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Em Vilhena, presidente Laerte Gomes prestigia lançamento nacional do plantio da safra de soja

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Ele destacou que houve Justiça na escolha de Vilhena para sediar o evento

O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Laerte Gomes (PSDB) prestigiou nesta quinta-feira (19) a Abertura Nacional do Plantio da Soja – Safra 2019/2020, evento realizado na Fazenda Jaqueline, em Vilhena pelo setor produtivo rural, através da Aprosoja. Participaram também da solenidade o governador Marcos Rocha (PSL), integrantes do Governo Federal e empresários do agronegócio da cidade e da região.

Em entrevista ao Jornal Extra de Rondônia, o presidente da Assembleia destacou a importância do encontro para o Vilhena e Estado e falou sobre o setor produtivo, além de comentar a CPI da Energisa, aprovada esta semana pela Assembleia Legislativa. “É uma grande honra e uma oportunidade preciosa para que a cidade e o Estado de Rondônia evidenciem a força do agronegócio local e suas potencialidades”, destacou o parlamentar, explicando que a escolha de Vilhena para representar Rondônia na iniciativa, foi uma questão de Justiça, “afinal foi por aqui que a soja chegou ao Estado e os produtores locais estiveram na vanguarda na produção do produto, que hoje é um dos principais alicerces da economia de Rondônia”.

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Sobre o apoio do poder público para dinamizar as ações do setor produtivo, o presidente defendeu suporte e atenção aos pequenos e médios produtores, e agir para não atrapalhar os grandes. “Precisamos subsidiar os menores, dando suporte técnico e outros incentivos para o seu fortalecimento, e aos grandes é necessário desburocratizar o sistema, em particular a legislação ambiental, não criar tributos e ter uma malha viária rural em plenas condições de uso o ano inteiro. Sobre este ponto, Laerte Gomes lembrou que desde a época do Governo de Ivo Cassol não houve investimentos de monta nas estradas rurais do Estado, que necessitam de manutenção, investimentos e ampliação. “Rondônia precisa de uma rede ampla e interligada de rodovias estaduais pavimentadas na área rural, interligando os polos produtivos ao eixo da BR para escoamento da produção e suporte ao setor produtivo. O atual Governo demonstra interesse pelo assunto e o Poder Legislativo está à disposição para contribuir em ações voltadas ao enfrentamento desta demanda”, frisou.

Sobre a CPI da Energisa Laerte Gomes afirmou que a Assembleia atendeu ao chamado da sociedade rondoniense com relação aos fatos que estão ocorrendo em prejuízo da comunidade, cumprindo seu papel institucional. Ele garantiu que vai promover a instalação da Comissão o mais rápido possível, e envidar esforços para articular outras instituições como o Ministério Público e Tribunal de Contas para participar dos trabalhos e pediu aos rondonienses que acompanhem o andamento da CPI e levam ao conhecimento dos deputados situações pertinentes à investigação. “Vamos nos empenhar no sentido de esclarecermos as ocorrências que tem causado tantas reclamações dos rondonienses e apontar caminhos que levem a melhoria da prestação dos serviços e fornecimento de energia por parte da empresa, buscando a normalização das relações entra a Energisa e o povo de Rondônia”, considerou.

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Após curso do SENAR-PR, horticultor impulsiona produtividade no Oeste do PR

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O produtor Jonas Martini e sua família decidiram mudar seu modelo de negócio no fim do ano passado. Na propriedade de 2,9 hectares, localizada em Três Barras, na região Oeste do Paraná, eles deixaram de plantar tabaco, milho, soja e feijão e passaram a se dedicar à olericultura e hortifruticultura. Martini pensou que a migração seria fácil, mas a horta não se desenvolvia, com as folhosas sempre mirradas. O cultivo só passou a deslanchar depois que o produtor fez o curso “Planejamento da produção – do plantio à comercialização”, do SENAR-PR, que faz parte do Programa HortiMais. Hoje, a família produz quatro mil pés de folhosas por mês e planeja expandir o negócio.

