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CNA e Federações debatem ferramentas de gestão de risco à cafeicultura

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Brasília (12/04/2021) A Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na segunda (12), para debater o desenvolvimento de ferramentas de gestão de risco à cafeicultura, que podem ser operacionalizadas com os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

O presidente da Comissão Nacional do Café, Breno Mesquita, citou a proposta apresentada pela CNA ao Conselho Deliberativo de Política do Café (CDPC) para a contratação de uma consultoria para a reestruturação do Funcafé e o desenvolvimento de instrumentos que beneficiem o setor produtivo, principalmente os de gestão de riscos de preços ao produtor.

“Essas ferramentas são fundamentais para o equilíbrio em todos os elos da cafeicultura e serão desenvolvidas para garantir que os recursos sejam empregados sem o comprometimento da remuneração do Funcafé. O objetivo da consultoria é modernizar o Fundo para torná-lo um instrumento ainda mais efetivo no amparo à cafeicultura”, disse Mesquita.

O Funcafé terá orçamento recorde de R$ 5,9 bilhões para a safra 2021/2022. Os montantes aprovados pelo CDPC para as linhas de custeio e comercialização foram de R$ 1,6 bilhão e R$ 2,2 bilhões, respectivamente. O setor produtivo contará ainda com R$ 160 milhões para recuperação de cafezais danificados, recursos que podem ser demandados por produtores que tiveram sua produção comprometida por eventos climáticos adversos, como seca e granizo.

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Outros segmentos da cafeicultura vão contar com os valores de R$ 1,3 bilhão para a linha de Financiamento para Aquisição de Café (FAC) e R$ 630,5 milhões para capital de giro. Os recursos do Funcafé serão liberados de forma antecipada em relação ao Plano Safra.

Durante a reunião virtual, o presidente Breno Mesquita também destacou a importância das Federações reforçarem os cuidados necessários que os produtores e colaboradores devem ter durante a colheita do café para evitar o contágio de Covid-19. Junto a essa ação, foi enfatizada a necessidade de promoção do trabalho decente na atividade, que deve ter especial atenção no período de colheita.

“O objetivo é preservar a saúde dos cafeicultores e colaboradores, além de ressaltar o compromisso do setor com o comprometimento da legislação trabalhista”, disse.

Ainda no encontro, a coordenadora de Promoção Comercial da CNA, Camila Sande, apresentou um estudo sobre o mercado chinês de café, elaborado pelo escritório internacional da CNA em Xangai, em parceria com a InvestSP.

Segundo o documento, o café solúvel é o principal tipo do produto consumido pelo asiático, mas o estudo aponta que há espaço para outros tipos de preparo, além de excelente oportunidade para maior representatividade do café brasileiro. “Estima-se que o café torrado e moído possa se tornar um mercado incremental ao solúvel quando a percepção do café na China sofrer uma transição de “produto de luxo” para bebida de hábito diário”, diz a publicação.

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Clique aqui para ler o estudo.

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Fonte: CNA Brasil

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Presidente da CNA participa do lançamento de Unidade Mista de Pesquisa e Inovação do Cacau

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Brasília (05/05/2021) – O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, participou, na quarta (5), da cerimônia virtual de lançamento da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (UMIPI-Cacau), que funcionará em Ilhéus (BA).

A iniciativa é uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) para aplicar pesquisa e conhecimento tecnológico para o desenvolvimento e fortalecimento da produção de cacau no país.

Para Martins, a inauguração da unidade é um marco histórico de esperança e recuperação da lavoura cacaueira e representa um estímulo os produtores e para o país voltar a ser autossuficiente na produção de cacau.

Segundo ele, tanto a CNA quanto o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), além das federações dos principais estados produtores, podem contribuir com Embrapa, Ceplac e Ministério da Agricultura para que o país retome os altos índices produtivos do passado.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, reforçou a importância da cacauicultura não apenas na geração de emprego e renda, mas também na preservação ambiental. Ela explicou que hoje o Brasil é o quinto maior consumidor mundial e o sétimo maior produtor, mas a produção não atende à demanda do mercado interno.

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Desta forma, ressaltou, a meta é fazer com que o país volte a ser autossuficiente na produção em 2025. Na sua avaliação, a atuação conjunta de Embrapa e Ceplac, em parceria com CNA, Senar, federações, cooperativas e entidades de pesquisa vão contribuir para a retomada da atividade cacaueira.

Waldeck Araújo, diretor da Ceplac, explicou que uma das ideias é desenvolver tecnologias para criar bancos de germoplasmas com variedades que tornem o cacau mais resistente a doenças e se adapte a outras regiões do país, uma vez que a produção ocorre praticamente em dois biomas, Mata Atlântica e Amazônia, apesar de já haver produção no Cerrado e no Vale do São Francisco.

Outra proposta da parceria entre Ceplac e Embrapa é formar uma rede de pesquisa e inovação para reunir mais subsídios e recursos para aplicação de tecnologia Os dois órgãos pretendem, ainda, explorar o lado sustentável da produção cacaueira por meio de sistemas agroflorestais e fortalecer o manejo da lavoura.

Para o presidente da Embrapa, Celso Moretti, a união de forças, compartilhando o conhecimento e a infraestrutura dos dois órgãos, vai proporcionar o desenvolvimento sustentável da cultura lavoura cacaueiro. Já o secretário de Inovação e Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura, Fernando Camargo, falou das peculiaridades que tornam o Brasil diferenciado na produção de cacau.

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Serão investidos R$ 4,7 milhões em pesquisa e transferência de tecnologia, mas, segundo a ministra Tereza Cristina, a ideia é buscar recursos próximos a R$ 15 milhões para ajudar a fortalecer o setor nos próximos anos. O Brasil é o sétimo produtor mundial de cacau atualmente. Pará e Bahia são os principais estados produtores.

Senar e parceiros promovem reunião de mobilização do Projeto ATeG Mais Cacau

Família capixaba produz 18 produtos diferentes a partir do cacau

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Fonte: CNA Brasil

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