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CNA Jovem: palestras preparam talentos mineiros para próximos desafios

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Três dias de encontros virtuais com um conteúdo multidisciplinar e construído em conjunto com os seis representantes de Minas no Programa CNA Jovem 2020/2021 mostraram que, no que depender de Camila Oliveira, Hugo Leite, Laerte Neto, Mairon Figueiredo, Nayara Gonçalves e Thomaz Coelho, o futuro do agro é brilhante. Com palestras sobre aspectos técnicos e comportamentais ministradas por gestores do Sistema FAEMG/SENAR/INAES, os jovens agregaram mais conhecimento para serem bem-sucedidos nesta segunda fase do desafio.

A programação foi organizada pela Gerência de Formação Profissional e Promoção Social do Sistema FAEMG e conduzida pela gerente Liziana Rodrigues e as analistas Michelle Camila Ferreira e Marília Saraiva – que também é a coordenadora estadual do CNA Jovem. “Tudo foi pensado com muito carinho e cuidado para os nossos jovens, que são o nosso orgulho e tem projetos muito bons para o agronegócio. Estamos na torcida por todos eles, queremos ver os mineiros na final”, disse Marília. “Independentemente da classificação final, em outubro, para nós, todos já são vencedores. Foi um encontro muito bem sucedido e já temos inclusive várias ideias para um próximo encontro”, ressaltou Liziana.

CNA Jovem: palestras preparam talentos mineiros para próximos desafios - SENAR MINAS

Cenários do sistema sindical e do agronegócio

No primeiro dia, os participantes tiveram palestras sobre a história e organização do Sistema FAEMG com o presidente Roberto Simões e um panorama geral do agro com o superintendente técnico Altino Rodrigues, e o papel do SENAR MINAS na capacitação rural com o superintendente do SENAR, Christiano Nascif. Uma mesa redonda com bate papo com os gestores de várias gerências da casa fechou essas atividades.

“Somos uma das federações mais tradicionais e atuantes do Brasil, reunindo o maior número de sindicatos rurais no país, e o nosso SENAR é o maior do país, conforme dados públicos da CNA. Nossa missão é ajudar no aprimoramento constante dos Sindicatos Rurais para que eles possam atender cada vez melhor os seus filiados. Vocês podem se orgulhar do nosso Sistema, que procura melhorar constantemente para atender aos produtores e incluir aqueles que ainda estão à margem dessa cadeia. Vocês ainda vão nos ajudar muito nesse novo salto rumo à tecnologia que estamos dando, quer seja em suas propriedades, quer seja irradiando conhecimento para outras pessoas” – Roberto Simões, presidente do Sistema FAEMG

“Minas Gerais possui mais de 600 mil propriedades rurais e 12% da nossa população está trabalhando no agronegócio. A diversificação de produtos é uma característica forte do nosso estado, e o que nos protege das crises em setores específicos, pois o desempenho de um produto compensa o outro. A FAEMG tem comissões técnicas que representam vários desses setores e discutem profundamente as questões de cada uma para defender diariamente os interesses dos produtores. O produtor precisa conhecer isso melhor, muitos ainda não entendem tudo que uma representação forte pode fazer por ele” – Altino Rodrigues, superintendente técnico da FAEMG

“O Sistema FAEMG acredita no potencial do jovem como protagonista do agro e tem uma preocupação muito forte com eles, seja com sua formação profissional, seja como cidadão atante nos sindicatos e cooperativas. Atuamos desde a fase escolar, com a Promoção Social, até o final, com pessoas de cerca de 30 anos. Além da capacitação, esses jovens trabalham conosco, pois grande parte dos nossos instrutores e técnicos também são jovens. De 2019 a 2021, o SENAR MINAS fez 2.057 eventos voltados para jovens, capacitando 64 mil pessoas. São vocês que darão continuidade a tudo isso, é a ligação do conhecimento dos jovens com a experiência dos mais velhos que leva à sabedoria que vai manter o agro no topo. É preciso, ainda, criar condições para que a juventude permaneça no campo, porque o que vai segurar o jovem no meio rural é ter tecnologia e condições financeiras de se manter com a atividade de forma moderna e sustentável” – Christiano Nascif, superintendente do SENAR MINAS

CNA Jovem: palestras preparam talentos mineiros para próximos desafios - SENAR MINAS

Inovação e desenvolvimento pessoal para além da capacidade técnica

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Os dias seguintes do encontro foram voltados a palestras e debates sobre inovação e sobre desenvolvimento comportamental. Os analistas técnicos Luiz Felipe Xavier, da Gerência de Formação Profissional e Promoção Social do Sistema FAEMG, e Flávio Amaral, do Instituto Antônio Ernesto de Salvo – INAES, falaram sobre ações inovadoras no agro, oportunidades e tendências. Já a gerente de Recursos Humanos Sinaria Sousa abordou as habilidades dos profissionais do futuro e, encerrando, a analista da Gerência Pedagógica, Cristiane Trigueiro, conversou com os jovens sobre como trabalhar a comunicação não violenta.

