PORTO VELHO

Agronegócio

Projeto do Senar-MT auxilia produtores de Vila Rica a recuperarem áreas degradadas

Agronegócio


A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) está auxiliando produtores a recuperarem áreas degradadas em suas propriedades no interior do estado. Por meio do Projeto FIP – Paisagens Rurais, é realizada a adoção de técnicas de conservação e recuperação ambiental, além de práticas agrícolas sustentáveis ​​de baixa emissão de carbono em bacias selecionadas do bioma Cerrado.

No município de Vila Rica, no norte do estado, o trabalho de recuperação é realizado no Assentamento São José. A ação conta com a parceria do Sindicato Rural de Vila Rica e da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente que cede gratuitamente arames e mudas das plantas que são utilizadas na recuperação das áreas.

Segundo o supervisor da ATeG, Marcelo Nogueira, atualmente são atendidas cerca de 90 propriedades nas cidades de Vila Rica e Santa Terezinha. “O projeto está atuando em duas bacias na região do Araguaia, que apresentam alto índice de desmate, principalmente próximo a nascentes e margens de rios”.

Leia Também:  Maior safra de soja do mundo é lançada em Vilhena com autoridades municipais, estaduais e nacionais

Nogueira conta ainda que o projeto também vai auxiliar os produtores com a recuperação das pastagens degradadas de suas propriedades. “Além do acompanhamento pela equipe técnica da propriedade, o projeto foca suas ações também na recuperação de Áreas de Preservação Permanentes (APPs) e na recuperação de pastagens, o que faz com que o solo seja mais bem estruturado”.

O sítio Salgado Filho, localizado no P.A São José, já recuperou 1.5 hectares de área degradada pelo projeto. A área conta com uma nascente que deságua em afluentes do rio Araguaia. A APP está sendo recuperada por meio do plantio de mudas de árvores frutíferas e madeira de lei.

Segundo o proprietário do sítio, Antônio Alves da Silva, o projeto é muito importante para o futuro de sua propriedade. “Quando adquiri a área, ela já se encontrava degradada. Com o projeto já consegui plantar em torno de 700 árvores e isso é muito importante para a preservação”.

Silva reforça ainda que as ações conscientizam muitos produtores da região em relação à preservação ambiental. “No município há muitas áreas degradadas, se cada produtor plantasse árvores e recuperasse parte da área degradada da sua propriedade, já ajudaria a conservação ambiental”.

Leia Também:  Sistema CNA/Senar e entidades do setor lançam o Agro Fraterno

FIP – PAISAGENS RURAIS – O projeto é coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro e pela Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação (SDI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa).

Tem como parceiros a agência de cooperação técnica alemã GIZ, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), através do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e a Embrapa. O Projeto também conta com o apoio do Banco Mundial.

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agronegócio

Após curso do SENAR-PR, horticultor impulsiona produtividade no Oeste do PR

Publicados

em


O produtor Jonas Martini e sua família decidiram mudar seu modelo de negócio no fim do ano passado. Na propriedade de 2,9 hectares, localizada em Três Barras, na região Oeste do Paraná, eles deixaram de plantar tabaco, milho, soja e feijão e passaram a se dedicar à olericultura e hortifruticultura. Martini pensou que a migração seria fácil, mas a horta não se desenvolvia, com as folhosas sempre mirradas. O cultivo só passou a deslanchar depois que o produtor fez o curso “Planejamento da produção – do plantio à comercialização”, do SENAR-PR, que faz parte do Programa HortiMais. Hoje, a família produz quatro mil pés de folhosas por mês e planeja expandir o negócio.

A migração ocorreu em outubro do ano passado. Como já vinha trabalhando diretamente na produção agrícola, Martini pensou que não precisaria de grandes mudanças nem de conhecimento especializado para cultivar alface, rúcula, almeirão e couve-folha. Só foi perceber que estava equivocado quando viu que a horta “não ia para frente”. Aí, percebeu que era hora de buscar suporte técnico.

“Meu problema principal foi falta de conhecimento sobre a cultura. Por estar plantando fumo, soja e milho, eu pensava que podia dar conta de plantar um simples pé de alface. Mas eu não sabia o que estava acontecendo na cultura. Pragas e umidade de solo, por exemplo, foram fatores que me deram bastante problema”, diz Martini.

Ofertado pelo SENAR-PR, com apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural Iapar-Emater e Casa Familiar Rural, o curso deu a Martini o conhecimento técnico de que ele precisava. O agricultor percebeu que estava errando na irrigação e que vinha exagerando na adubação com esterco de galinha (o que salinizava o solo). Além disso, diagnosticou-se que precisava fazer correção do solo. Em um mês, os resultados já apareceram: a horta vicejou, com as folhosas bonitas e de bom tamanho. “Foi como tirar a dor com a mão. Agora, está uma maravilha”, comemora Martini.

Leia Também:  Senar Bahia divulga primeiro vencedor da "Premiação de fotos Instrucionais"

Ao longo do curso, o instrutor do SENAR-PR Mário Lugokenski conduziu um dia de campo na propriedade de Martini. Lá, após analisar as condições de cultivo, os alunos e o instrutor promoveram uma troca de ideias, em que todos deram sugestão de o quê poderia ser melhorado no processo produtivo. Para Lugokenski, o empenho e o espírito aberto de Martini foram determinantes para que o produtor obtivesse bons resultados após o curso.

“Vimos que o solo estava desagregado, com adubações mal feitas e com deficiência de irrigação”, observa o instrutor. “O Jonas foi um aluno exemplar, porque ele não teve dúvidas em implantar o que lhe foi sugerido do ponto de vista técnico. Ele fez tudo direitinho e, como as hortaliças têm um ciclo curto, os resultados já apareceram. Temos vários exemplos de alunos que, como ele, tiveram respostas excelentes”, acrescenta.

Rotina

O dia de Martini começa cedo, às 5 horas, quando se levanta para colher as hortaliças bem frescas. Às 7 horas, ele já está na cidade, fazendo as entregas: comercializa a supermercados e outros revendedores. Às 9 horas, ele volta novamente para a lida nas estufas – são cinco, com dimensões entre 30 e 50 metros quadrados. O produtor também tem projetos de expandir a comercialização a projetos da prefeitura e do governo estadual, além de cogitar ampliar as vendas para um município vizinho.

Leia Também:  Sistema CNA/Senar e entidades do setor lançam o Agro Fraterno

“Hoje, o nosso negócio envolve toda a família. Eles me ajudam todos os dias na colheita, no empacotamento e na venda direta, que é feita aqui, na propriedade” diz. “A minha ideia ao migrar para a hortifruticultura foi ter uma vida mais sustentável. Antes, a gente arrendava terras. Paramos com isso. A ideia é produzir em cima do que é nosso. E está dando certo”, afirmou.

Instrutor do SENAR-PR desde 2013, Lugokenski contribuiu de forma direta para a profissionalização de muitos hortifruticultores, como Martini. Ele destaca que os cursos sempre levam o conhecimento técnico de que os produtores precisam. Mas o sucesso dos empreendimentos depende da ação dos próprios agricultores – desde a implantação de melhorias no processo produtivo até pontos que podem ser melhorados na comercialização.

“Quando esse conhecimento toca o coração do produtor, o sucesso é certeiro. Quando o produtor sente que deu resultado, vira uma engrenagem que não para mais. Ele se sente motivado a ir atrás de mais resultados positivos”, conta o instrutor.

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

RONDÔNIA

PORTO VELHO

POLÍTICA RO

MAIS LIDAS DA SEMANA