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Alimentação estratégica melhora a eficiência reprodutiva de ovinos

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Já ouviu falar em flushing? A técnica consiste em aumentar a quantidade de energia para melhorar a performance reprodutiva de ovelhas e é amplamente difundida entre ovinocultores de Mato Grosso do Sul. Este é um dos assuntos ensinados no curso Manejo Reprodutivo de Ovinos do Senar/MS e tema da editoria #Educaçãonocampo desta quarta-feira (26).

“Esta é uma estratégia nutricional que de 15 a 30 dias antes da estação de monta, fornece uma alimentação diferenciada para as ovelhas e se estende até 20 dias após a cobertura. Com isso, conseguimos aumentar a taxa de ovulação e consequentemente a quantidade de partos gemelares, ou seja, gestação múltipla”, explica a instrutora do Senar, Camile Sanches.

O alimento é um composto com 18% de proteína bruta e 76% de energia, fornecido na quantidade de 1 a 1,5% do peso corporal do animal.

Outra técnica ensinada na capacitação é o calendário do ovinocultor que pode ser ajustado por período comercial. “É possível produzir cordeiros em épocas de maior comercialização no mercado, ou até mesmo por facilidade de manejo, disponibilidade de alimentos e mão-de-obra. O produtor pode decidir a estratégia que melhor adeque ao seu sistema, como por exemplo fazer o planejamento para atender a demanda do período de festas”.

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Alguns cuidados devem ser tomados no preparo de animais para o momento de monta como o status sanitário de machos e fêmeas que devem estar nutridos e saudáveis, identificação de animais com todos os eventos pelos quais tenham passado, descarte orientado de animais com baixo índice produtivo e gestão na alimentação que deve ter qualidade e quantidade adequada durante todo o período.

Quer saber mais sobre o tema? Faça um curso de Formação Profissional Rural do Senar/MS. Procure pelo sindicato rural do seu município.

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Fonte: CNA Brasil

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Projeto Campo Futuro promove primeiros painéis de 2022

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Brasília (27/05/2022) – O Projeto Campo Futuro iniciou os levantamentos de custos de produção agrícolas e pecuários de 2022 nesta semana. Foram realizados painéis sobre pecuária de leite, cafeicultura e cana-de-açúcar em Santa Catarina, São Paulo e Paraíba.

Os encontros sobre bovinocultura de leite aconteceram em Santa Catarina e reuniram produtores de leite, técnicos de campo, representantes de laticínios e agentes de comercialização de Treze Tílias, na terça (24), e de Braço do Norte, na quinta (26).

Na região de Treze Tílias predominam empreendimentos rurais familiares com, aproximadamente, 30 hectares, que produzem 500 litros por dia, com a ordenha de 25 animais da raça holandesa. 

A produtividade média é de 8.700 litros por hectare/ano, que associada a bons índices zootécnicos em relação à idade no primeiro parto, taxas de lotação em área de pastagem superiores a 1,8 UA/ha e produtividade animal em torno de 22 litros/cabeça dia, permite um bom aporte tecnológico na atividade.

Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Souza Dias, em relação aos custos, o principal item nos desembolsos dos produtores foi a alimentação concentrada, que compromete cerca de 30% da receita do leite. A produção de alimentos volumosos por sua vez representa mais 13% do montante, enquanto a suplementação mineral responde por mais 3%. Com isso, o principal item identificado nos custos de produção foi a alimentação do rebanho, comprometendo quase metade da receita com o leite na propriedade.

Em Braço do Norte foram caracterizadas propriedades modais de cerca de 650 litros/dia, obtidos com a ordenha de 43 animais da raça Jersey, com produtividade média de 15 litros/dia. 

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O empreendimento se mostrou viável no curto e médio prazos, com a receita bruta permitindo a remuneração dos custos operacionais efetivos e totais. Os custos com a dieta comprometeu cerca de 55% da receita com o leite, com o concentrado respondendo por 44% do total, seguido pela silagem (7%), produção de forragens de inverno (1,98%) e suplementação mineral (1,97%).

O diretor executivo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, destacou a importância do evento e as preocupações com a atividade leiteira, que tem apresentado queda no número de produtores no estado em função do pequeno porte das propriedades e dos elevados custos de produção.

Cafeicultura

O painel, realizado na terça (24), contou com a participação de cafeicultores da região de Franca (SP) e representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). O moderador foi o presidente do Sindicato Rural do município, José Henrique Mendonça.

A propriedade modal da região tem 50 hectares de lavoura com produtividade média de 25 sacas de 60kg de café beneficiado por hectare. O levantamento apontou redução na produtividade média em decorrência de adversidades climáticas em dois anos consecutivos: seca, em 2020, e três geadas, em 2021.

A condução dos tratos culturais e da colheita são mecanizados para este modal. O Custo Operacional Efetivo (COE) para a saca de 60kg foi 119% maior em comparação ao índice calculado no levantamento de 2021. Com isso o modal produtivo apresentou margem bruta positiva, arcando com os custos de desembolso, contudo a margem líquida foi negativa, em R$ 18,29/saca, resultado do impacto dos custos fixos com a atividade.

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Conforme a assessora técnica da CNA, Raquel Miranda, em comparação com o painel realizado em 2021 para a mesma propriedade modal, os componentes do custo de produção elevaram-se nas seguintes proporções: mecanização (67%), mão de obra (69%), defensivos (87%), corretivos (107%) e fertilizantes (141%).

Cana-de-açúcar

O encontro, que ocorreu na sexta (27), contou com a participação de produtores de João Pessoa (PB) e representantes da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).

Para a região foi determinada uma propriedade modal de 100 hectares, com ciclo médio de cinco cortes, onde 100% do plantio e da colheita são realizados manualmente.

De acordo com a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, a produtividade da cana caiu em relação à safra anterior, saindo de 48 para 41 toneladas/ha, pois algumas áreas chegaram a apresentar perdas de 30% a 50% da produção devido às condições de estresse hídrico enfrentadas na região. Dentre os componentes de produção que apresentaram altas expressivas de preço está o diesel.

O levantamento dos dados apresentados nos quatro painéis do Campo Futuro contaram com o apoio do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA) e Pecege (Esalq/USP).

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Fonte: CNA Brasil

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