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CNA e Embrapa debatem expansão do trigo no Cerrado

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Brasília (17/06/2021) A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e entidades do setor produtivo se reuniram, na quarta (16), para debater a expansão da área de produção de trigo na região do Cerrado.

A proposta, da Embrapa Trigo, é transferir conhecimentos e tecnologias para expandir e aumentar a competitividade da cultura do cereal, por meio de ações capazes de proporcionar maior adesão de produtores ao cultivo.

“Não há dúvida de que o trigo é a próxima revolução no Cerrado brasileiro. Mas primeiro é preciso evoluir na pesquisa e na difusão do conhecimento para o produtor rural”, disse o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli.

Na reunião, o chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, afirmou que o impacto esperado é o aumento da área de trigo em 100 mil hectares até a safra 2023, o que reduziria em R$ 450 milhões a importação do trigo de países como Argentina e Paraguai.

“A princípio, a atuação do projeto será nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo e no Distrito Federal. A previsão de início é em setembro de 2021 e término em dezembro de 2023”, disse Lemainski.

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Durante o encontro virtual, o chefe-geral da Embrapa Trigo explicou que o projeto prevê sete atividades, dentre elas a organização da produção de sementes para garantir a expansão da área do trigo tropical, a transferência de tecnologias para a produção de trigo em regime de sequeiro e irrigado, o apoio da governança da cadeia produtiva de trigo no ambiente tropical e o fortalecimento do núcleo de pesquisa e transferência de tecnologia para o trigo tropical.

Para o assessor técnico da CNA, Fábio Carneiro, o projeto é fundamental para a difusão de novas opções para os produtores, para a geração de emprego no país, além do aumento da renda nacional.

Também participaram da reunião o representante da CNA na Câmara Setorial do Trigo do Ministério da Agricultura, Hamilton Jardim, o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), embaixador Rubens Barbosa e representantes das Federações de Agricultura da região do Cerrado.

Números – De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atualmente a região Sul é responsável por 88% da área de produção do trigo brasileiro. A expectativa é que em 2021 os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina produzam cerca de 2,3 milhões de hectares.

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O principal centro de consumo do Brasil é a região Sudeste, com 42,3% do valor total, seguido do Nordeste (22,5%), Sul (19,4%), Norte (10,3%) e Centro-Oeste (5,5%). A estimativa para esta safra é uma produção nacional de 6,7 bilhões de toneladas de trigo.

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Fonte: CNA Brasil

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CNA discute autocontrole da defesa sanitária vegetal

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Brasília (28/07/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu uma live sobre o autocontrole na defesa sanitária vegetal, na quarta (28). O debate foi moderado pelo diretor técnico adjunto da CNA, Reginaldo Minaré.

Participaram do debate o presidente da Comissão de Hortaliças e Flores da Confederação, Manoel Oliveira; do diretor de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Carlos Goulart; e do diretor de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, Glauco Bertoldo.

Segundo Minaré, o autocontrole nas ações de defesa agropecuária vem sendo discutido há anos no Brasil e, agora, o desafio é a construção de um marco regulatório para o tema, por meio do Projeto de Lei nº 1.293/2021.

“A proposta surge como uma alternativa de ampliar e modernizar o escopo de atuação da defesa agropecuária, garantir maior liberdade aos agentes econômicos regulados, sem oferecer qualquer prejuízo à sanidade, inocuidade, qualidade, identidade e segurança dos insumos e produtos da agropecuária”, afirmou.

O objetivo da live foi compreender a lógica do PL e esclarecer conceitualmente e operacionalmente a diferença entre autorregulação e autocontrole. Além disso, os debatedores apresentaram a visão do estado e dos produtores rurais em relação ao processo de controle, fiscalização e auditoria da defesa sanitária vegetal, dos insumos agrícolas e dos produtos de origem vegetal.

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Conforme o diretor técnico adjunto da CNA, no autocontrole o produtor não cria regras e se compromete em seguir a legislação vigente.

Carlos Goulart falou sobre as expectativas em relação ao autocontrole na defesa sanitária vegetal e os principais pontos de aprimoramento e mudança na rotina do serviço de defesa agropecuária e de fiscalização e controle dos insumos agrícolas, que deverão ocorrer com a aprovação da proposta legislativa em discussão.

“É um processo de longo prazo e que vai demandar uma profunda transformação do setor privado, saindo da lógica de fiscalização para uma lógica mais de gerenciamento de risco e auditoria”, disse.

O texto da lei prevê que o autocontrole não será aplicado compulsoriamente aos agentes da produção primária, mas não impede que, voluntariamente, eles façam a adesão ao programa de autocontrole. A proposta não trouxe a definição de agente da produção primária, conceito que será interessante ser debatido e incluído na lei pelo Parlamento para esclarecer a zona cinzenta na fronteira entre a produção primária e industrial.

O diretor de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa destacou a importância dos programas de autocontrole e dos protocolos privados de produção para garantia do acesso aos mercados e aprimoramento dos processos produtivos.

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“O nosso objetivo é criar um ambiente mais seguro e com regras mais claras, onde possamos dar respostas rápidas e ter um controle ágil de todo o processo. Isso vai nos levar a outro patamar e garantir um reconhecimento internacional ainda maior dos nossos produtos”, prevê Glauco Bertoldo.

Na opinião de Manoel Oliveira, ainda existe muita expectativa e desconhecimento sobre o PL. Ao contrário daqueles que pensam que a informalidade e a insegurança poderão aumentar, ele acredita que o autocontrole vai oferecer mais segurança e credibilidade para o setor, além de trazer uma presença do estado “quase em tempo real” no processo produtivo.

“As leis não mudarão e precisarão ser cumpridas. O setor produtivo está tendo que se adequar a essa modernização de consumo da sociedade, com novas tecnologias e processos mais transparentes. O produtor tem que ver esse projeto como uma vantagem competitiva e a possibilidade de agregar valor”, declarou o presidente da Comissão de Hortaliças e Flores da CNA.

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Fonte: CNA Brasil

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