PORTO VELHO

Agronegócio

Na busca por melhores rendimentos da soja produtores rurais de Iowa EUA visitam a Famato

Agronegócio


Uma delegação de produtores rurais da Iowa Soybean Association (ISA) está em Mato Grosso para conhecer os sistemas de produção agrícola do estado que são destaque pela eficiência. O objetivo da ISA é descobrir o que é necessário fazer para alcançar maiores rendimentos da soja.

Nesta quinta-feira (10/02), o grupo esteve na Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), onde conheceu dados do agronegócio mato-grossense, projeções agrícolas para os próximos 10 anos (Outlook 2030) e, na oportunidade, conheceram o sistema sindical e as ações realizadas pelas entidades que compõem o Sistema Famato (Senar-MT, Imea, Instituto AgriHub e Sindicatos Rurais).

A delegação norte-americana composta pelos produtores rurais, Robert Ewoldt, presidente do Isa, e os diretores Timothy James Bardole, Kirk Alan Leeds (executivo), Aaron Putze (marketing), Warren Le Roy Bachman e Brent Swart (diretor industrial) foi recepcionada pelo presidente do Sistema Famato, Normando Corral.

Normando Corral falou da satisfação de mostrar o que os produtores rurais de Mato Grosso fazem de melhor, que é produzir com qualidade. “Para nós, produtores, é uma grata satisfação receber pessoas que representam entidades do setor produtivo rural de outros países e que desejam trocar experiências, além de conhecer a nossa realidade. É a oportunidade que temos de mostrar o que fazemos de fato”, disse.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, apresentou as projeções do Outlook 2030. Elas apontam que Mato Grosso terá papel fundamental na expansão da produção nacional por meio dos 14,13 milhões de hectares de áreas de pastagem que podem ser convertidas em agricultura.

Leia Também:  Fruticultores atendidos pelo Senar/MS aumentam em 27% a produção de pitaia

A projeção de crescimento da produção agropecuária para os próximos 10 anos é significativa, levando em conta que Mato Grosso é o maior produtor de carne bovina do país, além de liderar a produção nacional de soja, milho e algodão.

A comitiva conheceu o Instituto AgriHub, considerado o maior hub de tecnologias de Mato Grosso. A apresentação ficou por conta da coordenadora da Rede de Fazendas Alfa, Eloiza Zuconelli, que falou sobre os programas e projetos de tecnologia e inovação desenvolvidos pelo Instituto e parceiros.

O Estado de Iowa é um dos maiores produtores de soja e biodiesel dos Estados Unidos. Sendo que 14% da soja do EUA é produzido em Iowa, ocupando o segundo lugar no país em produção geral. Em 2021, o estado produziu em primeira safra, 15,5 milhões de toneladas de soja, em uma área de 4 milhões de hectares. 

Além da soja, Iowa é o maior produtor de milho dos Estados Unidos, responsável por aproximadamente um quinto do milho produzido no país. Iowa e Illinois são os estados em que historicamente a produção desses grãos é mais representativa, sendo as produtividades médias nesses estados de aproximadamente 200 sacas por hectare de milho e 70 sacas por hectare de soja.

O Estado de Iowa também possui o maior rebanho suíno do país, onde concentra cerca de um quarto da população suína americana. De acordo com o USDA, os produtores de suínos de Iowa respondem pelo maior rebanho entre os estados norte-americanos, com 24,2 milhões de cabeças.

Leia Também:  Apiacás investe em capacitação de mão de obra para agricultura

A ISA é composta por 22 diretores, todos produtores rurais de soja, conta com 70 colaboradores, e dos 40 mil produtores de soja do estado, 14 mil são associados.

De acordo com o presidente, Robert Ewoldt, além dos projetos de pesquisa específicas para apoiar o setor, é necessário olhar para a cadeia de forma global, contemplando o foco estratégico da ISA que é informação, educação e relações públicas. “A oferta e a demanda estão interconectadas, por isso contamos com essas áreas para nos ajudar, como agricultores, a serem mais lucrativos e produtivos”, disse Robert Ewoldt.