“O profissional do futuro vai precisar ter a habilidade de aprender, desaprender e reaprender. Quem não conseguir ser resiliente e flexível, ter uma configuração mental de crescimento vai sofrer muito. Ainda não existem nas cadeiras acadêmicas disciplinas de relacionamento pessoal, mas são elas que o mercado vem cobrando. As máquinas ainda não ouvem, não tem empatia, não tem capacidade de diversidade e inclusão e precisamos lidar com pessoas, precisamos de pessoas diferentes interagindo para ter inovação. Essas são as competências que fazem a diferença hoje em dia. Buscarmos ser mais humanos a partir das soft skills, tomar decisões em meio a esse momento tão caótico que vivemos” – Sinaria Sousa, gerente de RH do Sistema FAEMG

“A tecnologia está contida dentro do universo da inovação. A inovação não está diretamente ligada a uma grande produção ou a um grande investimento financeiro, mas sim a fazer algo diferente, mudar alguma coisa. Sensores, ambientes controlados, softwares de gestão, agricultura vertical, machine learning, são ferramentas que já estão funcionando no agro. Foi pensando nesse novo mundo que o Sistema FAEMG criou o Novo Agro 4.0, que é um conjunto de ações dentro da esfera da inovação em prol do desenvolvimento do agronegócio. A iniciativa se conecta a Novo Agro Ventures, que é uma forma de dar suporte a startups para que elas se desenvolvam de forma saudável por meio de um conjunto de investidores” – Flávio Amaral, analista de inovação do INAES

“No fundo, a agricultura de precisão é sobre gestão, onde a gente procura extrair o máximo de cada centímetro da propriedade para saber cada passo que você pode dar. Você precisa ter um embasamento técnico para aplicar toda a tecnologia, pois, por trás dos algoritmos e computadores estão seres humanos. Não adianta delegar tudo ao computador, porque quem faz a calibragem do computador, quem cria os algoritmos, somos nós. É uma missão nossa, técnicos, fazer essa transição entre as tecnologias dos nossos avós e as que estão chegando. Vocês são diferenciados e precisamos muito de vocês” – Luiz Felipe Xavier, analista técnico da Gerência de Formação Profissional e Promoção Social

“Falar bonito, não se posicionar, ‘engolir sapo’ não é comunicação não violenta (CNV). Comunicação não violenta é conexão. Uma conexão honesta e transparente com que você está se relacionando. Se você quer trabalhar CNV, você precisa saber se conectar com o outro. E qual é a importância da CNV e da escuta ativa, da empatia, para os líderes? Se você não está aberto a ouvir suas equipes, como vai motivá-los? Tudo isso está ligado à conexão. Vocês, como líderes, inspirarão outras pessoas, e conectar-se com o outro é fundamental nesse processo. O trabalho com a comunicação não violenta é muito um trabalho para dentro de si” – Cristiane Trigueiro, analista da Gerência Pedagógica

Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

CNA discute autocontrole da defesa sanitária vegetal

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Brasília (28/07/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu uma live sobre o autocontrole na defesa sanitária vegetal, na quarta (28). O debate foi moderado pelo diretor técnico adjunto da CNA, Reginaldo Minaré.

Participaram do debate o presidente da Comissão de Hortaliças e Flores da Confederação, Manoel Oliveira; do diretor de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Carlos Goulart; e do diretor de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, Glauco Bertoldo.

Segundo Minaré, o autocontrole nas ações de defesa agropecuária vem sendo discutido há anos no Brasil e, agora, o desafio é a construção de um marco regulatório para o tema, por meio do Projeto de Lei nº 1.293/2021.

“A proposta surge como uma alternativa de ampliar e modernizar o escopo de atuação da defesa agropecuária, garantir maior liberdade aos agentes econômicos regulados, sem oferecer qualquer prejuízo à sanidade, inocuidade, qualidade, identidade e segurança dos insumos e produtos da agropecuária”, afirmou.

O objetivo da live foi compreender a lógica do PL e esclarecer conceitualmente e operacionalmente a diferença entre autorregulação e autocontrole. Além disso, os debatedores apresentaram a visão do estado e dos produtores rurais em relação ao processo de controle, fiscalização e auditoria da defesa sanitária vegetal, dos insumos agrícolas e dos produtos de origem vegetal.

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Conforme o diretor técnico adjunto da CNA, no autocontrole o produtor não cria regras e se compromete em seguir a legislação vigente.

Carlos Goulart falou sobre as expectativas em relação ao autocontrole na defesa sanitária vegetal e os principais pontos de aprimoramento e mudança na rotina do serviço de defesa agropecuária e de fiscalização e controle dos insumos agrícolas, que deverão ocorrer com a aprovação da proposta legislativa em discussão.

“É um processo de longo prazo e que vai demandar uma profunda transformação do setor privado, saindo da lógica de fiscalização para uma lógica mais de gerenciamento de risco e auditoria”, disse.

O texto da lei prevê que o autocontrole não será aplicado compulsoriamente aos agentes da produção primária, mas não impede que, voluntariamente, eles façam a adesão ao programa de autocontrole. A proposta não trouxe a definição de agente da produção primária, conceito que será interessante ser debatido e incluído na lei pelo Parlamento para esclarecer a zona cinzenta na fronteira entre a produção primária e industrial.

O diretor de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa destacou a importância dos programas de autocontrole e dos protocolos privados de produção para garantia do acesso aos mercados e aprimoramento dos processos produtivos.

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“O nosso objetivo é criar um ambiente mais seguro e com regras mais claras, onde possamos dar respostas rápidas e ter um controle ágil de todo o processo. Isso vai nos levar a outro patamar e garantir um reconhecimento internacional ainda maior dos nossos produtos”, prevê Glauco Bertoldo.

Na opinião de Manoel Oliveira, ainda existe muita expectativa e desconhecimento sobre o PL. Ao contrário daqueles que pensam que a informalidade e a insegurança poderão aumentar, ele acredita que o autocontrole vai oferecer mais segurança e credibilidade para o setor, além de trazer uma presença do estado “quase em tempo real” no processo produtivo.

“As leis não mudarão e precisarão ser cumpridas. O setor produtivo está tendo que se adequar a essa modernização de consumo da sociedade, com novas tecnologias e processos mais transparentes. O produtor tem que ver esse projeto como uma vantagem competitiva e a possibilidade de agregar valor”, declarou o presidente da Comissão de Hortaliças e Flores da CNA.

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Fonte: CNA Brasil

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