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Cartilha on line aborda mudanças climáticas e agricultura familiar na Amazônia

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Trabalho elaborado pelo CES Rioterra está disponível para download no site semeandosustentabilidade.org

O Centro de Estudos (CES) Rioterra disponibiliza essa semana, on line,  cartilha sobre mudanças climáticas e seus impactos na Amazônia. O acesso pode ser feito no site do projeto ‘Semeando Sustentabilidade’. O projeto é patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental com o objetivo de desenvolver ações de combate e mitigação às alterações climáticas através da fixação de carbono e fortalecimento da agricultura familiar, a partir da difusão de técnicas agrícolas sustentáveis que permitam uma maior rentabilidade e impeçam o avanço sobre áreas florestadas na região.

A cartilha é ilustrada de forma a facilitar o entendimento de informações e conceitos importantes para a compreensão dos fenômenos decorrentes das mudanças climáticas e as causas dos mesmos, podendo ser utilizada por diversos públicos, como estudantes, agricultores e outras pessoas interessadas no assunto.

O trabalho destaca a importância da região amazônica, que guarda a maior biodiversidade do planeta, possui a maior quantidade de rios de água doce no planeta, exerce importante papel na regulação das chuvas no continente e auxilia na absorção de dióxido de carbono, principal gás causador do efeito estufa de origem antrópica (causada por atividades humanas).

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A publicação também aborda a necessidade de adoção de técnicas sustentáveis pelos agricultores, como as agroecológicas e os benefícios que o reflorestamento de áreas degradadas pode trazer com a utilização dos Sistemas Agroflorestais (SAFs). Essa técnica usada na recuperação tem se mostrado viável para a região por representar como uma alternativa lucrativa para o uso de áreas abandonadas, consorciando espécies florestais e culturas rentáveis para os produtores.

Com o nome de ‘Mudanças Climáticas e a Agricultura Familiar na Amazônia’, a cartilha está disponível para download no site semeandosustentabilidade.org

ANA ARANDA

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Especialistas discutem monitoramento e desmatamento do Cerrado

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Especialistas demonstraram preocupação com os números crescentes de desmatamento no Cerrado nos últimos anos. Também questionaram a falta de uma política consistente de financiamento de políticas de monitoramento de áreas desmatadas. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) reuniu especialistas na área para discutir a questão em um seminário online. Uma das maiores preocupações demonstradas está na rápida perda de vegetação na região do Matopiba.

Matopiba é uma região formada por áreas majoritariamente de Cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, para onde a agricultura se expandiu a partir da segunda metade dos anos 1980. “Nos últimos 11 anos, o Tocantins e Maranhão estão concentrando a perda de Cerrado, na região do Matopiba, a região mais vegetada do bioma Cerrado”, explicou Ane Alencar, do projeto MapBiomas.

“A gente vê um aumento muito grande da expansão agrícola. Essa região tem 44% da vegetação nativa remanescente do bioma. Nos últimos 10 anos no bioma como um todo, perderam-se em torno de 6 milhões e hectares. Só no Matopiba foi perdida a metade disso. São números muito alarmantes”, acrescentou.

Cláudio Almeida, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Cerrado já perdeu, até agora, 995,4 mil quilômetros quadrados de vegetação. No ano passado, esse número passava de 1 milhão de quilômetros quadrados, mas a nova configuração do bioma provocou alterações na área desmatada. Mas a situação não é menos grave. “Quando você compara o remanescente de Cerrado com o remanescente de Amazônia, o percentual que está se perdendo é maior no Cerrado”.

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Já Mercedes Bustamante, professora da Universidade de Brasília (UnB), destacou a retomada do desmatamento em regiões onde havia uma redução do problema. “Temos aumento do desmatamento em Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, que são estados que faziam parte das fronteiras mais antigas do desmatamento. Esse dado mostra a importância do monitoramento para indicar alterações nas dinâmicas de uso da terra”.

Financiamento

Almeida citou que a verba para monitoramento do desmatamento só é direcionada ao trabalho na Amazônia e, com isso, o monitoramento do Cerrado fica pendente de outros recursos. O monitoramento do Cerrado foi possível através do Programa de Investimento Florestal (FIP), administrado pelo Banco Mundial.

A professora Mercedes teceu críticas à falta de previsibilidade orçamentária, a depender das prioridades definidas pelo governo de plantão. “O monitoramento deveria ser uma política de Estado garantida no orçamento. São as políticas de Estado orçadas aos soluços, você tem um recurso, depois não tem. Isso gera uma instabilidade institucional muito grande”.

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Ela também criticou o fato do Inpe ter que se preocupar em buscar recursos para seus projetos. Ela entende que houve uma “transferência de responsabilidade” para o instituto. “Não cabe ao Inpe encontrar soluções de custear um projeto que é da necessidade do Estado brasileiro. A discussão é maior do que ‘de onde o dinheiro vai sair’. É de quem é a responsabilidade de colocar as condições para que o programa continue”.

Cerrado

O Cerrado é um dos biomas mais ricos e antigos do planeta, com mais de 12 mil espécies de plantas catalogadas e mais de 2,5 mil espécies de animais, entre aves, mamíferos, répteis, anfíbios e peixes. O Cerrado é também considerado o berço das águas no Brasil, abrigando as nascentes das maiores bacias hidrográficas do país.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Geral

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