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AS MORTES DOS PMS E O FRIO NOTICIÁRIO DO TEMPO NA TV

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Cinco PMs foram mortos no Rio de Janeiro em apenas quatro dias. Qual a repercussão? No noticiário, frases simples, como se estivesse sendo comunicado como será o tempo no dia seguinte. Nada de protesto ou emoção; nada de acompanhar velório e enterro. Ah, mas quando facínoras se confrontam dentro do presídio, uns tentando exterminar os outros por causa do domínio do crime; disputando pontos de venda de drogas, vendidas até para crianças, aí o mundo vem abaixo. Coitados dos presos! Pobres das famílias deles, mulheres chorando e crianças de colo, fazendo poses de desespero nas portas das cadeias. Aí sim, a mídia deita e rola. Só falta (mais daqui a pouco vai acontecer), o repórter culpar a vítima, assassinada, trucidada, estuprada, roubada, com a vida destruída, porque acabaram sendo responsáveis pelos pobres coitadinhos estarem na prisão. É essa inversão de valores, imposta por defensores do crime e dos direitos dos canalhas que entopem e superlotam presídios país afora, que apavora. Porque as grandes redes de TV estão criminalizando a polícia, escudando-se em eventuais erros dela ou de bandidos fardados, que são exceção e tentando “ensinar” a sociedade que indefesos, coitados, pobrezinhos, são os que estão na cadeia, certamente a grande maioria, pela visão torta dessa gente, não tenha cometido qualquer crime. Direitos Humanos, mas só para bandidos. Nenhum pai, mãe, filho, nenhum irmão ou irmã, recebem, dessa gente que adora fazer orações e prosas em defesa dos bandidos, qualquer aceno, um abraço que seja, uma mão amiga, quando perdem seus entes queridos, normalmente em crimes bárbaros.

Claro que o sistema penal brasileiro é ridículo, vergonhoso, irrecuperável. Não há dúvida disso. Mas é importante não esquecer que as penitenciárias estão lotadas de criminosos, alguns deles praticando violência contumaz. Um dos maiores bandidos da história do Brasil, Lúcio Flávio Villar Lírio, assaltante de bancos e assassino, já definiu muito bem como devem ser as coisas, nesse país, quando foi preso, nos anos 70. “Bandido é bandido; polícia é polícia!”. Simples assim. Viver defendendo assassinos, traficantes e animais vestidos com roupagem humana, não é defender a sociedade e nem a democracia. É ajudar a destruir o que temos de mais caro!

ENCASTELADOS

Que não pense que será fácil, o prefeito Hildon Chaves, fazer todas as mudanças que está anunciando, para enxugar a Prefeitura. Todo mundo acha bonitinho, queridinho, cheirosinho, até que alguém próximo ou ele (ela) mesmos tenham seus bolsos tocados. Sacrifício tem que ser apenas para os outros. Por isso, já começaram algumas ameaças, a ponto do prefeito começar a se preocupar com a segurança dele, do vice e de suas famílias, segundo noticiam vários sites. Há alguns marajás encastelados no serviço público, que não aceitam abrir de mão de nada. Querem que os outros façam todos os sacrifícios, mas que neles não se toquem. Nesse sentido, Hildon terá que ter muito coragem para enfrentar alguns desse grupo. Não são muitos, mas são fortíssimos. Os grupos que dominam a Prefeitura há anos não vão querer perder privilégios e muito menos um centavo do que ganham. Portanto, coragem, Prefeito! Não deixe de realizar o que planejou…

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AREIA MOVEDIÇA

Reservadas as proporções, é essa espécie de  mini latifúndio que o novo secretário de Educação do Estado, Waldo Alves, vai encontrar na Seduc. Dentro da Secretaria, haveriam alguns feudos intocáveis, dividindo as ações e cada um puxando a cordinha para seus interesses. Sabe-se que Alves começa a trabalhar com carta branca do governador Confúcio Moura, inclusive para mexer no abelheiro, doa em quem doer. A Seduc é a maior secretaria do governo, tem mais gente do que qualquer outra; uma equipe técnica de boa qualidade e centenas de professores qualificados, embora muitos deles estejam fora das salas de aula, por apadrinhamentos. O novo titular da pasta terá certamente, alguma dificuldade para reorganizar a casa e começar a mostrar resultados. Mas ele tem sido “o cara”, por todos os órgãos pelos quais passou. Não será diferente na perigosa Seduc, uma verdadeira areia movediça, caso não seja conduzida com mão forte.

