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Diretoria e colaboradores do Sistema FAEMG se reuniram com a secretária Marília Melo

Os pleitos e demandas do setor agropecuário mineiro foram defendidos pela Diretoria do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos em reunião com a Secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), Marília Melo e sua equipe, nesta terça (25/1).

O presidente Antônio de Salvo entregou documento com os principais avanços esperados pelos produtores rurais em legislação e atuação ambiental do Estado: “Estamos buscando uma discussão efetiva e profícua das questões ambientais a partir da realidade do setor produtivo. Fomos muito bem recebidos pela Secretária e sua equipe, e vamos iniciar novos processos de discussão para que as decisões andem em sintonia e para que as metas propostas pelo Governo Mineiro durante a COP-26 e o acordo Race to Zero possam ser, de fato, cumpridas”.

Presidente Antônio de Salvo entrega pleitos à secretária Marília Melo

Entre os itens listados pelo Sistema FAEMG, um dos destaques é o fortalecimento da atuação preventiva dos órgãos do SISEMA, com foco na orientação e no esclarecimento dos produtores rurais quanto à legislação ambiental – considerada árida e muito complexa. “Contamos com 386 Sindicatos Rurais que podem ser parceiros neste trabalho de multiplicação das orientações. E são também estratégicos no apontamento das diferentes realidades regionais dos nossos produtores e de suas muitas dificuldades para cumprimento dos processos ambientais”, destacou Antônio de Salvo.

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Exemplo disso é a discussão coordenada pelo Sistema FAEMG junto aos Sindicatos para sugestões de melhoria para a nova norma para os processos de autorização para intervenção ambiental (Resolução Conjunta SEMAD/IEF Nº 3.102), que dificulta a produção agrícola e pecuária mineira. (Clique aqui e saiba mais)

Antônio de Salvo, presidente do Sistema FAEMG

“O produtor rural é preservacionista por natureza. Quer trabalhar dentro da legalidade, da instrução jurídica. Queremos produzir com sustentabilidade, até porque temos sucessores que dependerão dos recursos conservados dentro da propriedade para dar continuidade ao trabalho, produzindo mais e melhor para uma demanda mundial por alimentos que cresce exponencialmente. Mas precisamos de segurança pra produzir e viabilidade econômica. Por isso trouxemos novas propostas, elaboradas junto com os nossos Sindicatos, para avançarmos em sustentabilidade, considerando a realidade do produtor”.

Marília Melo, secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável/MG

“Nos últimos anos, construímos um diálogo muito franco e transparente. O Sistema FAEMG nos traz as questões dos produtores rurais mineiros e suas dificuldades, contribui com boas propostas e, juntos, construímos as soluções. Temos trabalhado para reduzir o número de normas infralegais e tornar o processo de regularização ambiental mais ágil, prático e com segurança jurídica para todos. Partimos, sobretudo, das demandas que recebemos do setor, por meio da FAEMG”.

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Fonte: CNA Brasil

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Projeto Campo Futuro promove primeiros painéis de 2022

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Brasília (27/05/2022) – O Projeto Campo Futuro iniciou os levantamentos de custos de produção agrícolas e pecuários de 2022 nesta semana. Foram realizados painéis sobre pecuária de leite, cafeicultura e cana-de-açúcar em Santa Catarina, São Paulo e Paraíba.

Os encontros sobre bovinocultura de leite aconteceram em Santa Catarina e reuniram produtores de leite, técnicos de campo, representantes de laticínios e agentes de comercialização de Treze Tílias, na terça (24), e de Braço do Norte, na quinta (26).

Na região de Treze Tílias predominam empreendimentos rurais familiares com, aproximadamente, 30 hectares, que produzem 500 litros por dia, com a ordenha de 25 animais da raça holandesa. 

A produtividade média é de 8.700 litros por hectare/ano, que associada a bons índices zootécnicos em relação à idade no primeiro parto, taxas de lotação em área de pastagem superiores a 1,8 UA/ha e produtividade animal em torno de 22 litros/cabeça dia, permite um bom aporte tecnológico na atividade.

Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Souza Dias, em relação aos custos, o principal item nos desembolsos dos produtores foi a alimentação concentrada, que compromete cerca de 30% da receita do leite. A produção de alimentos volumosos por sua vez representa mais 13% do montante, enquanto a suplementação mineral responde por mais 3%. Com isso, o principal item identificado nos custos de produção foi a alimentação do rebanho, comprometendo quase metade da receita com o leite na propriedade.

Em Braço do Norte foram caracterizadas propriedades modais de cerca de 650 litros/dia, obtidos com a ordenha de 43 animais da raça Jersey, com produtividade média de 15 litros/dia. 

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O empreendimento se mostrou viável no curto e médio prazos, com a receita bruta permitindo a remuneração dos custos operacionais efetivos e totais. Os custos com a dieta comprometeu cerca de 55% da receita com o leite, com o concentrado respondendo por 44% do total, seguido pela silagem (7%), produção de forragens de inverno (1,98%) e suplementação mineral (1,97%).

O diretor executivo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, destacou a importância do evento e as preocupações com a atividade leiteira, que tem apresentado queda no número de produtores no estado em função do pequeno porte das propriedades e dos elevados custos de produção.

Cafeicultura

O painel, realizado na terça (24), contou com a participação de cafeicultores da região de Franca (SP) e representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). O moderador foi o presidente do Sindicato Rural do município, José Henrique Mendonça.

A propriedade modal da região tem 50 hectares de lavoura com produtividade média de 25 sacas de 60kg de café beneficiado por hectare. O levantamento apontou redução na produtividade média em decorrência de adversidades climáticas em dois anos consecutivos: seca, em 2020, e três geadas, em 2021.

A condução dos tratos culturais e da colheita são mecanizados para este modal. O Custo Operacional Efetivo (COE) para a saca de 60kg foi 119% maior em comparação ao índice calculado no levantamento de 2021. Com isso o modal produtivo apresentou margem bruta positiva, arcando com os custos de desembolso, contudo a margem líquida foi negativa, em R$ 18,29/saca, resultado do impacto dos custos fixos com a atividade.

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Conforme a assessora técnica da CNA, Raquel Miranda, em comparação com o painel realizado em 2021 para a mesma propriedade modal, os componentes do custo de produção elevaram-se nas seguintes proporções: mecanização (67%), mão de obra (69%), defensivos (87%), corretivos (107%) e fertilizantes (141%).

Cana-de-açúcar

O encontro, que ocorreu na sexta (27), contou com a participação de produtores de João Pessoa (PB) e representantes da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).

Para a região foi determinada uma propriedade modal de 100 hectares, com ciclo médio de cinco cortes, onde 100% do plantio e da colheita são realizados manualmente.

De acordo com a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, a produtividade da cana caiu em relação à safra anterior, saindo de 48 para 41 toneladas/ha, pois algumas áreas chegaram a apresentar perdas de 30% a 50% da produção devido às condições de estresse hídrico enfrentadas na região. Dentre os componentes de produção que apresentaram altas expressivas de preço está o diesel.

O levantamento dos dados apresentados nos quatro painéis do Campo Futuro contaram com o apoio do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA) e Pecege (Esalq/USP).

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Fonte: CNA Brasil

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