A migração ocorreu em outubro do ano passado. Como já vinha trabalhando diretamente na produção agrícola, Martini pensou que não precisaria de grandes mudanças nem de conhecimento especializado para cultivar alface, rúcula, almeirão e couve-folha. Só foi perceber que estava equivocado quando viu que a horta “não ia para frente”. Aí, percebeu que era hora de buscar suporte técnico.

“Meu problema principal foi falta de conhecimento sobre a cultura. Por estar plantando fumo, soja e milho, eu pensava que podia dar conta de plantar um simples pé de alface. Mas eu não sabia o que estava acontecendo na cultura. Pragas e umidade de solo, por exemplo, foram fatores que me deram bastante problema”, diz Martini.

Ofertado pelo SENAR-PR, com apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural Iapar-Emater e Casa Familiar Rural, o curso deu a Martini o conhecimento técnico de que ele precisava. O agricultor percebeu que estava errando na irrigação e que vinha exagerando na adubação com esterco de galinha (o que salinizava o solo). Além disso, diagnosticou-se que precisava fazer correção do solo. Em um mês, os resultados já apareceram: a horta vicejou, com as folhosas bonitas e de bom tamanho. “Foi como tirar a dor com a mão. Agora, está uma maravilha”, comemora Martini.

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Ao longo do curso, o instrutor do SENAR-PR Mário Lugokenski conduziu um dia de campo na propriedade de Martini. Lá, após analisar as condições de cultivo, os alunos e o instrutor promoveram uma troca de ideias, em que todos deram sugestão de o quê poderia ser melhorado no processo produtivo. Para Lugokenski, o empenho e o espírito aberto de Martini foram determinantes para que o produtor obtivesse bons resultados após o curso.

“Vimos que o solo estava desagregado, com adubações mal feitas e com deficiência de irrigação”, observa o instrutor. “O Jonas foi um aluno exemplar, porque ele não teve dúvidas em implantar o que lhe foi sugerido do ponto de vista técnico. Ele fez tudo direitinho e, como as hortaliças têm um ciclo curto, os resultados já apareceram. Temos vários exemplos de alunos que, como ele, tiveram respostas excelentes”, acrescenta.

Rotina

O dia de Martini começa cedo, às 5 horas, quando se levanta para colher as hortaliças bem frescas. Às 7 horas, ele já está na cidade, fazendo as entregas: comercializa a supermercados e outros revendedores. Às 9 horas, ele volta novamente para a lida nas estufas – são cinco, com dimensões entre 30 e 50 metros quadrados. O produtor também tem projetos de expandir a comercialização a projetos da prefeitura e do governo estadual, além de cogitar ampliar as vendas para um município vizinho.

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“Hoje, o nosso negócio envolve toda a família. Eles me ajudam todos os dias na colheita, no empacotamento e na venda direta, que é feita aqui, na propriedade” diz. “A minha ideia ao migrar para a hortifruticultura foi ter uma vida mais sustentável. Antes, a gente arrendava terras. Paramos com isso. A ideia é produzir em cima do que é nosso. E está dando certo”, afirmou.

Instrutor do SENAR-PR desde 2013, Lugokenski contribuiu de forma direta para a profissionalização de muitos hortifruticultores, como Martini. Ele destaca que os cursos sempre levam o conhecimento técnico de que os produtores precisam. Mas o sucesso dos empreendimentos depende da ação dos próprios agricultores – desde a implantação de melhorias no processo produtivo até pontos que podem ser melhorados na comercialização.

“Quando esse conhecimento toca o coração do produtor, o sucesso é certeiro. Quando o produtor sente que deu resultado, vira uma engrenagem que não para mais. Ele se sente motivado a ir atrás de mais resultados positivos”, conta o instrutor.

Fonte: CNA Brasil

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