 

CINQUENTA MUILHÕES

Glaucione Nery, terá grandes desafios pela frente. Além de administrar uma cidade endividada – são mais de 50 milhões de reais no passivo – terá que recuperar a imagem da administração pública perante a comunidade. Seu antecessor, o Padre Franco, deixou a casa com muita grana a pagar e muitos problemas a resolver. O povo de Cacoal, que teve a chance de substituir o então prefeito petista quando ele encerrou o primeiro mandato pífio, preferiu mantê-lo no cargo por mais quatro anos. Escândalos, confusão, poucas melhorias na cidade e uma Cacoal praticamente dividida, demonstraram que um gestor público que vive de conflitos, acaba causando muitos males à sua cidade. Glaucione começou com menos secretarias e, se tiver bom senso, não nomeia mais ninguém. Com a equipe que montou, já dá para fazer um bom trabalho e começar a reconstruir uma Cacoal que seu povo merece.

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NOITE ADENTRO

A Câmara de Vereadores entrou noite adentro, para votar as reformas que o prefeito Hildon Chaves pretende implantar. É um pacote de mudanças que, implantada, economizará  perto de 10 milhões de reais durante quatro anos, só com a reestruturação administrativa, corte de cargos comissionados, controle total de gastos e medidas que, no geral, pretende enxugar a máquina pública. Dr. Hildon, obviamente terá que ceder em algumas questões, para poder mexer no principal. Muitos vereadores não aceitariam sequer pensar em votar algo contra o funcionalismo, por exemplo. Mas, faltando ainda longo tempo para que a sessão extra desta quinta terminasse, as principais questões estavam bem encaminhadas. Há uma tendência da Câmara em dar o aparato político para que o novo Prefeito possa tocar em frente seus projetos. Vamos esperar para ver se isso trará resultados práticos ou se tudo ficará no discurso, outra vez.

MATANDO CRIANÇAS

A violência continua apavorando Rondônia. O brutal assassinato do ex prefeito de Ministro Andreazza, que deixou o cargo há apenas quatro dias, deixa claro que os crimes com cunho políticos e praticado por pistoleiros, voltaram com tudo ao Estado. Já em Porto Velho, outro crime incrível. Para se vingar de um conhecido que lhe devia dinheiro, um doido varrido matou uma criança de 13 anos, que seria namorada do devedor. É uma coisa inacreditável como o desrespeito pela vida e o total desprezo por qualquer sentimento de pena ou solidariedade esteja predominando. Junte a tudo isso a absurda, doentia, criminosa impunidade, porque o matador sabe que jamais receberá a punição que merece e teremos o dantesco quadro que alimenta a voracidade da violência. Não há, em praticamente todos os recantos desse país, uma comunidade que não tenha história semelhante. Matar por qualquer motivo se tornou hábito. São 50 mil assassinatos por ano, no Brasil. Apenas 10 por cento são esclarecidos e em somente metade disso o culpado é devidamente punido.

PERGUNTINHA

Ano Novo, Vida Nova, viadutos velhos. Quando será que vamos ver concluídos aqueles trombolhos que chamam de viadutos, na BR 364, principalmente os na altura da Campo Sales?

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QUANDO É DEUS QUE NOS CONFIA A MISSÃO

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Ele, como invariavelmente acontecia numa vida de quase meio século (ao menos a partir dos tempos de faculdade), estava com muita pressa.

Já era por volta de 09 horas e precisava trabalhar. Embora estivesse em teletrabalho, algumas coisas precisavam ser encaminhadas ainda pela manhã.

Trazia consigo o conforto de já ter feito a sagrada atividade física e ainda ajudado a noiva, que tanto amava, em algumas pequenas atividades domésticas.

No cruzamento das Avenidas Guaporé e Calama algo lhe chamou a atenção. Algo que, infelizmente, está cada vez mais comum na Capital das Terras de Rondon.

Havia um Senhor, provavelmente venezuelano, com duas crianças bem pequenas, certamente com menos de cinco anos cada, muitos lindas a despeito de maltrapilhas, os três tentando se esconder do sol escaldante, que o Prefeito Hildon Chaves já disse que “existe um sol para cada cidadão em Porto Velho”.

Pegou algumas moedas e chamou o pedinte. Perguntou por que as crianças não estavam na escola. Ele disse, no seu idioma (num Portunhol, na verdade), que não era a sua culpa.

O sinal abriu e ele seguiu, mas foi com o coração apertado, não sem antes proferir uma sentença motivacional: tenha fé que vai melhorar!

Alguns quarteirões bastaram para dar um aperto ainda maior no peito; como se Deus estivesse mandando voltar.

Apesar da pressa para ir trabalhar em casa, não titubeou. Deu meia volta e foi conversar melhor com o estrangeiro.

