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Inspeção de produtos de Francisco Beltrão tem equivalência federal

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Em abril deste ano, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reconheceu a equivalência do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) do município de Francisco Beltrão, na região Sudoeste do Paraná, junto ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Em linhas gerais, isso significa que as 20 agroindústrias que atuam no processamento de produtos de origem animal, hoje registradas no SIM do município, podem ampliar seus mercados, vendendo em todo território nacional.

“O Ministério reconheceu a eficiência do serviço de inspeção municipal como se fosse um serviço de inspeção federal. Francisco Beltrão conseguiu provar que seus procedimentos são tão eficientes quanto os do Mapa”, explica a chefe do núcleo regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) em Francisco Beltrão, Denise Chiapetti Adamchuk.

Atualmente estão incluídos no cadastro-geral do Sisbi-POA apenas 28 municípios do Brasil. No Paraná, segundo o Mapa, além de Francisco Beltrão, apenas Cascavel, Guarapuava e Santo Antônio da Platina.

Sistemas

Existem três esferas do serviço de inspeção: municipal (SIM), que habilita as agroindústrias a comercializarem dentro dos limites do município; Sistema de Inspeção do Paraná (SIP), que tem competência para inspecionar e fiscalizar os estabelecimentos que atuam no comércio intermunicipal; e o Sistema de Inspeção Federal (SIF), que habilita a comercialização no território nacional e também para outros países. “O que foi conquistado por Francisco Beltrão é praticamente igual o SIF, com a diferença que não pode exportar”, compara Denise.

A medida vem coroar uma vocação já existente no município para produção de alimentos. “Até pela colonização italiana, tem muita receita de salame, queijo, receitas ancestrais feitas na panela, no fogão à lenha, em quantidades pequenas, que agora estão sendo colocadas dentro de uma pequena agroindústria”, observa a chefe do núcleo regional da Seab.

Na opinião do secretário de Agricultura de Francisco Beltrão, Claudimar Isidoro de Carli, a notícia chegou como uma “bomba positiva” no município e deve, nos próximos meses, ampliar os negócios. Por enquanto apenas um frigorífico de suínos possui o Sisbi-POA e outras três plantas estão em processo de certificação no município (um abatedouro de bovinos, um frigorífico de peixes e uma empresa de embutidos de suínos).

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“Isso credencia as empresas a terem a opção de saírem do âmbito do município e levarem a qualidade do Sudoeste para todos os cantos. Horizonte maior de negócio e de volume de venda”, destaca o secretário.

Susaf

O trabalho para expandir as fronteiras da produção municipal não é de hoje. Outra iniciativa de sucesso encampada em Francisco Beltrão foi a adesão ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agroindustrial Familiar e de Pequeno Porte do Paraná (Susaf), que permite que as agroindústrias locais de pequeno porte possam comercializar seus produtos em todo Paraná. De acordo com Denise, da Seab, o Susaf veio preencher uma lacuna que existia na inspeção de pequenas agroindústrias. “O SIP é para agroindústrias grandes. Exista uma faixa de empresas que não eram tão grandes, mas tinham potencial para vender para todo Estado”, observa.

O primeiro laticínio a receber a certificação Susaf no município foi o Vidalat, que fabrica queijos coloniais. Segundo a proprietária Roseli Piekas Capra, a empresa já estava habilitada pelo SIM e comercializava seus produtos dentro do município, em supermercados e também para a merenda escolar. “Com o Susaf passamos a vender para outros municípios da região Sudoeste, para Maringá e estamos em negociação com Curitiba. Ajudou a abrir o leque de vendas”, conta a empresária. “O preço vem sendo interessante, vendendo em outros municípios com cerca de 30% a mais de valor agregado”, complementa. Com capacidade de produção de 60 quilos de queijo por dia, a empresa trabalha exclusivamente com leite produzido na propriedade.

Outra empresa familiar de Francisco Beltrão que encontrou benefícios ao aderir ao Susaf é a Coratho Alimentos, que atua na área de beneficiamento de carnes e produtos de origem animal. “Fomos a primeira empresa do Paraná a receber a certificação do Susaf, motivo este que nos enche do orgulho”, afirma a proprietária Bruna Thomé. Segundo ela, a empresa já vinha se estruturando há três anos para conseguir essa certificação e expandir seu mercado. “Foram realizadas algumas obras para aumentar o espaço físico, reestruturamos os cortes e melhoramos o sistema de embalagem. Também aumentamos o portifólio de produtos e implantamos um controle de qualidade documentado e eficiente”, atesta Bruna.

