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Brasília ganha novos postos para descarte de material eletrônico

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Para incentivar a população de Brasília a descartar resíduos eletrônicos da forma correta, permitindo o reaproveitamento de parte do material que seria jogado fora, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal disponibiliza, de hoje (7) até domingo (13), seis pontos de coleta onde os moradores da capital podem entregar os itens em desuso sem precisar descer do carro.

Batizada de Drive-Thru Sustentável – Brasília 2021, a ação faz parte do programa Reciclotech, gerido pela secretaria distrital, e é ocorre durante a Semana Nacional do Meio Ambiente. O serviço funcionará a cada dia em um endereço diferente, das 10h às 16h.

É possível entregar equipamentos eletroeletrônicos de uso doméstico, de pequeno e médio portes, como computadores, impressoras, televisores e telefones, além de carregadores e pilhas gastas.

Os itens recebidos sem condição de uso serão destinados à reciclagem. Já os que puderem ser reabilitados serão doados para instituições de ensino.

A iniciativa conta com a parceria da Green Eletron, uma organização sem fins lucrativos fundada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) para promover a chamada logística reversa, que busca coletar eletroeletrônicos e dar a eles uma destinação que não afete o meio ambiente. A organização Programando o Fututo também é parceira na iniciativa.

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Mais informações sobre o Drive-thru Sustentável – Brasília 2021 podem ser obtidas pelo telefone (61) 99231-1923 e pelas redes sociais (@eletroniconaoelixo, @reciclotech e @sectidf.

Pontos de entrega

A coleta de itens descartáveis teve início nesta nesta segunda-feira, no Palácio do Buriti, e poderá ser feita até domingo, no período das 10h às 16h.
Na terça-feira (8), a entrega do material será no Anexo IV da Câmara dos Deputados, na Via S2.
Na quarta-feira (9), o ponto de coleta é a Gráfica do Senado, na Via N2.
Na quinta-feira (10) , o descarte será no Tribunal de Contas da União (TCU), no Setor de Administração Federal Sul, na Sul Via S2, entrada da garagem do Anexo III
Na sexta-feira (11), a coleta de material será no Ministério das Comunicações, no estacionamento do Bloco R.
Sábado (12) e domingo (13), o material eletrônico em desuso deve ser entregue no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Edifício Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes  Sul.

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*Com informações da Agência Brasília

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Geral

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Palco Virtual apresenta produções inéditas de artes cênicas

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O Palco Virtual de Cênicas, realizado pelo Itaú Cultural, apresenta ao público produções inéditas, de 24 a 27 de junho, que abordam a negritude e as diferentes formas de se relacionar. Todas as apresentações são gratuitas e seguidas por conversas dos espectadores com diretores, elencos e convidados. Os ingressos devem ser reservados via Sympla.

A programação abre na quinta-feira (24) com a pré-estreia de Maré, do coletivo potiguar Cida, tratando do amor a partir da situação da pandemia e da realidade dos cinco artistas em cena, seus corpos e suas vivências. As diferentes maneiras de se relacionar são problematizadas também por questões como gênero, raça, capacitismo e violência contra a mulher.

Na estreia da peça-filme Desfazenda – me enterrem fora desse lugar, do coletivo O Bonde, quatro crianças são salvas da guerra e crescem em uma fazenda. Quando jovens, começam a reconhecer-se como negras, vendo o mundo e a liberdade de outra forma. A obra é livremente inspirada no filme Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil, de Belisario Franca, no qual a descoberta de tijolos em uma fazenda com o símbolo da suástica desvendou a história de crianças negras que foram levadas de um orfanato para essa fazenda.

Os dois espetáculos foram pensados inicialmente para apresentações presenciais ao público. No entanto, diante da necessidade de isolamento social durante a pandemia, as peças ganharam novas produções voltadas para o audiovisual.

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Criado em 2017 pelo Cida, núcleo artístico de dança contemporânea, fundado por jovens artistas emergentes, negros, com e sem deficiências, radicados em Natal (RN), o espetáculo Maré foi remontado em 2021 como uma obra audiovisual em dança acessível. Após a exibição de pré-estreia, Maré ficará disponível até 1 de julho no Youtube do Itaú Cultural.

“Com a chegada da pandemia, tivemos que repensar o nosso modo de trabalho. A gente não tinha intimidade com o audiovisual, mas acabamos nos aproximando de pessoas da área, e estamos agora trabalhando juntos esse novo modo de pensar a dança”, disse o bailarino René Loui, fundador do coletivo ao lado de Rozeane Oliveira.

De sexta-feira a domingo (25 a 27), o Palco Virtual será ocupado pela temporada de estreia de Desfazenda – me enterrem fora desse lugar, que trata de questões ligadas ao corpo e à subjetividade de pessoas negras diante do processo de abolição inconclusa no Brasil, conforme apontou a diretora Roberta Estrela D’Alva.

13. Desfazenda_O Bonde_foto Jose de Holanda 13. Desfazenda_O Bonde_foto Jose de Holanda

Desfazenda – me enterrem fora desse lugar – José de Holanda/Direitos reservados

“Estamos em plena decorrência dessa abolição inconclusa, inventando estratégias – e a arte tem um papel fundamental nisso – para questionar coisas que a gente não aceita mais. Na peça, também tem esse passo de descobrir o que aconteceu. Ela fala sobre entender-se negre no Brasil, e isso necessariamente é descobrir a história da escravidão”, avaliou Roberta.

Devido à pandemia, o espetáculo, que vinha sendo ensaiado virtualmente pelo elenco ao longo do último ano, foi repensado para o audiovisual e ganhou o formato de peça-filme, que tem como destaque a ênfase à palavra durante o espetáculo. A força do texto são potencializados pelas batidas, trilhas e paisagens sonoras criadas pela compositora e DJ Dani Nega.

“O espetáculo traz essa característica que vem do spoken word, das rodas de Slam, das batalhas de poesia, da poesia falada como fio dessa radicalidade narrativa, poéticas. A gente não tem muitos elementos de cenário, para que o público veja tudo o que tem que ver a partir dessa performance da palavra. É para fazer com que, quem tenha que ver essa fazenda, veja pelos olhos, pela palavra, pelo ritmo, pela entonação e memória de quem está falando”, disse a diretora.

Após a temporada de estreia, a peça ficará disponível até 14 de julho no canal do YouTube de O Bonde.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Geral

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