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Novo imortal da ABL produzirá edições revisadas de grandes clássicos

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O escritor, professor e economista Eduardo Giannetti da Fonseca tomou posse hoje (12), na cadeira de número 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo ao filósofo e professor Tarcísio Padilha, falecido no dia 9 de setembro do ano passado. Os ocupantes anteriores da cadeira 2 foram Coelho Neto (fundador), João Neves da Fontoura, João Guimarães Rosa e Mário Palmério. 

Giannetti é referência em temas como ética e filosofia. É autor de diversos livros e artigos, sendo alguns deles traduzidos para outros idiomas. Venceu duas vezes do Prêmio Jabuti: a primeira vez, em 1994, por “Vícios privados, benefícios públicos?” e a segunda, em 1995, pelo livro “As partes & o todo”. Foi vencedor do prêmio Economista do Ano, pela Ordem dos Economistas de São Paulo, em 2004.

No discurso de posse, Gianetti disse que “temos deveres e responsabilidades com os que nos precederam e, não menos, com os que vêm depois de nós. Se a memória é a correia de transmissão do espírito entre o passado e o presente, a imaginação criadora é a ponte capaz de nos conduzir ao futuro. Eis a imortalidade que importa.”

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Em entrevista antes da posse, Giannetti disse à Agência Brasil que pretende atuar, principalmente, na parte editorial da ABL. “Eu quero ajudar a ABL a produzir edições acadêmicas e comentadas de grandes clássicos brasileiros. Este é o meu projeto”.

O novo acadêmico comentou que muitos autores e obras importantes brasileiras não estão disponíveis hoje em catálogo ou em edições que “façam justiça à importância destas obras para a cultura nacional”. Eduardo Giannetti não quis mencionar, porém, nenhum autor ou obra específicos.

O autor afirmou que existe um déficit na bibliografia brasileira de edições cuidadosas, críticas e comentadas de livros que são primordiais na história cultural e literária. Estão, neste caso, autores da literatura, filosofia e poesia, mencionou.

Estudioso de cultura europeia, Giannetti observa que entre os autores ingleses, por exemplo, existem obras muito cuidadosas, que tornaram-se referenciais. “Todos os estudiosos se reportam à mesma edição, que é canônica. Acho que, no Brasil, a gente ainda vai ter que construir isso”.

Biografia

Eduardo Gianetti nasceu em Belo Horizonte, no dia 23 de fevereiro de 1957. É economista, professor, autor e palestrante formado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ambas da Universidade de São Paulo (USP). Possui doutorado em Economia pela Universidade de Cambridge (1987). Atualmente é professor da Ibmec Educacional. Foi também professor de economia do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), da FEA-USP (1988-1999) e da Universidade de Cambridge (1984-1987).

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Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Geral

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Duas toneladas de óleo são retiradas de praias em Pernambuco

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Duas toneladas de óleo foram retiradas de praias em Pernambuco entre domingo (2) e esta segunda-feira (3). Pedaços sólidos de óleo que se assemelham a petróleo cru foram encontrados inicialmente por um pescador na cidade de Tamandaré.

Segundo o Centro de Pesquisa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) do município pernambucano, a maior parte do óleo já foi retirado, mas os trabalhos de limpeza das praias devem continuar nesta terça-feira.

Esta não é a primeira vez que manchas de óleo aparecem nas praias da região neste ano. Em agosto, foram recolhidas pelotas de óleo em 10 praias de Pernambuco, duas da Paraíba, uma da Bahia e outra de Alagoas.

Segundo a coordenadora do Programa Ecológico de Longa Duração Tamandaré Sustentável, a professora Beatrice Padovane, o ressurgimento desse óleo agora em outubro preocupa.

Na semana passada, também foram identificados fragmentos de óleo no município de Coruripe, em Alagoas.

Após analisar o óleo que apareceu em agosto, cientistas brasileiros concluíram que o material não é do mesmo tipo de petróleo do desastre ambiental de 2019. Segundo a perícia, trata-se de petróleo cru, possivelmente do Golfo do México e a hipótese mais provável é que ele tenha sido derrubado durante a lavagem de tanques de navio petroleiro em alto mar.

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A professora Beatrice Padovane, que trabalha no monitoramento ambiental da região, ressalta que os prejuízos podem ir além dos efeitos sobre o turismo, porque o óleo pode se propagar na cadeia alimentar das espécies marinhas da região.

As pelotas de petróleo encontradas nesse domingo em Tamandaré ainda precisam ser analisadas para avaliar se são da mesma natureza das encontradas em agosto.

Ouça na Radioagência Nacional:

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Geral

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