No campo – Ao longo da semana, o grupo visitou a fazenda Morena em Campo Novo do Parecis, do produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Tangará da Serra, Romeu Chiochetta, que faz Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF). A propriedade atualmente passa por um projeto bem sucedido de sucessão familiar.

Ainda em Campo Novo do Parecis, conheceram a usina de açúcar e etanol Coprodia e a Etamil, do mesmo grupo de produtores que vai entrar em operação em abril deste ano, produzindo etanol a partir do milho.

Em Sapezal, estiveram na fazenda Santa Luzia, do grupo Bom Futuro, onde acompanharam a colheita da soja e os plantios de algodão e milho segunda safra.

Também visitaram o armazém central, onde acompanharam o recebimento da soja colhida nas lavouras, e a descaroçadeira de algodão da fazenda.

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agronegócio

Agricultores iniciam colheita de pluma de algodão em Mato Grosso

Publicados

em

Os agricultores começaram a colher algodão em pluma, uma das culturas cultivadas em Mato Grosso. Nesta safra, a área plantada aumentou para 1,18 milhão de hectares e, em 2021, foram plantados 960 mil hectares.

A produção deve ser de 278 arrobas de algodão em caroço por hectare, apenas um arroba a mais em relação à temporada do último ano.

No entanto, como a área é grande, o volume de algodão colhido deve crescer e ficar próximo de 5 milhões de toneladas, cerca de um milhão a mais que no ano passado.

Na primeira safra, plantada em dezembro, os resultados são bons, enquanto a segunda safra, plantada em janeiro logo após a colheita da soja, não teve o mesmo efeito. O algodão foi cultivado durante o que foi considerado uma boa estação, mas o clima não colaborou com os produtores.

Em uma fazenda em Novo São Joaquim, a 487 quilômetros de Cuiabá, o resultado foi diferente nesta temporada. Segundo o gerente local, Jackson Ferreira, o algodão colhido ocupa 3.000 hectares, 15% a mais que na safra passada.

Leia Também:  BOI/CEPEA: Indicador atinge casa dos R$ 350

No início do ciclo, o clima afetou o crescimento da safra e a taxa média de produção foi de 5% em relação ao ano anterior.

“No ano passado choveu muito durante a janela de plantio e não executamos dentro do ideal. Já neste ano a chuva foi muito boa e conseguimos plantar dentro da janela. Durante o ciclo da cultura a chuva foi bem distribuída, mas a safrinha recebeu bem menos volume. Isso vai afetar um pouco na produtividade do algodão. Esperávamos colher 250 arrobas, mas vai chegar no máximo 230 arrobas”, disse Jackson.

Em uma fazenda em Campo Verde, a 139 quilômetros de Cuiabá, a colheita já começou. Segundo o agricultor Rodolfo Bertani Lopes da Costa, foram plantados mais de 1.500 hectares, sendo 580 em dezembro e o restante no mês seguinte.

“Esse ano choveu antes. Eu terminei o plantio do algodão safrinha em 20 de janeiro. Então foi dentro da janela e, com o preço do algodão, resolvemos aumentar as áreas de sarfinha. Só que tivemos um corte de chuva antecipado e isso ocasionou perda e a perspectiva de produção foi reduzida. A gente esperava produzir 120 arrobas de pluma e agora a produção vai ser por volta de 80 arrobas de pluma por hectare. Este ano estamos trabalhando com 40% de algodão safra e 60% de safrinha”, concluiu.

Leia Também:  Apiacás investe em capacitação de mão de obra para agricultura

Fonte: Agroplus.tv  

Fonte: AgroPlus

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

RONDÔNIA

PORTO VELHO

POLÍTICA RO

MAIS LIDAS DA SEMANA