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Bradesco continua o desprezo com ser humano e com a opinião pública e demite mais dois empregados em Rondônia

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Agora já são 18 demitidos pelo Bradesco em Rondônia de setembro até este final de outubro.

Menos de 24 horas após as manifestações e protestos do Dia Nacional de Luta Contra as Demissões no Banco Bradesco, que aconteceu simultaneamente em todo o país e que, em Rondônia, paralisou agências em Porto Velho, Ariquemes e Cacoal (além de manifestação com faixas e cartazes em Rolim de Moura), o banco voltou a demitir no estado. Dessa vez foram duas bancárias desligadas de ontem (29/10) para hoje (30/10), uma em Ouro Preto do Oeste e outra em Porto Velho, ambas oriundas do extinto HSBC, ‘incorporado’ pelo Bradesco no processo de fusão de 2016.

De acordo com o Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), a bancária demitida hoje em Porto Velho tinha mais de 23 anos de banco, e a de Ouro Preto, 17, o que comprova que o Bradesco despreza toda e qualquer dedicação de seus empregados, assim como não dá a mínima se estes bancários estão adoecidos, se possuem alguma estabilidade profissional. O que importa, para o banco, é demitir. E um exemplo cabal desta sanha abominável do Bradesco é o desligamento recente de uma bancária de Ariquemes, que foi mandada embora mesmo estando grávida e, mesmo com nossa tentativa de diálogo, o banco continua irredutível em revogar esta demissão desumana.

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“Mesmo com todos os protestos, que acontecem a nível nacional e que ganham as ruas e chegam ao conhecimento público, mesmo com as campanhas virtuais massificadas nas redes sociais, como os tuitaços promovidos pelo movimento sindical, alcançando os Trending Topics no Twitter brasileiro, ainda assim o Bradesco não para de demitir. É como se o banco estivesse obcecado em tirar o sustento de tantos pais e mães de família que, neste cenário de pandemia e crise econômica e com desemprego batendo recordes, precisam do seu emprego mais do que nunca. É desumano e imoral”, avalia José Pinheiro, presidente do Sindicato.

O Dia Nacional de Luta Contra as Demissões no Banco Bradesco fez parte de uma campanha que o movimento sindical bancário realiza em todo o país, com o objetivo de denunciar a quebra do compromisso assumido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), feito em mesa de negociação com o Comando Nacional Bancário, de não realizar demissões durante a pandemia.

Os bancos já demitiram mais de 12 mil trabalhadores este ano, de acordo com do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. Um claro descumprimento ao acordo firmado em março.

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O Bradesco fechou 372 agências no terceiro trimestre do ano. Ao final de setembro, eram 4.167 agências físicas. O número de demissões chegou em 853 e o total de funcionários era de 95.934 ao final de setembro.

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Alterações no Código Brasileiro de Trânsito começam a valer

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Entram em vigor hoje (12) as alterações promovidas no Código Brasileiro de Trânsito. A principal novidade é ampliação do prazo de validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dez anos no caso de condutores de até 50 anos. As mudanças foram sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro em outubro do ano passado, quando ficou definido que a vigência passaria a ocorrer 180 dias após a sanção. 

Os exames de aptidão física e mental para renovação da CNH não serão mais realizados a cada cinco anos. A partir de agora, a validade será de dez anos para motoristas com idade inferior a 50 anos; cinco anos para motoristas com idade igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 e três anos para motoristas com idade igual ou superior a 70 anos.

Haverá mudanças também na quantidade de pontos que podem levar à suspensão da carteira. Atualmente, o motorista que atinge 20 pontos durante o período de 12 meses pode ter a carteira suspensa. Agora, a suspensão ocorrerá de forma escalonada. O condutor terá a habilitação suspensa com 20 pontos (se tiver duas ou mais infrações gravíssimas na carteira); 30 pontos (uma infração gravíssima na pontuação); 40 pontos (nenhuma infração gravíssima na pontuação).

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As novas regras proíbem que condutores condenados por  homicídio culposo ou lesão corporal sob efeito de álcool ou outro psicoativo tenham pena de prisão convertida em  alternativa.

O uso de cadeirinhas no banco traseiro passa a ser obrigatório para crianças com idade inferior a 10 anos que não tenham atingido 1,45 metro de altura. Pela regra antiga, somente a idade da criança era levada em conta.

Nos casos de chamamentos pelas montadoras para correção de defeitos em veículos (recall), o automóvel somente será licenciado após a comprovação de que houve atendimento da campanhas de reparos.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Geral

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