Descobrira que as crianças não estavam estudando porque ele não conseguira vaga numa escola pública e, naturalmente, não podia pagar uma particular.

O venezuelano insistia que precisava mesmo era de um trabalho.

O homem, cujos méritos todos na vida foram conseguidos pelos livros e pela educação, disse que primeiro conseguiria uma escola para as crianças; depois tentaria ajudá-lo com o trabalho. Pegou o celular da esposa do pedinte, puxou a maior cédula que tinha na carteira e renovou o pedido para que tivesse fé que as coisas iriam melhorar.

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Infelizmente, essa situação – pedintes pelas ruas de Porto Velho – está proliferando mais que coelho no cio.

Hoje em dia é uma raridade não ter ao menos um num semáforo, mesmo distante do Centro (Avenida Mamoré, por exemplo); não raro com crianças, às vezes até bebês, a tiracolo.

Hoje eles estão até nos restaurantes e farmácias, ainda que travestidos de vendedores do que for. Para não ir muito longe, fiquemos só com a situação dos venezuelanos.

De acordo com dados oficiais da SEMASF – Secretaria Municipal de Assistência Social e Familiar, gentilmente compartilhados pelo Senhor Claudi, titular da pasta, são vinte e dois venezuelanos apenas no abrigo da Prefeitura.

Embora não se tenha feito nenhuma pesquisa, muito menos se saiba de qualquer uma, atreve-se a dizer que deveremos ter centenas de venezuelanos por aqui.

O mesmo que foi abordado, por exemplo, reside numa casa e, de certo, está longe dos registros oficiais, como o céu da Terra.

São tantos que já têm até uma associação, ainda segundo o prestativo secretário. Já passaram mais de trezentos por aqui, conforme ele mesmo disse.

Se a solidariedade e compaixão (leia-se AMOR) que existe no coração de todos nós não for acionada, essas pessoas continuarão a sofrer pela falta de duas coisas mais elementares que pode afligir o cidadão de bem e que estão expressas até na nossa Constituição Cidadã: A EDUCAÇÃO E O TRABALHO.

A maioria desses venezuelanos está com uma placa pedindo emprego! Vários deles são letrados (certa feita viu até um que era advogado!). Ontem mesmo, no cruzamento da Raimundo Cantuária com a Rio Madeira havia uma engenheira mecânica, se a memória não nos é falha, com uma criança como se fosse um marsupial (sim, um canguru!!!!!). O marido ficou na Venezuela. Ela nem tinha celular.

Será se as grandes empresas de Porto Velho não poderiam absorver essa força de trabalho?

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Repare-se que não se fala de filantropia, pelo menos não no sentido mais puro da palavra; mas, simplesmente, dar uma chance a quem precisa!

Alguns vão dizer que tem muito brasileiro sofrendo com falta de emprego também. Mas, é diferente! O venezuelano está num mundo que não é o dele. Tem o preconceito. Tem a barreira da língua.

Brasileiro, aqui em Porto Velho ao menos, só não trabalha se não quiser!

Outros, ainda mais ousados, dirão que muitos preferem voltar para as ruas porque ganhavam mais e era mais “fácil”.

Bem, poder-se-ia pensar em uma espécie de cadastro das pessoas. Sei lá!

Ninguém está vendo isso, não?

O fato é que, se quiserem um motivo para não ajudar, darei um milhão de razões!

É até covardia acreditar que o governo/prefeitura, por mais bem intencionados que estejam, vão conseguir resolver o caos de Porto Velho (para não dizer do Estado inteiro – sim, até em Cacoal já tem venezuelano) sozinhos.

O que a sociedade vai fazer?

O que cada um de nós vai fazer?

Quem está disposto a ajudar????

_________________

Dedicado ao Jovem Gilberto Trindade, o “Beto”, que partira tão cedo, menos de meio século de vida; mas que, mesmo assim, foi o bastante para aproveitá-la ao máximo. Tudo o que poderia. Ele completaria, no próximo dia 27, apenas 46 anos…

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REGINALDO TRINDADE

Procurador da República. Pós-Graduado em Direito Constitucional. Membro da Academia Rondoniense de Letras. Idealizador da Caravana da Esperança, do Bazar da Solidariedade do Movimento FAROL DE ESPERANÇA – Resgatando VIDAS! (anteriormente denominado Dio: O resgate de uma vida). Doador do Médico sem Fronteiras e do Greenpeace. Colaborador da Associação Pestalozzi, da Casa Família Rosetta e da Associação Acolhedora Vencendo Gigantes (outrora Confrontando Gigantes)Ser humano abençoado.

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