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Aumento na produção de leite faz crescer parcerias por tanques de resfriamento na Paraíba

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Ordenha mecânica na propriedade de Irivanildo Leite

Seu Irivanildo Leite Guimarães é produtor de leite em São José de Caiana, município da região conhecida como Vale do Piancó, uma tradicional bacia leiteira no Sertão paraibano. Ele é um dos 25 criadores, atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar, que se viram diante de um dilema: aumentaram a produção, mas não tinham clientes para quem vender.

A solução veio com a instalação de tanques de resfriamento que recebem a produção até a coleta pelo Laticínio Lutty, em novembro do ano passado. A agroindústria produz queijos, manteiga, doces e requeijão e atualmente está pagando R$ 1,63 pelo litro do leite.

“Foi algo maravilhoso, não só para mim, mas para todos produtores que tiram o seu ganha pão do leite. Eu já cheguei a colocar leite num tanque da cidade vizinha, Itaporanga, mas os meus custos eram maiores, eu pagava frete e ainda recebia menos pelo leite. Agora melhoraram até a rotina de trabalho e a qualidade de vida”, afirmou o produtor.

Produtor rural, Irivanildo Leite Guimarães (esq.) e o vice-presidente do Sindicato Rural, Luiz Júnior (dir.)

A conquista do tanque só foi possível através da atuação do Sindicato Rural de São José de Caiana. O problema foi percebido pelo então presidente, Luiz Júnior, desde 2017, mais ou menos quando também começou a atuar como técnico de campo da ATeG do Senar. Só que além da dificuldade de acesso ao mercado, também havia outros problemas na cadeia produtiva.

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“Comecei a observar o potencial leiteiro da região e em parceria com o Senar, iniciamos capacitações de fabricação de derivados do leite, armazenamento de forragem (fenação e silagem), assistência técnica e gerencial na atividade de bovinocultura leiteira”, comentou.

As negociações para instalação do primeiro tanque duraram cerca de 2 anos. Mas para conseguir o segundo foi bem mais rápido e aconteceu em fevereiro deste ano, cerca de 5 meses depois do primeiro. Isso porque o tanque anterior já não dava mais conta do volume que saltou de 262 litros por dia para, com 9 produtores, para 800 litros atualmente, com 25 criadores.

Do valor pago pelo leite ao produtor, R$ 0,10 é retirado para manutenção da estrutura: despesas como energia, água, aluguel, funcionário, produtos de limpeza e para a testagem do leite. Os tanques estão instalados num prédio próximo à sede do sindicato.

Realidade também em outros municípios

Iniciativas semelhantes estão sendo desenvolvidas por Sindicatos Rurais em outros municípios paraibanos. É o caso de Olivedos e Gurjão, no Cariri, São Mamede, no Sertão e Conceição, no Alto Sertão do Estado. Todos são beneficiados pelo programa Agronordeste, uma parceria entre o Mapa, Anater e o Sistema CNA.

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Nessa última cidade, a parceria também foi com o laticínio Lutty e já beneficia 17 produtores que entregam em torno de 400 litros/dia. O faturamento bruto já chega a R$ 20 mil por mês e os efeitos já estão sendo percebidos, segundo o presidente do Sindicato Rural de Conceição, Vicente Ramos.

“Os produtores estão todos satisfeitos porque, antes da instalação do tanque, eles não tinham a quem vender. Agora, a gente já houve relatos sobre o desejo de aumentar a produção e fazer melhoramento genético dos rebanhos. Fora o impacto no comércio local e também na contratação de mão-de-obra nas propriedades”, comentou o presidente.

O tanque está instalado na sede do Sindicato e os custos com energia elétrica são compartilhados entre produtores e o laticínio. O litro é comprado a R$ 1,60, mas o repasse aos produtores é de R$ 1,55. A agroindústria completa a despesa da eletricidade com mais R$ 0,05 por litro.

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Fonte: CNA Brasil

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Cadeia produtiva do coco em Trairi, no Ceará, recebe pela primeira vez Assistência Técnica do AgroNordeste – ATeG

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Segundo a Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) o Ceará é o segundo estado brasileiro na produção de  coco, perdendo apenas para a Bahia, mas precisa avançar ainda mais  na parte da comercialização. Dai a importância da Assistência Técnica e Gerencial do SENAR atuando juntamente com o Sindicato Rural de Trairi, por intermédio do programa Agronordeste, criado pelo Ministério da Agricultura, que orienta e encaminha os produtores também na obtenção de crédito.  

PRODUTOR DESTACA IMPORTÂNCIA DA ATeG 
O produtor João Alves Freire, do Sitio Camurupim, um dos assistidos pelo Agronordeste – ATEG do SENAR em Trairi, destacou a importância da assistência técnica e da parceria com o Sindicato Rural, e  segundo ele,  a cultura do coco nunca tinha recebido assistência.  “Tinhamos baixa  produtividade, muita praga, desnutrição, fata de irrigação das plantas e dificuldade de comercialização, disse João Alves. Com o apoio da técnica de campo do SENAR, Silviane, depois  de um ano de trabalho e muita persistência a   gente recebeu  novas informações,  novas tecnologias e a produção que antes era de 100 frutos/ ano planta em 2020, passou para  150 plantas ano / planta em 2021. Criamos até um grupo de whatsapp entre produtores pra trocar informações inclusive sobre o preço do coco. 

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PRINCIPAIS RESULTADOS 

1. Assistência a 30 produtores da  cadeia produtiva do coco (Coco seco, coco verde e água de coco);

2. Orientação e realização de análise de solo e foliar de 20 produtores;

3. Compra coletiva de insumos: adubos químicos, e orgânico;

4. Comercialização coletiva;

5. Orientação para Acesso a crédito rural (investimento) total de 4 produtores;

6. Orientação ao Acesso de políticas públicas (governo estadual: Fundo Desenvolvimento Agricultura familiar), para projeto de energia solar (usinas via solo e telhado): 9 produtores;

7. Produção anual: 2020: 100 frutos/ ano / planta e 2021: 150 frutos/ ano/ planta;

8. Orientação para Inscrição de produtores ao programa irrigação minha propriedade – PIMP (política pública do governo estadual): 5 produtores;

9. Orientação e apoio na Inscrição das Associações dos Moradores da Grande Região Camurupim e Carapeba no projeto São Jose IV, edital 1.1 Comercialização; 

10. Apoio para Comercialização junto às indústrias beneficiadoras:  ADELCOCO e DICOCO;

11. Orientação na Elaboração da proposta Fundo Brasil no valor de R$ 45.000,00 (objetivo: fomentar a construção de galpão para comercialização);

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12. Apoio na elaboração de projeto para a agroindústria (consulado japonês).

Fonte: CNA Brasil

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