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CNA participa de evento sobre desafios e perspectivas para uso da água na agricultura

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Brasília (06/04/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou do evento “Água, desafios e perspectivas para a agricultura”, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (Fape-DF) e pelo jornal Tribuna Rural, na terça (6). O debate faz parte da série de encontros “O Agro Hoje”.

“É um tema de suma relevância, tendo em vista que temos o desafio de produzir com qualidade e regularidade para que a população tenha alimento na mesa. É preciso pensar nas tecnologias de uso da água no Distrito Federal e no Brasil todos os dias”, disse o presidente da Fape-DF, Fernando Cezar Ribeiro.

A assessora técnica da Comissão Nacional de Irrigação da CNA, Jordana Girardello, foi uma das debatedoras do painel “Reservação e uso racional da água”. Ela apresentou as prioridades do setor produtivo da agricultura irrigada e as principais ações e propostas da CNA para destravar os processos que, hoje, impedem a expansão da irrigação e a ampliação dos investimentos no setor.

A Confederação defende pontos como a revogação da resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 284 – que trata do licenciamento ambiental para irrigação –, a normatização que caracterize a reservação de água para fins de irrigação como de interesse social e utilidade pública e que a Agência Nacional de Águas (ANA) tenha um pesquisador especialista em irrigação na sua diretoria.

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A CNA sugere, também, a normatização do reuso de água para o uso agropecuário, a implementação do Plano Nacional de Segurança Hídrica e que na revisão do Plano Nacional dos Recursos Hídricos sejam inseridas medidas estruturantes e de incentivo ao uso da água para irrigação, além do fortalecimento dos polos de irrigação.

Segundo Jordana, a lista de propostas inclui, ainda, a manutenção das funções da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, a desburocratização dos sistemas de outorga no Brasil, a geração e comercialização de energia renovável por produtores rurais, a capacitação de produtores rurais e atores para defesa em Comitês de Bacias e a regulamentação da Lei de Segurança de Barragem.

“São pontos que enxergamos como gargalos e entraves para o Brasil ter um desempenho cada vez melhor e atender as metas de aumento de produção e segurança alimentar mundial. A CNA vem promovendo um diálogo com o Governo para unir esforços e desenvolver iniciativas eficazes para superar esses desafios”, afirmou ela.

O debate também contou com a participação do coordenador-geral de Irrigação e Drenagem do Ministério da Agricultura, Frederico Cintra Belém; da presidente da Associação dos Produtores Rurais e Irrigantes do Noroeste de Minas (Irriganor), Rowena Petroll; e do presidente do Sindicato Rural de Cristalina, Alécio Maróstica. O moderador foi o presidente da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (Abid), Helvécio Saturnino.

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Outros dois painéis completaram a programação: “Cenário e desafios (do uso) da água na agricultura” e “Experiências e inovação”.

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Fonte: CNA Brasil

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CNA diz que emissões de Gases de Efeito Estufa podem ser totalmente neutralizadas

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Brasília (09/04/2021) O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, participou, na sexta (9), do lançamento de duas coletâneas com estudos que mensuram fatores de emissão e remoção de Gases de Efeito Estufa (GEEs) pelo agro, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Em seu discurso, Martins disse que as pesquisas agrupadas nas coletâneas confirmam que as emissões de GEEs podem ser totalmente neutralizadas. “Precisamos avaliar o ambiente de produção como um todo. Considerar o balanço das emissões e sequestro de GEEs e não somente calcular emissões a partir da liberação de gases em processos de ruminação animal”.

Para o presidente da CNA, os estudos revelam a necessidade de o Brasil evoluir nas tecnologias de baixa emissão de carbono, introduzindo insumos de base científica no processo de revisão do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, o Plano ABC.

João Martins destacou o papel fundamental do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) nesse processo de implantação de sistemas de produção de baixa emissão de carbono. “Com seu modelo de Assistência Técnica e Gerencial, o Senar é vetor de ganhos econômicos, produtivos, sociais e ambientais”.

No evento, o presidente reiterou ainda o compromisso do Sistema CNA/Senar em levar aos agricultores e pecuaristas as tecnologias que permitem o uso correto e as boas práticas de manejo na produção, sem descuidar da sustentabilidade econômica da atividade, fator crucial para o incremento da renda, do aumento da produtividade e da proteção do meio ambiente.

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“Como representantes do sistema produtivo rural brasileiro, queremos ser indutores do processo de integração das cadeias produtivas, equalizando o custo e os benefícios advindos da mitigação às mudanças climáticas”, finalizou.

Já a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse que o lançamento das coletâneas amplia a disponibilidade dos dados sobre sistemas nacionais, que levam efetivamente em conta as especificidades climáticas a partir de metodologias científicas aceitas internacionalmente.

“Constituímos uma base de dados que será fundamental frente aos desafios que irão surgir no agro nas próximas décadas. Também vão contribuir para a construção de políticas públicas de enfrentamento das mudanças do clima”, afirmou.

Segundo a ministra, a partir dos dados será possível modernizar práticas produtivas, aperfeiçoar sistemas de manejos, promover ganhos crescentes de produtividade, o que se traduz em maior eficiência para o produtor, em renda e sustentabilidade.

“O Brasil já é um potência agroambiental. Nos próximos anos seremos chamados a intensificar nossa produção a fim de atender a crescente demanda global por alimentos seguros e nutritivos e os dados revelam que estamos no caminho certo”, concluiu Tereza Cristina.

Para o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, as coletâneas servirão de “livro de cabeceira” dos 10 mil técnicos do Senar. “O desafio de tirar as tecnologias das prateleiras e colocar no campo se vence com esse tipo de divulgação. A partir de agora temos a missão de divulgar esses estudos para os produtores e, principalmente, aos técnicos”.

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O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, afirmou que o lançamento dos estudos é um importante passo para transformar o agro brasileiro em um dos maiores do planeta.

De acordo com o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Fernando Camargo, as coletâneas também vão ser úteis para os países que possuem o mesmo clima e bioma do Brasil. “Vamos mostrar como se faz uma boa agricultura e pecuária. Esse é apenas o início, o primeiro capítulo de uma longa saga”.

Coletâneas – Os estudos foram realizados por 400 pesquisadores e trazem resultados, desafios e oportunidades sobre a emissão e remoção dos GEEs pelo agro. Segundo a diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Mariane Crespolini, a coletânea de pecuária agrupa trabalhos relativos de pequenos ruminantes, grandes ruminantes e não ruminantes (suínos, aves e tilápia).

“As pesquisas trazem fatores de emissão e remoção para todos os biomas e regiões. Por sistema produtivo, tipo de terminação, raça e diferentes idades dos animais”.

Já os estudos da agricultura incluem as cadeias de cana-de-açúcar, grãos, sistemas integrados de produção e florestas plantadas. Em sua apresentação, Mariane destacou a importância das tecnologias de colheita e irrigação, do plantio direto e rotação de culturas para redução expressiva das emissões e o potencial de florestas plantadas e integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

Clique aqui para ler a coletânea da pecuária.

Clique aqui para ler a coletânea da agricultura.

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Fonte: CNA Brasil

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