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Hoje, além de Francisco Beltrão, a Coratho vende seus produtos em Pato Branco, Verê, Bom Sucesso do Sul, Enéas Marques, Realeza, Nova Esperança do Sudoeste, Bom Jesus do Sul, Santo Antônio do Sudoeste, Ampére e Curitiba. “Aqui tem muita concorrência na área de embutidos. Então conseguir sair nos demonstrou uma vantagem em relação à agregação de valor de produtos e aumento das vendas”, avalia a empresária, que em um futuro próximo pretende aderir ao Sisbi-POA. “Como nossa empresa está próxima à divisa com outros Estados, principalmente Santa Catarina, temos interesse”, relata Bruna.

Trajetória e parceria

Segundo o secretário Carli, o caminho trilhado pelo município para estruturar seu serviço de segurança agropecuária passou pela criação de parcerias entre os poderes público municipal e estadual e também o setor privado. “É um trabalho muito extenso, que depende de uma equipe capacitada de veterinários, inspetores em linhas de abate, para ter uma certificação que garanta que nosso produto vai correr o Brasil e ter qualidade”, afirma.

Nesse processo, segundo Carli, o SENAR-PR foi um parceiro de primeira hora do poder municipal. “O SENAR participa desde o início com vários cursos. Agora estamos vendo para preparar as pessoas para voos maiores fazendo cursos de gestão de negócios A gente tem uma via aberta com o SENAR, um agente de transformação muito importante”, pontua o secretário.

Leia mais notícias no Boletim Informativo.

Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

CNA debate escassez de milho para a produção agropecuária

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Brasília (21/06/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na segunda (21), de uma audiência pública para debater a escassez de milho para a produção agropecuária.

A discussão foi promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, por meio de requerimento da deputada federal Soraya Manato (PSL/ES), e reuniu representantes do setor e do Governo.

O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, ressaltou a gravidade da menor oferta do cereal para atender as cadeias de bovinos, aves e suínos.

Em relação ao cenário atual, ele destacou pontos como quebra de, aproximadamente, 6% da produção da 2ª safra, estoques menores, aumento de 5,1% no consumo doméstico, contratos de exportação a serem cumpridos, aumento da necessidade de importação e competição entre soja e milho 1ª safra no sul do Brasil na safra 2021/2022.

“A CNA tem uma visão global sobre a agropecuária brasileira e temos buscado alternativas para a redução dos custos dos pecuaristas e fomento à produção desse importante cereal”, afirmou Lucchi.

Segundo Lucchi, os preços já estão em valores recordes e a sinalização é de uma média superior a R$ 85/saca para o segundo semestre, conforme a B3, mantendo o cenário complicado para os produtores. As importações do cereal, principalmente do Paraguai, seguem crescendo neste ano, mas a recente liberação da importação de milho transgênico poderá conter o preço da saca e evitar especulações nos próximos meses.

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Entre as propostas apresentadas pela CNA para a diminuição dos custos estão a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre rações e suplementos destinados à produção animal, isenção da cobrança do Adicional do Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) incidente sobre insumos destinados à ração animal e sobre fertilizantes, além da recomposição dos estoques de milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a fim de que possam ser utilizados no Programa de Venda em Balcão.

Para estimular o plantio do cereal em importantes regiões consumidoras, a Confederação sugere subvencionar as opções de venda do milho, com o intuito de assegurar menor volatilidade de preços aos agricultores. Além disso, é importante manter o percentual de subvenção diferenciado para o seguro faturamento, incentivar as seguradoras a desenvolver e melhorar produtos de seguro por talhão e aumentar o nível de subvenção do milho 1ª safra de 20% e 25% para 35%.

“Precisamos ter algo estruturante e uma oferta de acordo com o crescimento da nossa agropecuária. Sabemos que o momento é turbulento, mas existem ações paliativas que podem ser tomadas até que cheguemos a uma nova safra”, disse o diretor técnico da CNA.

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A audiência também contou com a participação do diretor executivo da Associação de Avicultores do Espírito Santo (Aves), Nélio Hand; do superintendente do Ministério da Agricultura no Espírito Santo, Aureliano Costa; do diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese; do superintendente de Abastecimento Social da Conab, Diracy Betânea Lacerda; do superintendente Regional do Espírito Santo da Conab/ES, Kerley Mesquita de Souza; do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin; e do presidente Institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Cesário Ramalho.

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Fonte: CNA Brasil

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