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MORTE SÚBITA

NÃO TENHA MEDO DA VIDA. TENHA MEDO DE NÃO VIVÊ-LA INTENSAMENTE. (Augusto Cury)

Sábado pela manhã. Dia como outro qualquer.

Ele estava jogando bola com os amigos, como, de vez em quando, podia se dar ao luxo.

Havia acabado de entrar para jogar, coisa de dois minutos no máximo.

Caiu de forma tão suave e discreta que mal foi notado pelos demais futebolistas.

A discrição da queda, no entanto, contrastou com a gravidade do caso. Ao primeiro contato dos colegas já se percebeu que era bem sério o problema.

Sucedeu-se correria desesperadora contra o tempo. Ligação para o serviço público de emergência, que demorou tanto para atender a ligação, quanto, sobretudo, para chegar ao local.

Enquanto isso, os colegas jogadores, atônitos, revezavam-se em massagens cardíacas e outras manobras no desespero para tentar reavivar o colega.

Finalmente, os socorristas chegaram e pareceu coisa de cinema.

Máscara de oxigênio, tubos e até equipamento para choque foram imediatamente posicionados e utilizados.

Mais de meia hora de tentativa de trazer o pobre jogador à consciência. Só choques foram cinco, seis.

Tudo em vão.

Lá pelas tantas começaram a desmobilizar os equipamentos e, então, alguém perguntou se o levariam para o hospital.

A resposta colocou um ponto final nas esperanças: “Não levaremos. Já tentamos revivê-lo por mais de meia hora.”

Naqueles minutos terríveis que mediaram entre a queda e o óbito descobriu-se que a vítima morava sozinho aqui em Porto Velho com a esposa e que possuíam um bebê recém-nascido (de algumas poucas semanas de vida).

Esses detalhes íntimos trouxeram ainda mais comoção para o trágico acontecido.

O rapaz tinha cerca de 30 anos e, aparentemente, estava muito bem fisicamente. Mas, vai saber…

Logo depois chegou uma mulher que aparentava que desmaiaria, tamanho o seu desespero. Não era a viúva. Era uma colega, digo, amiga de trabalho.

Só podemos imaginar o desespero da viúva e dos parentes e amigos mais próximos diante de um tal ocorrido.

Nenhuma morte é boa, mas a absoluta surpresa acaba trazendo ainda mais drama para esse evento que poucos aceitam.

Como admitir que o marido/filho/pai/irmão/amigo, que saiu para divertir-se de forma tão inofensiva (jogar bola!), acabou de perder a vida?

Talvez tivessem combinado um almoço para depois do futebol; um cinema à tarde; um churrasco no domingo. Talvez, talvez, talvez!!!!!

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A morte põe um ponto final em tudo…

A morte faz tudo parecer pequeno.

Difícil, demasiadamente difícil encontrar palavras de conforto nessa hora tão extrema.

Talvez porque fiquemos com aquela sensação – que é verdadeira – de que jamais, nessa vida terrena, reencontraremos a pessoa falecida, jamais conversaremos de novo com ela, cause-nos esse vazio tão grande.

Talvez por isso seja tão difícil perder as pessoas, sobretudo as mais próximas, as que mais amamos e valorizamos.

A vida é assim mesmo. Não nos resta outra a não ser nos resignar.

A morte é a coisa mais certa e inevitável que existe. Quando nascemos, única coisa que é certa, que vai ocorrer mesmo, é a morte; mas, nada obstante, relutamos tanto em aceitá-la. Tudo o mais pode ser evitado ou moldado; a morte, não.

Quanto mais virtuosa a vida, mais festejada há que ser a morte, porque, em última análise, significa o caminho para a vida eterna, o descanso no paraíso, no céu.

A morte é só o começo para uma vida melhor, para a verdadeira vida.

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O subtítulo ou mesmo o próprio título desse riscado deveria ser APROVEITEMOS A VIDA ENQUANTO PODEMOS – porque é disso que se trata. Aproveitar a vida na sua beleza, na sua inteireza, na sua maravilhosa sucessão de fatos extraordinários.

Um dia todos nós faremos nossa passagem. Pode ser ano que vem, na próxima semana ou mesmo hoje.

