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Revitalização de bacias hidrográficas vai auxiliar na segurança alimentar, avalia CNA

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Brasília (10/06/2021) – A criação de uma plataforma de marketplace para alavancar a revitalização de bacias hidrográficas no Brasil é uma iniciativa importante para garantir a manutenção da água em quantidade e qualidade suficiente para a produção de alimentos e os outros usos da água na bacia, avalia o presidente da Comissão Nacional de Irrigação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Eduardo Veras.

“Isso vai ser importante tanto para o meio rural quanto para a cidade porque poderemos revitalizar as bacias hidrográficas que carecem de alguma recuperação como proteção das nascentes e corpos hídricos para enfrentar as crises hídricas que vêm acontecendo ao longo do tempo. Com água em quantidade e qualidade, teremos mais água para atender os múltiplos usos e, no caso do agro, para manter a produção de alimentos.”

A iniciativa é do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e faz parte do Programa Águas Brasileiras do Governo Federal, para ampliar a quantidade e a qualidade da água disponível para consumo e para o setor produtivo, de forma a fomentar o desenvolvimento regional e garantir mais qualidade de vida para a população.

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O órgão publicou esta semana um edital para contratar empresa ou entidade que desenvolva uma plataforma com o conceito de marketplace que irá proporcionar o encontro de organizações que elaboram e executam projetos de revitalização de bacias com empresas, fundos nacionais e internacionais e pessoas físicas que buscam se engajar na agenda de sustentabilidade. As inscrições estão abertas até 5 de julho.

Eduardo Veras ressaltou que o produtor rural pode contribuir com a iniciativa protegendo nascentes nas propriedades e fazendo um uso correto das tecnologias de irrigação.

“O produtor tem a cultura de proteger a agua dele. É um bem valoroso e por isso temos cada vez mais que incentivá-lo a proteger as nascentes. Essa união entre produtor e iniciativa privada é benéfica porque também contribuirá para que esse produtor possa receber pelos serviços ambientais prestados”.

Luna Viana, assessora especial do Ministério do Desenvolvimento Regional, explica que a plataforma vai viabilizar o acesso a bons projetos e uma estrutura de gestão com segurança e efetividade.

“Para aqueles produtores rurais que têm uma visão do valor da água e da importância da adoção de práticas sustentáveis, tanto de produção quanto de manejo, a plataforma marketplace vai viabilizar esse acesso, permitindo que as propriedades consigam preservar e manter seus recursos hídricos”, afirma.

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Além do MDR, integram o Programa os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Meio Ambiente (MMA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Controladoria-Geral da União (CGU), além de estados e municípios.

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Fonte: CNA Brasil

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CNA debate escassez de milho para a produção agropecuária

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Brasília (21/06/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na segunda (21), de uma audiência pública para debater a escassez de milho para a produção agropecuária.

A discussão foi promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, por meio de requerimento da deputada federal Soraya Manato (PSL/ES), e reuniu representantes do setor e do Governo.

O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, ressaltou a gravidade da menor oferta do cereal para atender as cadeias de bovinos, aves e suínos.

Em relação ao cenário atual, ele destacou pontos como quebra de, aproximadamente, 6% da produção da 2ª safra, estoques menores, aumento de 5,1% no consumo doméstico, contratos de exportação a serem cumpridos, aumento da necessidade de importação e competição entre soja e milho 1ª safra no sul do Brasil na safra 2021/2022.

“A CNA tem uma visão global sobre a agropecuária brasileira e temos buscado alternativas para a redução dos custos dos pecuaristas e fomento à produção desse importante cereal”, afirmou Lucchi.

Segundo Lucchi, os preços já estão em valores recordes e a sinalização é de uma média superior a R$ 85/saca para o segundo semestre, conforme a B3, mantendo o cenário complicado para os produtores. As importações do cereal, principalmente do Paraguai, seguem crescendo neste ano, mas a recente liberação da importação de milho transgênico poderá conter o preço da saca e evitar especulações nos próximos meses.

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Entre as propostas apresentadas pela CNA para a diminuição dos custos estão a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre rações e suplementos destinados à produção animal, isenção da cobrança do Adicional do Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) incidente sobre insumos destinados à ração animal e sobre fertilizantes, além da recomposição dos estoques de milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a fim de que possam ser utilizados no Programa de Venda em Balcão.

Para estimular o plantio do cereal em importantes regiões consumidoras, a Confederação sugere subvencionar as opções de venda do milho, com o intuito de assegurar menor volatilidade de preços aos agricultores. Além disso, é importante manter o percentual de subvenção diferenciado para o seguro faturamento, incentivar as seguradoras a desenvolver e melhorar produtos de seguro por talhão e aumentar o nível de subvenção do milho 1ª safra de 20% e 25% para 35%.

“Precisamos ter algo estruturante e uma oferta de acordo com o crescimento da nossa agropecuária. Sabemos que o momento é turbulento, mas existem ações paliativas que podem ser tomadas até que cheguemos a uma nova safra”, disse o diretor técnico da CNA.

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A audiência também contou com a participação do diretor executivo da Associação de Avicultores do Espírito Santo (Aves), Nélio Hand; do superintendente do Ministério da Agricultura no Espírito Santo, Aureliano Costa; do diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese; do superintendente de Abastecimento Social da Conab, Diracy Betânea Lacerda; do superintendente Regional do Espírito Santo da Conab/ES, Kerley Mesquita de Souza; do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin; e do presidente Institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Cesário Ramalho.

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Fonte: CNA Brasil

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