CNA, Rodrigo da Matta, também participou do evento.

Agro.BR – O projeto é um convênio entre a CNA e Apex-Brasil voltado para a internacionalização do agro brasileiro. A iniciativa auxilia empresários do setor, viabilizando negócios internacionais para aumentar a presença de pequenos e médios produtores no comércio exterior, além de diversificar a pauta de exportação brasileira.

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Fonte: CNA Brasil

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