Essa circunstância absoluta, que todos desconhecemos quando acontecerá, já bastaria para, por si só, tornar essa aventura – viver – absolutamente extraordinária.

Viver é, disparado, a melhor e maior graça que nos é dada enquanto seres humanos. Nada pode ser mais divertido, emocionante, enriquecedor.

A coisa mais bela da vida é a vida em si mesma.

O ser humano precisa de muito pouco para ser feliz; menos ainda para viver…

Pensemos nisso. Amemos a vida – exatamente como ela é.

No entanto, nossa vida é um sopro! Num piscar de olhos podemos deixar de existir!!!!

Assim, o caminho mais natural é viver cada momento como se fosse o primeiro, o último, o único! Aproveitar cada instante neste mundo maravilhoso, singular e absolutamente inigualável no universo até agora conhecido.

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Dia desses uma criativa postagem em uma rede social dava total razão a estas linhas: PREVISÃO DO TEMPO: ELE ESTÁ PASSANDO. APROVEITE!

Cada momento passado é uma oportunidade perdida se não aproveitada como poderia ter sido!

A hora de amar e viver é hoje, agora!

A correria insana que se tornou nosso dia a dia, sobretudo depois da explosão da Internet e dos smartphones, distancia-nos cada vez mais das pessoas que amamos. Estamos próximos fisicamente, mas longe, bem distante em termos de intimidade, de comprometimento, de relacionamento.

Bem disse Marcelo Alves Dias de Souza, do Ministério Público Federal, NÃO É A MORTE QUE NOS SEPARA, NÃO. É A VIDA!

Não precisamos esperar a morte de nossos entes queridos para devotar nossas vidas a eles. “É na saudade que se dá valor. Mas, só vamos aprender vivendo!”, a canção sentenciou… No entanto, por que não aprender de uma vez, a partir da experiência de tantos que já se foram e de outros tantos que já sofreram por isso?

Preocupamo-nos demais com questões pequenas; esquecendo da essência das coisas. Para ficar num só exemplo, quantos casais, quantas famílias, quantos amigos viajam juntos e, em vez de desfrutar desse momento especial, acabam se perdendo diante do primeiro contratempo que aparece?

Aliás, se fosse para listar o mundaréu de pequeninas coisas que tanto nos afligem o coração e que nos impedem de aproveitar tudo que a vida tem para oferecer, esse escrito não teria fim.

Então, fiquemos por aqui. APROVEITEMOS A VIDA ENQUANTO PODEMOS!

Carpe diem!!!!!

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Dedicado ao jovem Flávio Ferreira de Almeida.

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REGINALDO TRINDADE

 

Procurador da República. Pós-Graduado em Direito Constitucional. Membro da Academia Rondoniense de Letras. Idealizador da Caravana da Esperança, do Bazar da Solidariedade do Movimento FAROL DE ESPERANÇA – Resgatando VIDAS! Aprovado em dois exames da Língua Inglesa pela Cambridge University, Inglaterra (First Certificate in English – FCE e Certificate in Advanced English – CAE). Doador do Médico sem Fronteiras e do Greenpeace. Colaborador da Associação Pestalozzi, da Casa Família Rosetta e da Associação Acolhedora Vencendo Gigantes (outrora Confrontando Gigantes)Ser humano abençoado e em construção.

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Agro é mais que Pop!

