PORTO VELHO

Brasil

Polícia prende acusados de pirâmide financeira no estado de São Paulo

Brasil


A Polícia Federal cumpre hoje (11), com apoio da Polícia Civil, quatro mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em uma operação contra um grupo acusado de pirâmide financeira. As ações, autorizadas pela Justiça estadual de São Paulo, estão sendo realizadas em nove municípios, incluindo a capital paulista.

Segundo as investigações, o esquema pode ter movimentado R$ 100 milhões. Em dois anos, um empresário, apontado como líder do grupo, abriu dezenas de empresas e filiais no interior do estado de São Paulo, oferecendo serviços de crédito. No entanto, de acordo com a Polícia Federal, os poupadores eram convencidos a repassar seus recursos para supostos investimentos com remuneração com juros de até 6% ao mês.

De acordo com a apuração, os ganhos eram, na verdade, pagos com o dinheiro aportado por novos investidores, o que caracteriza o sistema ilegal de pirâmide financeira.

Prisões

O empresário apontado como líder e o diretor do grupo foram presos ao sair de uma casa de eventos na cidade de São Paulo na manhã de hoje. Eles foram conduzidos a Jales, no interior do estado, onde estão sediadas as investigações. Também foram presas a ex-esposa do empresário e a diretora financeira do grupo empresarial.

Leia Também:  Hoje é dia: Toquinho completa 75 anos; assista e ouça mais do músico

Foram apreendidos carros de luxo e três embarcações. Os veículos estavam em uma mansão e uma chácara situada às margens do rio Paraná. Os nomes dos envolvidos no esquema ainda não foram revelados.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Brasil

Especialistas discutem monitoramento e desmatamento do Cerrado

Publicados

em


Especialistas demonstraram preocupação com os números crescentes de desmatamento no Cerrado nos últimos anos. Também questionaram a falta de uma política consistente de financiamento de políticas de monitoramento de áreas desmatadas. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) reuniu especialistas na área para discutir a questão em um seminário online. Uma das maiores preocupações demonstradas está na rápida perda de vegetação na região do Matopiba.

Matopiba é uma região formada por áreas majoritariamente de Cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, para onde a agricultura se expandiu a partir da segunda metade dos anos 1980. “Nos últimos 11 anos, o Tocantins e Maranhão estão concentrando a perda de Cerrado, na região do Matopiba, a região mais vegetada do bioma Cerrado”, explicou Ane Alencar, do projeto MapBiomas.

“A gente vê um aumento muito grande da expansão agrícola. Essa região tem 44% da vegetação nativa remanescente do bioma. Nos últimos 10 anos no bioma como um todo, perderam-se em torno de 6 milhões e hectares. Só no Matopiba foi perdida a metade disso. São números muito alarmantes”, acrescentou.

Cláudio Almeida, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Cerrado já perdeu, até agora, 995,4 mil quilômetros quadrados de vegetação. No ano passado, esse número passava de 1 milhão de quilômetros quadrados, mas a nova configuração do bioma provocou alterações na área desmatada. Mas a situação não é menos grave. “Quando você compara o remanescente de Cerrado com o remanescente de Amazônia, o percentual que está se perdendo é maior no Cerrado”.

Leia Também:  Meteorologia: feriado deve ter tempo firme na maior parte do país

Já Mercedes Bustamante, professora da Universidade de Brasília (UnB), destacou a retomada do desmatamento em regiões onde havia uma redução do problema. “Temos aumento do desmatamento em Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, que são estados que faziam parte das fronteiras mais antigas do desmatamento. Esse dado mostra a importância do monitoramento para indicar alterações nas dinâmicas de uso da terra”.

Financiamento

Almeida citou que a verba para monitoramento do desmatamento só é direcionada ao trabalho na Amazônia e, com isso, o monitoramento do Cerrado fica pendente de outros recursos. O monitoramento do Cerrado foi possível através do Programa de Investimento Florestal (FIP), administrado pelo Banco Mundial.

A professora Mercedes teceu críticas à falta de previsibilidade orçamentária, a depender das prioridades definidas pelo governo de plantão. “O monitoramento deveria ser uma política de Estado garantida no orçamento. São as políticas de Estado orçadas aos soluços, você tem um recurso, depois não tem. Isso gera uma instabilidade institucional muito grande”.

Leia Também:  Hoje é dia: Toquinho completa 75 anos; assista e ouça mais do músico

Ela também criticou o fato do Inpe ter que se preocupar em buscar recursos para seus projetos. Ela entende que houve uma “transferência de responsabilidade” para o instituto. “Não cabe ao Inpe encontrar soluções de custear um projeto que é da necessidade do Estado brasileiro. A discussão é maior do que ‘de onde o dinheiro vai sair’. É de quem é a responsabilidade de colocar as condições para que o programa continue”.

Cerrado

O Cerrado é um dos biomas mais ricos e antigos do planeta, com mais de 12 mil espécies de plantas catalogadas e mais de 2,5 mil espécies de animais, entre aves, mamíferos, répteis, anfíbios e peixes. O Cerrado é também considerado o berço das águas no Brasil, abrigando as nascentes das maiores bacias hidrográficas do país.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Geral

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

RONDÔNIA

PORTO VELHO

POLÍTICA RO

MAIS LIDAS DA SEMANA