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Faeal e Senar AL contribuem na elaboração de cartilha sobre barragem subterrânea

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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Alagoas) colaboraram com a elaboração da cartilha “Barragem subterrânea: transformando vidas no semiárido brasileiro”. Iniciativa do Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Embrapa e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o documento tem o objetivo de orientar produtores rurais e gestores públicos sobre essa solução tecnológica para o aproveitamento da água da chuva, como forma de reduzir os efeitos das irregularidades climáticas nas regiões mais secas.

O Semiárido brasileiro é caracterizado pela reduzida precipitação pluviométrica anual, concentrada em poucos meses, aliada a grandes perdas por escoamento superficial e evapotranspiração, o que limita o acesso à água para o consumo humano e de animais e para a produção agrícola. Estas características demonstram que, para as famílias conviverem com as diferenças do clima da região, é necessário que disponham de reservatórios para guardar a água da chuva para o período da estiagem.

Ciente desta necessidade, a Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas envolveu agentes públicos e instituições como Embrapa e Sebrae numa discussão coletiva que resultou na criação do Programa Estadual de Construção de Barragens Subterrâneas. O programa prevê a construção de 200 barragens e o Governo do Estado já destinou R$ 1,5 milhão com a estimativa de construir as primeiras 60.

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“A partir de um projeto piloto desenvolvido pelo Senar Alagoas em parceria com o Sebrae, percebemos como a barragem subterrânea é uma tecnologia barata e capaz de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do Estado. Depois, descobrimos que um estudo de mapeamento das áreas mais propícias para a construção de barragens, desenvolvido pela Embrapa, corria o risco de ser interrompido por falta de verbas federais. Foi então que provocamos as instituições e agentes públicos para que apoiassem a conclusão da pesquisa e formulassem um grande programa de construção de barragens, conduzido pelo Governo de Alagoas”, relembra o presidente da Faeal, Álvaro Almeida.

Coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Alagoas, Luana Torres está entre os autores da cartilha sobre barragens subterrâneas. “Este é um importante instrumento de disseminação de informações sobre esta tecnologia que, a baixo custo, contribui para o aumento ao acesso e usos múltiplos da água, a soberania e segurança alimentar e nutricional das famílias, a diversificação e integração de cultivos, tornando os agroecossistemas mais resilientes ao clima, entre outros avanços econômicos e sociais para a população do semiárido”, comenta.

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A tecnologia da barragem subterrânea está alinhada a Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS – da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas – ONU. São eles: erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; água Potável e Saneamento; e ação contra a mudança global do clima. A cartilha produzida em Alagoas traz informações sobre o zoneamento realizado pela Embrapa, como é construído este tipo de barragem, quais os locais adequados para a sua instalação, alternativas de cultivo e que impactos traz para a vida das famílias. A elaboração do documento também contou com o apoio das universidades Federal e Estadual de Alagoas – Ufal e Uneal –, Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seagri), Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas ( Emater/AL) e Sebrae.

Para ter acesso à cartilha, clique aqui.

Fonte: CNA Brasil

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Após curso do SENAR-PR, horticultor impulsiona produtividade no Oeste do PR

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O produtor Jonas Martini e sua família decidiram mudar seu modelo de negócio no fim do ano passado. Na propriedade de 2,9 hectares, localizada em Três Barras, na região Oeste do Paraná, eles deixaram de plantar tabaco, milho, soja e feijão e passaram a se dedicar à olericultura e hortifruticultura. Martini pensou que a migração seria fácil, mas a horta não se desenvolvia, com as folhosas sempre mirradas. O cultivo só passou a deslanchar depois que o produtor fez o curso “Planejamento da produção – do plantio à comercialização”, do SENAR-PR, que faz parte do Programa HortiMais. Hoje, a família produz quatro mil pés de folhosas por mês e planeja expandir o negócio.

A migração ocorreu em outubro do ano passado. Como já vinha trabalhando diretamente na produção agrícola, Martini pensou que não precisaria de grandes mudanças nem de conhecimento especializado para cultivar alface, rúcula, almeirão e couve-folha. Só foi perceber que estava equivocado quando viu que a horta “não ia para frente”. Aí, percebeu que era hora de buscar suporte técnico.

“Meu problema principal foi falta de conhecimento sobre a cultura. Por estar plantando fumo, soja e milho, eu pensava que podia dar conta de plantar um simples pé de alface. Mas eu não sabia o que estava acontecendo na cultura. Pragas e umidade de solo, por exemplo, foram fatores que me deram bastante problema”, diz Martini.

Ofertado pelo SENAR-PR, com apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural Iapar-Emater e Casa Familiar Rural, o curso deu a Martini o conhecimento técnico de que ele precisava. O agricultor percebeu que estava errando na irrigação e que vinha exagerando na adubação com esterco de galinha (o que salinizava o solo). Além disso, diagnosticou-se que precisava fazer correção do solo. Em um mês, os resultados já apareceram: a horta vicejou, com as folhosas bonitas e de bom tamanho. “Foi como tirar a dor com a mão. Agora, está uma maravilha”, comemora Martini.

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Ao longo do curso, o instrutor do SENAR-PR Mário Lugokenski conduziu um dia de campo na propriedade de Martini. Lá, após analisar as condições de cultivo, os alunos e o instrutor promoveram uma troca de ideias, em que todos deram sugestão de o quê poderia ser melhorado no processo produtivo. Para Lugokenski, o empenho e o espírito aberto de Martini foram determinantes para que o produtor obtivesse bons resultados após o curso.

“Vimos que o solo estava desagregado, com adubações mal feitas e com deficiência de irrigação”, observa o instrutor. “O Jonas foi um aluno exemplar, porque ele não teve dúvidas em implantar o que lhe foi sugerido do ponto de vista técnico. Ele fez tudo direitinho e, como as hortaliças têm um ciclo curto, os resultados já apareceram. Temos vários exemplos de alunos que, como ele, tiveram respostas excelentes”, acrescenta.

Rotina

O dia de Martini começa cedo, às 5 horas, quando se levanta para colher as hortaliças bem frescas. Às 7 horas, ele já está na cidade, fazendo as entregas: comercializa a supermercados e outros revendedores. Às 9 horas, ele volta novamente para a lida nas estufas – são cinco, com dimensões entre 30 e 50 metros quadrados. O produtor também tem projetos de expandir a comercialização a projetos da prefeitura e do governo estadual, além de cogitar ampliar as vendas para um município vizinho.

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“Hoje, o nosso negócio envolve toda a família. Eles me ajudam todos os dias na colheita, no empacotamento e na venda direta, que é feita aqui, na propriedade” diz. “A minha ideia ao migrar para a hortifruticultura foi ter uma vida mais sustentável. Antes, a gente arrendava terras. Paramos com isso. A ideia é produzir em cima do que é nosso. E está dando certo”, afirmou.

Instrutor do SENAR-PR desde 2013, Lugokenski contribuiu de forma direta para a profissionalização de muitos hortifruticultores, como Martini. Ele destaca que os cursos sempre levam o conhecimento técnico de que os produtores precisam. Mas o sucesso dos empreendimentos depende da ação dos próprios agricultores – desde a implantação de melhorias no processo produtivo até pontos que podem ser melhorados na comercialização.

“Quando esse conhecimento toca o coração do produtor, o sucesso é certeiro. Quando o produtor sente que deu resultado, vira uma engrenagem que não para mais. Ele se sente motivado a ir atrás de mais resultados positivos”, conta o instrutor.

Fonte: CNA Brasil

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