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E A INDENIZAÇÃO PARA OS POBRES QUE NÃO COMETEM CRIMES?

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Só nos resta protestar com veemência!  É só o que no resta. Porque agora, nosso Supremo Tribunal Federal, que ignora a chacina imposta aos brasileiros de bem, com quase 55 mil assassinatos por ano, passou decididamente a outra instituição importante  a aderir aos direitos humanos dos bandidos. Quer o STF que os Estados paguem indenizações a presos, pela péssimas condições das cadeias. Estariam certos os ministros, caso tivessem decidido também em favor das vítimas; dos pobres que vivem vidas essas sim indignas, embaixo dos viadutos, mas que mesmo assim nunca comentem crimes; das crianças que são obrigadas a aprender sobre homossexualismo nas escolas, por imposições ideológicas. Quer o STF boas cadeias, em nome da “dignidade do presos”. Mas cala-se ante o escárnio praticado contra os cidadãos de bem, pobres, pagadores de impostos, que jamais cometeram algum delito. O Estado também não deveria indenizar quem chega num posto de saúde onde não há médico, nem como fazer exames, nem  sequer os mais simples medicamentos? Ha! Daí a interpretação constitucional é outra! Daí não se fala em indignidade e nem em desrespeito ao ser humano. Proteger bandido é pra inglês ver; é pra ser aplaudido por organismos internacionais e ONGs dominadas pela teoria do esquerdismo, onde só tem algum valor quem é da turma.

Perguntem ao seu José, cujo filho foi cruelmente assassinado, o que ele acha que ainda bancar, com seus impostos, indenizações para quem tirou a vida do ser que ele mais amava. Perguntem à dona Maria, que mal tem dinheiro para comer, se ela acha justo ser punida pelo STF, pagando com seus parcos recursos, indenizações para bandidos, apenas para ver ministros do se arvorarem de donos do país, legisladores, midiáticos, que querem ouvir aplausos de meia dúzia, mesmo que isso custe sacrifícios imensos para a imensa maioria que não é criminosa. Perguntem ao povo brasileiro o que ele acha de ser tratado como idiota por governantes e por alguns poucos poderosos de toga, que se preocupam com a dignidade de assassinos e matadores cruéis, mas não dizem uma só palavra em defesa dos cidadãos de bem desse país. Estão tratando o Brasil do jeito que querem. Triste, doentio, lamentável!

PORCALHÕES PUNIDOS

Uma notícia que mereceu pouco destaque. Infelizmente, deveria ser comemorada pelos moradores de Porto Velho. A administração do prefeito Hildon Chaves anuncia que vai dar duro contra os donos de terrenos baldios, É um problema imenso da cidade, que nenhum dos últimos prefeitos teve coragem de enfrentar. Hildon promete que vai fazê-lo. Multas pesadíssimas estão sendo anunciadas contra os porcalhões que abandonam seus terrenos e os deixam se tornarem criadores de bichos, pontos de onde saem insetos transmissores de doenças e locais onde marginais se encontram. O número de áreas abandonadas, nunca cuidadas por seus proprietários, é um dos mais sérios problemas da cidade. A Prefeitura deveria também pedir apoio ao Ministério Público e ao Judiciário, para que a ajudem a exigir que os que estão se lixando para a sua cidade, literalmente, sejam duramente punidos. Há casos sim de aplicação de multas, em anos passados, mas que jamais foram pagas, porque para pagar advogados e empurrar o assunto com a barriga, através de discursos sem fim, aí os donos de terreno têm.

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GREVE GERAL

Sindicatos dos servidores municipais estão anunciando a manutenção da greve geral dos servidores públicos para essa segunda-feira, mesmo depois do acordo em que a Prefeitura recuou na sua decisão de cortar o quinquênio dos seus funcionários. As idas e vindas nas decisões da administração municipal e, ao mesmo tempo, a exagerada criação de centenas de novos cargos comissionados, continua sendo uma pedra no sapato do dr. Hildon. Se a República Sindicalista, para se manter viva, tem que atrapalhar a administração pública quando não tem razão, imagine-se o que fará agora, quando está recheada dela. Nesse e´pis[ódio, até que, o novo governo municipal só perdeu. Por absoluta incapacidade de gerir a crise e, também por culpa direta do prefeito Hildon, que deveria ter assumido pessoalmente o caso e não delegado poderes para que, ao menos até agora, não conseguiu resolvê-la corretamente…

HILDON DÁ DURO

Por falar no Prefeito, realmente ele está dando um exemplo dos mais elogiosos, tanto para sua equipe quanto para a comunidade. Começa a trabalhar cedo e, por vezes, atravessa a madrugada direto. Dorme pouco.  E não tem nem sábado nem domingo, o que se espera de quem é responsável tão problemática quanto Porto Velho. Nesse sábado, por exemplo, nada de parar de dar duro. Hildon reuniu seu secretariado e fez uma reunião que durou várias horas, tentando azeitar a máquina municipal e fazê-la trabalhar na direção que ele quer. Nota-se, no entorno do Prefeito, um entusiasmo bastante forte da sua equipe. Já alguns resultados bastante positivos, embora o trabalho recém esteja começando e o s desafios sejam imensos. Seria uma grande injustiça não reconhecer o grande esforço que o Prefeito da Capital está fazendo, para concretizar um governo diferenciado. Tomara que consiga, porque Porto Velho precisa muito disso.

