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Brasil registra 69 mortes e 22,6 mil casos de covid-19 em 24 horas

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De ontem (23) para hoje, foram registrados 22.637 novos casos de covid-19 no Brasil. No mesmo período, houve 69 mortes de vítimas do vírus. O Brasil soma desde o início da pandemia 689.341 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico mais recente divulgado hoje pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 35.104.673.

Ainda segundo o boletim, 34.189.924 pessoas se recuperaram da doença e 228.408 casos estão em acompanhamento. No levantamento de hoje, não consta atualização do Distrito Federal e dos seguintes estados: Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

Por causa do ponto facultativo referente à estreia do Brasil na Copa do Catar, os dados foram atualizados até as 11h pelas Secretarias Estaduais de Saúde e compilados pelo Ministério da Saúde por volta das 12h30.
 

Boletim covid-19 de 24 de novembro de 2022. Boletim covid-19 de 24 de novembro de 2022.

Boletim covid-19 de 24 de novembro de 2022. – Ministério da Saúde

Estados

Segundo os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos, com 6,18 milhões, seguido por Minas Gerais (3,9 milhões) e Paraná (2,77 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (153,14 mil). Em seguida, aparecem Roraima (177,52 mil) e Amapá (180,68 mil).

Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, São Paulo apresenta o maior número (176.102), seguido de Rio de Janeiro (76.023) e Minas Gerais (63.943). O menor total de mortes situa-se no Acre (2.029), Amapá (2.165) e Roraima (2.176).

Vacinação

Até hoje, foram aplicadas 492,303 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 180,87 milhões como primeira dose e 163,29 milhões como segunda dose. A dose única foi aplicada em 5,024 milhões de pessoas. Outras 100,94 milhões já receberam a primeira dose de reforço, e 37,33 milhões receberam a segunda dose de reforço.
 

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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‘Covid zero’: por que China tem dificuldade para vacinar idosos

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'Covid zero': por que China tem dificuldade para vacinar idosos
Reality Check team – BBC News

‘Covid zero’: por que China tem dificuldade para vacinar idosos

Reality Check team – BBC News

Diante de protestos sem precedentes na China contra as medidas de combate à covid, as autoridades chinesas informaram que estão ampliando a campanha de vacinação para idosos.

A taxa relativamente baixa de vacinação entre pessoas mais velhas é um grande obstáculo para a China poder relaxar sua estratégia de “covid zero”.

Quantos idosos estão vacinados?

A China reconheceu que registra taxas relativamente baixas de vacinação entre os idosos, que têm maior probabilidade de ficar gravemente doentes ou morrer ao se infectar com o coronavírus, em comparação com as faixas etárias mais jovens.

Em abril deste ano, os dados oficiais mostravam que apenas cerca de 20% dos idosos com mais de 80 anos haviam recebido duas doses de vacina e uma de reforço, enquanto menos de 50% da faixa etária de 70 a 79 anos estavam nessa situação.

Os números oficiais mais recentes, divulgados num momento em que protestos contra os lockdowns se espalham pelo país, apontam um salto acentuado nessas taxas de vacinação, para cerca de 40% totalmente vacinados com uma dose de reforço acima dos 80.


Essas taxas de vacinação da China para idosos são significativamente menores do que, por exemplo, as de Brasil, EUA e Reino Unido.

Os números do Reino Unido em novembro indicam que cerca de 80% das pessoas com 80 anos ou mais morando na Inglaterra haviam recebido uma dose de reforço nos três meses anteriores.

A China também anunciou um plano para aumentar as taxas de vacinação entre os idosos. E estabeleceu uma meta de chegar a 90% da população com mais de 80 anos vacinada com duas doses ou a dose de reforço até o final de janeiro.

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Por que a taxa de vacinação é baixa entre idosos?

O chefe do painel de especialistas em covid da China, Liang Wannian, disse à BBC que a hesitação em se vacinar entre os idosos é um fator importante.

“Muitos idosos têm comorbidades. Eles acham que não será seguro tomar a vacina. Mas, na verdade, é seguro”, disse ele.

Ao contrário de outros países que vacinaram os idosos primeiro, a China priorizou a população em idade de trabalhar quando iniciou seu programa de vacinação no final de 2020.

Trabalhadores em trajes contra covid um complexo residencial em Pequim

Reuters
Lockdown em Pequim: as restrições tornaram-se cada vez mais impopulares

O país também testou suas vacinas fora da China em países com populações muito mais jovens — e inicialmente disse à sua própria população idosa que não havia dados suficientes sobre a eficácia e a segurança das vacinas para recomendar que eles se vacinassem.

A infraestrutura de saúde comunitária também é vital para a distribuição de vacinas, diz George Liu, da Universidade La Trobe em Melbourne (Austrália). Ele diz que isso falta aos idosos na China.

“Diferentemente da imunização planejada para crianças, as unidades comunitárias de saúde não têm uma lista completa de nomes e um planejamento para idosos, e não têm atualmente um processo para garantir uma cobertura adequada de vacinação para eles”, diz Liu.

A confiança nas vacinas produzidas localmente também foi prejudicada por uma série de escândalos de saúde nos últimos anos. Isso inclui questões de segurança e padrões de produção para vacinas contra raiva, bem como para difteria e tétano.

As vacinas produzidas na China são eficazes?

A China desenvolveu e produziu suas próprias vacinas, que usam uma forma inativada do vírus para treinar o corpo para combater o vírus inteiro.

Frascos de vacina Sinopharm em exibição em feira de Pequim

Getty Images

Embora eficazes, elas não são tanto quanto as vacinas de mRNA usadas em outras partes do mundo, que são produzidas a partir da parte principal do vírus que infecta as células do corpo.

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Pesquisas sugerem que duas doses da vacina mRNA da Pfizer/Biontech dariam 90% de proteção contra casos graves da doença ou morte, enquanto a Sinovac, uma das vacinas mais usadas na China, daria proteção de 70%.

E longos períodos de lockdown na China significam que houve muito menos encontro de pessoas.

Por conta disso, mesmo para aqueles que foram vacinados, houve menos exposição ao vírus e, portanto, menos se beneficiam da chamada “imunidade híbrida” — isto é, proteção através de uma combinação de vacinação e contato com o próprio vírus.

“É esse muro de proteção acumulada… através de exposição natural e vacinas eficazes, que fizeram da covid algo que a maioria do resto do mundo agora está disposta a conviver”, diz a repórter de saúde e desinformação da BBC, Rachel Schraer.

Acrescente a isso o fato de que novas subvariantes da ômicron surgiram e se espalharam mesmo entre os vacinadas, e isso torna a perspectiva de eliminar o vírus ainda mais improvável.

Fábrica de vacinas em Xangai

Getty Images
Fábrica de vacinas em Xangai: China não aplicou em massa imunizantes produzidos em outros países

Por que a China não usou vacinas ocidentais?

Nos estágios iniciais do lançamento da vacina durante a pandemia, a China fez um grande investimento em sua própria produção.

No ano passado, afirmou ter produzido metade do estoque existente de vacinas contra covid do mundo.

Portanto não é surpreendente que o país relute em usar vacinas desenvolvidas em outros lugares.

A Alemanha estimulou a China a considerar o uso de vacinas de mRNA desenvolvidas no Ocidente. Atualmente, elas são difíceis de obter na China, disponíveis apenas para residentes estrangeiros.

Acredita-se que a China esteja desenvolvendo sua própria vacina de tecnologia mRNA, mas não está claro quando elas poderão estar disponível.

Reportagem adicional de Wanyuan Song

– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63867257

Fonte: IG SAÚDE

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