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Implantação do 5G pode fazer do país um hub tecnológico, diz ministro

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A celeridade dada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para viabilizar a implantação da internet de quinta geração (5G) no Brasil poderá fazer do país um hub de tecnologias que posteriormente serão utilizadas por outros países.

A afirmação foi feita pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, durante a solenidade de posse de Carlos Baigorri na presidência da Anatel, em Brasília.

Segundo o ministro, o feito é ainda mais relevante levando em conta as dificuldades e burocracias naturais do setor público brasileiro. “Temos muita burocracia [no setor público] e um tempo diferente do [habitual no] setor privado”, disse Faria.

“No privado, basta apenas tomar uma decisão. Aqui, temos de passar pelo convencimento”, acrescentou ao comentar sobre os desafios observados durante os processos de planejamento e implantação do 5G no país.

Tecnologias de ponta

Faria disse que tecnologias ficam ultrapassadas muito rapidamente, o que torna ainda mais importante dar celeridades aos trâmites de políticas que envolvem questões desse tipo. “Nós falamos [nos encontros com autoridades do setor de telecomunicações] sobre tecnologia. O que é novo hoje ficará obsoleto amanhã. Se atrasarmos, ficaremos para trás e não recuperaremos mais”, disse ao fazer um elogio ao “tempo recorde” com o qual a matéria foi trabalhada pelos conselheiros da Anatel.

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Graças a essa celeridade, acrescentou o ministro, “o Brasil agora é visto como um possível hub de tecnologia para o mundo”, referindo-se ao pioneirismo de várias tecnologias associadas à telefonia e internet de quinta geração.

Anatel

Sobre o novo presidente da Anatel, Faria disse que, antes da escolha, buscava um perfil que pudesse “harmonizar” a agência. “Baigorri representa uma palavra: solução”, disse o ministro, defendendo a valorização dos conselheiros da agência. “Que cortemos os custos não importantes para valorizarmos aqui os funcionários importantes”, disse.

Durante o discurso de posse, Baigorri lembrou que as telecomunicações estão em todos os lugares, e na vida dos cidadãos. “Está também presente na nossa indústria e no nosso entretenimento. Meu propósito é fazer com que o Estado brasileiro, por meio da Anatel, potencialize o impacto transformador das telecomunicações e das comunicações na vida de cada brasileiro”.

Ele criticou as empresas que fazem uso de telemarketing “para vender coisas”, e que diante dessa situação pretende mitigar problemas relacionados a ligações indesejadas.

Demandas

“As demandas da sociedade são outras atualmente. A Anatel tem de atender essas novas expectativas do século 21. Somos uma agência do século 20 com ferramentas do século 20 [criadas] para [enfrentar] problemas do século 20. Neste século 21 precisamos de novas ferramentas. Precisamos interagir com outros órgãos para que, de braços dados, possamos atender às expectativas da sociedade, junto com a academia”, disse Baigorri.

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Esses novos desafios, segundo ele, exigem nova visão, dialogo e participação social. “Precisamos dialogar com a sociedade, com o Congresso e com a sociedade civil para, juntos e coordenados, fazermos parcerias para que a sociedade se beneficie ao máximo nesse processo de transformação digital”, complementou.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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Caminhos da Reportagem trata da vida dos venezuelanos no Brasil

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A vendedora Yurisbel Lopes chegou com 2 filhos ao Brasil pela fronteira da Venezuela, em Roraima. Em 3 malas trouxe o que restou da vida. “Nessa estão as minhas roupas, nesta, a das crianças, na outra, os sapatos”, mostra. Após uma viagem de 12 horas de ônibus, deixou para trás o país natal para reencontrar o marido, que está há 6 meses em Santa Catarina.

O mototaxista Naiber Jesús chegou à fronteira há 5 meses. Cruzou a Venezuela em uma moto com a esposa e três filhos – um deles, recém-nascido, que só foi registrado no Brasil. Abandonou a vida de agricultor e hoje vive de levar e buscar pessoas que atravessam a divisa dos dois países em busca de uma vida melhor. “Eu queria que meus filhos fossem alguém na vida, por isso me disseram para vir pra cá”, conta.

As duas histórias se misturam com as vidas de 717.947 venezuelanos que entraram no Brasil, de março deste ano a janeiro de 2017. As sanções internacionais impostas à Venezuela naquela época agravaram a crise que o país vizinho já vivia, que resultou, até agora, na migração de mais de 6 milhões de venezuelanos.