 

OS CASOS DE RAUPP E CASSOL

Os adversários do senador Valdir Raupp andam comemorando a autorização, pelo procurador geral da República, para que ele seja investigado pelo Supremo, em função do seu nome ter aparecido numa delação premiada da Operação Lava Jato. Acalmem-se, as tradicionais cassandras!  Raupp garante que só recebeu recursos via formas totalmente legais, sempre entregues ao seu partido e devidamente declaradas à Justiça Eleitoral. É sempre bom lembrar que, mesmo com toda a demora e sendo alvo de muitas  críticas, o STF tem agido e feito Justiça, na maioria dos casos.  O senador rondoniense terá ampla possiblidade de defesa e seus aliados garantem que, no final, provará totalmente sua inocência. Há quem diga que Raupp está sendo injustiçado apenas com a denúncia. Pior foi a injustiça praticada contra o também senador Ivo Cassol, que foi condenado por questões burocráticas, mesmo com provas contundentes que jamais desviou um centavo de dinheiro público.

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LÁ VEM ELA!

Quem quiser ver uma nova Dilma Roussef, basta visitar Porto Alegre, onde ela mora. Bem diferente da mau humorada durante sua passagem pela Presidência, Dilma anda distribuindo sorrisos e apertos de mão. Ela anda tranquilamente pelas ruas da Capital gaúcha, vivendo perto da filha e dos netos e andando de bicicleta por longos passeios diários. Anuncia inclusive que pode disputar uma cadeira ao Senado ou à Câmara Federal no ano que vem, acreditando que tem popularidade suficiente para isso. Só há dois assuntos proibidos nas conversas com a agora Nova Dilma: a roubalheira no governo e o escândalo de corrupção da Petrobras. Dilma também evita falar sobre seus companheiros presos, como o ex todo poderoso ministro Antonio Paloci. Ou seja, aquelas gaúchos, mesmo numa imensa minoria, que protestaram contra a defenestração de Dona Dilma da Presidência, podem agora começar a se preparar para recoloca-la novamente no cenário político. Como teve seus direitos políticos mantidos, Dilma vem aí, em 2018!

DIAS DE PÂNICO

Começa hoje e  vai até o final do mês, quando termina o carnaval, um período de quase pânico para quem é militante da saúde pública e na área de segurança.  As bebedeiras, a irresponsabilidade no trânsito e a violência superlotam postos de saúde e principalmente o Hospital João Paulo II. Nunca há sangue suficiente no Hemeron. Tanto PMs quanto policiais rodoviários vivem dias de tensão e preocupação. A intensificação do combate aos bêbados no volante, pela Lei Seca (que só falta agora ter punições exemplares, porque nos outros quesitos está funcionando muito bem), ajuda, mas não resolve. Foliões têm que redobrar cuidados. A vida deles e as dos outros é sempre uma só…

 

PERGUNTINHA

Você concorda que o dinheiro dos seus impostos sejam destinados,  também,para pagar indenizações a presos que não estão tendo sua dignidade respeitada, conforme decidiu o STF?

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QUANDO É DEUS QUE NOS CONFIA A MISSÃO

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Ele, como invariavelmente acontecia numa vida de quase meio século (ao menos a partir dos tempos de faculdade), estava com muita pressa.

Já era por volta de 09 horas e precisava trabalhar. Embora estivesse em teletrabalho, algumas coisas precisavam ser encaminhadas ainda pela manhã.

Trazia consigo o conforto de já ter feito a sagrada atividade física e ainda ajudado a noiva, que tanto amava, em algumas pequenas atividades domésticas.

No cruzamento das Avenidas Guaporé e Calama algo lhe chamou a atenção. Algo que, infelizmente, está cada vez mais comum na Capital das Terras de Rondon.

Havia um Senhor, provavelmente venezuelano, com duas crianças bem pequenas, certamente com menos de cinco anos cada, muitos lindas a despeito de maltrapilhas, os três tentando se esconder do sol escaldante, que o Prefeito Hildon Chaves já disse que “existe um sol para cada cidadão em Porto Velho”.

Pegou algumas moedas e chamou o pedinte. Perguntou por que as crianças não estavam na escola. Ele disse, no seu idioma (num Portunhol, na verdade), que não era a sua culpa.

O sinal abriu e ele seguiu, mas foi com o coração apertado, não sem antes proferir uma sentença motivacional: tenha fé que vai melhorar!