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Mesmo sendo injustamente tratado como a “Geni” brasileira, o agro continua liderando o Brasil rumo a um novo padrão de desenvolvimento, em que a sustentabilidade ambiental, coordenada com a melhoria de índices sociais, serve como parâmetro mundial de prosperidade e de trabalho decente e justo.
Claro que ainda existem enormes avanços a serem construídos, mas é um dos setores em que o Brasil atua enquanto líder mundial na implementação das melhores práticas ambientais, sociais e de governança, também conhecidas como coluna “ESG”.
Criminosos há, entretanto, travestidos de produtores rurais, que destroem a Natureza e violentam os povos e saberes tradicionais. Buscam o lucro do extrativismo e da especulação fundiária, criando ínfimas cabeças de gado e plantando poucos pés de alguma cultura para justificarem a irregular titulação fundiária. Esses bandidos devem ser severamente responsabilizados.
O agronegócio brasileiro difere diametralmente dessa barbárie, buscando o desenvolvimento de mecanismos transparentes de governança que combatam esse tipo de criminalidade privada que só existe enquanto cultivada sob o manto da corrupção pública.
Por isso, posturas danosas são combatidas diuturnamente – como reconhecido no painel “Accelerating a just rural transition to sustainable agriculture”, na COP-26 -, com ações de reflorestamento e preservação coordenadas com práticas produtivas agropecuárias. A verdade é que o agro nacional é exemplo de postura ESG para o mundo, como referido no painel citado.
O agro brasileiro é responsável pela preservação de 33,2% das áreas ambientais no país. Os dados são resultado de um novo estudo divulgado pela Embrapa Territorial que mostrou que cerca de 1/3 das áreas protegidas no país estão dentro das propriedades rurais. O estudo analisou quase 6 milhões de estabelecimentos, por meio de dados do Censo Agropecuário e do Sistema Nacional do Cadastro Ambiental Rural (Sicar), e concluiu que os produtores preservam 282,8 milhões de hectares.
Outro dado relevante mostra que, em média, 49,4% das áreas das propriedades estão sendo utilizadas para atividade agropecuária, ou seja, praticamente metade fica preservada. Ao todo, o estudo da Embrapa indica que o Brasil possui mais de 66% de áreas protegidas e preservadas.
Ainda, a produtividade do agro brasileiro, segundo relatório do “Economic Research Service”, órgão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foi a que mais cresceu no século 21, perfazendo índices de crescimento médio de 3,18% ao ano.
Reflexo dessa melhoria produtiva é a otimização no uso de defensivos agrícolas. Pesquisa recente, divulgada em evento organizado pela FAO/ONU, EMBRAPA, ABAG e ANDEF, mostra que o Brasil é um dos países com alta produção agrícola que menos utiliza químicos, proporcionalmente à sua produção. Além disso, há melhor aplicação de moléculas cada vez mais adequadas à cultura, gerando menores passivos ambientais e sociais.
O aumento de produtividade reflete-se, outrossim, na vida do trabalhador rural. Dados recentes do IBGE (Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira: 2021 / IBGE) mostram que houve melhora consistente nos indicadores sociais desses trabalhadores.
Além disso, o Brasil, signatário recente das Discussões Estruturadas de Comércio e Sustentabilidade Ambiental – iniciativa da Organização Mundial do Comércio (OMC) -, tem buscado alternativas para liberalizar o comércio agropecuário, eliminando subsídios e impulsionando uma agenda de sustentabilidade.
O protecionismo, muitas vezes implementado como barreira fitossanitária aos produtos brasileiros, gera maior distorção e insustentabilidade, na medida em que impede produtos brasileiros (mais “limpos”) de atingirem mercados, incentivando práticas subsidiadas insustentáveis e predatórias.
Em resumo, enquanto o agro nacional é ambientalmente adequado e socialmente justo, pautando-se pelas melhores práticas que visam ao aumento da dignidade do trabalho, o agro pouco produtivo, que necessita de proteção, costuma se pautar pelo vilipêndio ao meio ambiente e pela exploração da mão-de-obra.

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Entretanto, a Política Nacional de Inovação, (Decreto nº 10.534, de 28/10/2020), que deveria balizar a elaboração de políticas públicas referentes à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) padece de recursos orçamentários para sua efetivação.
O agro, ainda que seja extremamente produtivo e sustentável, necessita da existência de políticas públicas que incentivem a adição de maior valor agregado a seus produtos. Dessa maneira, a competitividade agropecuária brasileira, já grande, tenderá a um crescimento ainda maior.
Portanto, para que o agro continue sendo, cada vez mais, o motor “ESG” do Brasil, é necessária uma melhoria institucional que valorize a produtividade agropastoril de maneira mais inovadora e tecnológica.
Hoje, o Agro é Justiça, Inclusão e Sustentabilidade, e reúne potencialidade para ser muito mais!

 

*André Naves é Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos e Sociais. Escritor, professor e palestrante .

 

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