Interiorização

Quase metade (47%) desses imigrantes decidiram viver no Brasil, segundo dados até março de 2022 da Plataforma de Coordenação Interagencial para Refugiados e Migrantes da Venezuela (R4V, na sigla em inglês), que reúne informações do sistema das Nações Unidas e do governo brasileiro.

O país teve que pensar em uma estratégia para abrigar essas pessoas. Criada em 2018, a Operação Acolhida desenvolveu um sistema para receber, orientar, acolher e interiorizar esses venezuelanos. O governo brasileiro flexibilizou regras para autorizar rapidamente os pedidos de residência e refúgio. Plano para interiorizar essas pessoas foi criado para aliviar as cidades que são a primeira parada desses imigrantes. Muitos aguardam a oportunidade de reencontrar a família ou amigos que vieram antes.

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O CPF e cartão do SUS são alguns dos documentos que os venezuelanos conseguem assim que chegam no país. Também são cadastrados para conseguir emprego. O oficial de campo da Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) Arturo de Nieves, afirma que a grande diferença da operação montada no Brasil para imigrantes em relação ao restante do mundo são ações que facilitam a integração para que as pessoas refaçam sua vida e tenham independência”.

Segundo a Operação  Acolhida, mais de 800 municípios já receberam venezuelanos desde 2018. Paraná (12.678), Santa Catarina (12.195) e Rio Grande do Sul (10.593) foram os principais destinos. “Nós procuramos conciliar as oportunidades de oferta de emprego do mercado brasileiro à capacitação do venezuelano”, afirma o tenente-coronel  Magno Lopes, chefe do Centro de Coordenação para Interiorização.

Emprego e nova vida

O agricultor Juan Diaz esperou por 5 meses para ter uma oportunidade de trabalho. Após um processo de seleção, ele e a esposa foram contratados para administrar uma fazenda em Planaltina, interior de Goiás. “Tem que ter fé e esperança. Agora, vou poder ajudar minha família com um bom salário, com estabilidade de emprego”, planeja Juan. No final de março ele chegou ao novo lar, onde pretende ficar até se estabelecer no Brasil.

Hoje, o país tem 184.594 venezuelanos com autorização de residência e 49.045 refugiados, segundo a plataforma R4V. “A migração traz também para nós uma riqueza de cultura, de costumes e os migrantes, podem contribuir muito com o país, porque eles são qualificados”, afirma Niusarete Margarida de Lima, assessora especial para Assuntos de Migrações da Secretaria Nacional de Assistência Social.

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Há 1 ano, Deise Aguillera chegou ao Brasil com o marido e o filho, depois de caminhar por dias, cruzando a Venezuela até chegar à fronteira. Deise e o marido conseguiram autorização de residência e uma vaga de emprego em Campinas, no estado de São Paulo. Os dois trabalham em um shopping, como auxiliar de limpeza. “Eu agora estou em uma casa, onde posso pagar o aluguel, comprar coisas para meu filho”, comemora.

Caminhos da Reportagem - Os Venezuelanos no Brasil Caminhos da Reportagem - Os Venezuelanos no Brasil

Deise Aguillera chegou há um ano no Brasil. Hoje trabalha em um shopping em Campinas (SP) fotos da Reportagem/TV Brasil

Foi por meio do projeto Empoderando Refugiadas, da Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (ACNUR), Rede Brasil do Pacto Global e ONU Mulheres, que Deise foi escolhida. Outras 12 migrantes também trabalham no mesmo local. “Elas vêm com uma vontade de trabalhar incrível, com muitas histórias bonitas de perseverança, de luta, de vontade de fazer a diferença”, avalia Paulo Filho, gerente do shopping. Da parte de Deise, fica a sensação de que valeu a pena o esforço para uma vida melhor: “Só temos a agradecer pela forma como nos tratam”.

O programa Caminhos da Reportagem, reprisa o episódio “A vida dos venezuelanos no Brasil”, mostra estas e outras histórias sobre as dificuldades dos imigrantes e ação que tem sido feita para facilitar a integração deles no Brasil.  O programa será transmitido neste domingo, dia 26 de julho, às 22h, pela TV Brasil.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Geral

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