Alguns quarteirões bastaram para dar um aperto ainda maior no peito; como se Deus estivesse mandando voltar.

Apesar da pressa para ir trabalhar em casa, não titubeou. Deu meia volta e foi conversar melhor com o estrangeiro.

Descobrira que as crianças não estavam estudando porque ele não conseguira vaga numa escola pública e, naturalmente, não podia pagar uma particular.

O venezuelano insistia que precisava mesmo era de um trabalho.

O homem, cujos méritos todos na vida foram conseguidos pelos livros e pela educação, disse que primeiro conseguiria uma escola para as crianças; depois tentaria ajudá-lo com o trabalho. Pegou o celular da esposa do pedinte, puxou a maior cédula que tinha na carteira e renovou o pedido para que tivesse fé que as coisas iriam melhorar.

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Infelizmente, essa situação – pedintes pelas ruas de Porto Velho – está proliferando mais que coelho no cio.

Hoje em dia é uma raridade não ter ao menos um num semáforo, mesmo distante do Centro (Avenida Mamoré, por exemplo); não raro com crianças, às vezes até bebês, a tiracolo.

Hoje eles estão até nos restaurantes e farmácias, ainda que travestidos de vendedores do que for. Para não ir muito longe, fiquemos só com a situação dos venezuelanos.

De acordo com dados oficiais da SEMASF – Secretaria Municipal de Assistência Social e Familiar, gentilmente compartilhados pelo Senhor Claudi, titular da pasta, são vinte e dois venezuelanos apenas no abrigo da Prefeitura.

Embora não se tenha feito nenhuma pesquisa, muito menos se saiba de qualquer uma, atreve-se a dizer que deveremos ter centenas de venezuelanos por aqui.

O mesmo que foi abordado, por exemplo, reside numa casa e, de certo, está longe dos registros oficiais, como o céu da Terra.

São tantos que já têm até uma associação, ainda segundo o prestativo secretário. Já passaram mais de trezentos por aqui, conforme ele mesmo disse.

Se a solidariedade e compaixão (leia-se AMOR) que existe no coração de todos nós não for acionada, essas pessoas continuarão a sofrer pela falta de duas coisas mais elementares que pode afligir o cidadão de bem e que estão expressas até na nossa Constituição Cidadã: A EDUCAÇÃO E O TRABALHO.

A maioria desses venezuelanos está com uma placa pedindo emprego! Vários deles são letrados (certa feita viu até um que era advogado!). Ontem mesmo, no cruzamento da Raimundo Cantuária com a Rio Madeira havia uma engenheira mecânica, se a memória não nos é falha, com uma criança como se fosse um marsupial (sim, um canguru!!!!!). O marido ficou na Venezuela. Ela nem tinha celular.

Será se as grandes empresas de Porto Velho não poderiam absorver essa força de trabalho?

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Repare-se que não se fala de filantropia, pelo menos não no sentido mais puro da palavra; mas, simplesmente, dar uma chance a quem precisa!

Alguns vão dizer que tem muito brasileiro sofrendo com falta de emprego também. Mas, é diferente! O venezuelano está num mundo que não é o dele. Tem o preconceito. Tem a barreira da língua.

Brasileiro, aqui em Porto Velho ao menos, só não trabalha se não quiser!

Outros, ainda mais ousados, dirão que muitos preferem voltar para as ruas porque ganhavam mais e era mais “fácil”.

Bem, poder-se-ia pensar em uma espécie de cadastro das pessoas. Sei lá!

Ninguém está vendo isso, não?

O fato é que, se quiserem um motivo para não ajudar, darei um milhão de razões!

É até covardia acreditar que o governo/prefeitura, por mais bem intencionados que estejam, vão conseguir resolver o caos de Porto Velho (para não dizer do Estado inteiro – sim, até em Cacoal já tem venezuelano) sozinhos.

O que a sociedade vai fazer?

O que cada um de nós vai fazer?

Quem está disposto a ajudar????

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Dedicado ao Jovem Gilberto Trindade, o “Beto”, que partira tão cedo, menos de meio século de vida; mas que, mesmo assim, foi o bastante para aproveitá-la ao máximo. Tudo o que poderia. Ele completaria, no próximo dia 27, apenas 46 anos…

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REGINALDO TRINDADE

Procurador da República. Pós-Graduado em Direito Constitucional. Membro da Academia Rondoniense de Letras. Idealizador da Caravana da Esperança, do Bazar da Solidariedade do Movimento FAROL DE ESPERANÇA – Resgatando VIDAS! (anteriormente denominado Dio: O resgate de uma vida). Doador do Médico sem Fronteiras e do Greenpeace. Colaborador da Associação Pestalozzi, da Casa Família Rosetta e da Associação Acolhedora Vencendo Gigantes (outrora Confrontando Gigantes)Ser humano abençoado.

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