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ENTRE OUTROS OBSTÁCULOS, DANIEL TEM O TEMPO  CONTRA SI, CASO DECIDA DISPUTAR A REELEIÇÃO

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Daniel Pereira será ou não candidato à reeleição? Essa é a grande pergunta que ainda envolve a sucessão estadual rondoniense, onde estão postos, entre outros, os nomes de Maurão de Carvalho, Acir Gurgacz. Expedito Júnior e Vinicius Miguel.  Vamos por partes, como diria o Estripador de Londres. Se dependesse da sua vontade, da vontade dos seus correligionários, assessores, amigos e eleitores, Daniel entraria com tudo na briga. O problema que a decisão não é tão simples assim. Primeiro, porque ele precisa manter a governabilidade, num momento em que o Estado está enfrentando sérias dificuldades financeiras, ainda mais depois da greve dos caminhoneiros, que impediu a chegada de pelo menos 100 milhões de reais em impostos (senão mais) aos cofres do Governo. Segundo, porque ele depende de uma conjunção de fatores políticos para poder confirmar sua entrada no jogo. Seu maior obstáculo,  nessa questão, é o compromisso que ele e seu partido, o PSB, têm com o senador Acir Gurgacz, cuja candidatura está confirmadíssima, até aqui. Mesmo assim, se isso ocorresse alguma mudança, o que é pouco provável,   Daniel teria tempo hábil para entrar numa campanha curtíssima, com chances reais de vencer? Em terceiro, há a questão financeira. Só uma forte aliança, reunindo alguns partidos com grande representatividade e boa fatia do dinheiro do Fundo Partidário, poderia mobilizar valores que viabilizassem uma campanha com reais possibilidades de ser vencedora. O quarto e principal obstáculo no caminho do governador, que está cumprindo muito bem seu papel no curto período em que comanda o Estado: tem que combinar com o eleitor, porque quando ele entrar, se entrar, seus concorrentes já estarão em campanha há muito tempo. O tempo, aliás, é o maior adversário de Daniel.

Ele vai ou não? Ainda não se sabe. Mas se poderá observar alguns indícios. Por exemplo: desde esse sábado, dia 7, candidatos ficam proibidos de comparecer a inaugurações de obras públicas. Os agentes públicos, candidatos, não podem também fazer pronunciamentos em rede de rádio e TV, fora do horário eleitoral gratuito. Qualquer suspeita de uso da máquina pública na campanha, pode inviabilizar uma candidatura. Ou seja, se o Governador quiser concorrer, terá que cumprir rigorosamente essa legislação, que tem outras várias proibições. Se descumprir qualquer das recomendações em vigor, pela Lei Eleitoral, Daniel estará dizendo que não é candidato. Se, ao contrário, se preservar, evitando pronunciamentos públicos, participação em inaugurações de obras e outras ações, é porque, até a última hora, ele ainda pode entrar na relação dos que querem a principal cadeira do Palácio Rio Madeira/CPA. Saberemos em breve!

EXPEDITO E DANIEL CONVERSAM

Ainda dentro do mesmo tema, vale destacar o encontro do Partido PODEMOS, ontem, na Capital, numa pré convenção que movimentou o mundo político rondoniense. Pelo menos dois pré candidatos ao Governo participaram do evento: Acir Gurgacz e Expedito Júnior. O governador Daniel Pereira não foi, por ter compromissos no interior, mas enviou seu Chefe da Casa Civil, Eurípedes Miranda, como seu representante. Dos candidatos ao Senado, entre aqueles que têm chances, esteve presente apenas o representante da Rede, Aluízio Vidal. A surpresa surgiu na fala de Expedito Júnior. Ao discursar, entre outras coisas, ele disse que ainda não decidiu se será mesmo candidato e que seu partido, o PSDB, está conversando com várias lideranças. Uma das conversas teria sido com o governador Daniel Pereira. Ele comentou, embora não tenha sido direto, que a sucessão pode gravitar no entorno do atual governante. Ou seja, os tucanos mantém sim conversas com Daniel e não descartam a possibilidade dele vir a ser candidato. Um encontro em Expedito e Daniel em Manaus, no final do mês passado, pode não ter sido apenas coincidência de viagem dos dois à Capital amazonense. Não se sabe mais detalhes sobre o assunto, mas que ele está sendo tratado entre os dois, está sim!

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PRÊMIO À ASSASSINA

O caso virou notícia nacional, pelo crime inusitado (embora a violência já não devesse ser tratada como surpresa por ninguém!): uma jovem matou o ex namorado durante o ato sexual, em Vilhena. Vânia Basílio Rocha saiu de casa decidida a matar alguém, como confessou à polícia, logo que foi presa.   Ela foi atrás do ex, convenceu-o a namorar e durante o ato sexual o matou com diversas facadas. Foi em 30 de dezembro de 2015, ou seja, há menos de dois anos e meio. Considerada sociopata pelos especialistas, nas primeiras semanas do presídio a assassina ainda tocou fogo em colchões. Mas como a legislação deste país que trata assassino e bandido como coitados e suas vítimas como se elas não existissem, a criminosa começa a cumprir sua condenação de apenas oito anos, em regime semiaberto. Daqui a alguns dias. Essa vergonhosa situação é semelhante àquela que permite que Suzane Von Richthofen, que matou seus pais e é considerada sociopata, seja solta para “comemorar” o Dia das Mães e estar também prestes a deixar a prisão. Viva os direitos humanos dos assassinos! Que se danem as vitimas e a dor de suas famílias! É esse o país que jura que vai melhorar a segurança pública, enquanto premia criminosos com benesses sem fim. Um terror!

 

QUEIMADAS MATAM ANIMAIS

O secretário adjunto de Meio Ambiente, Robson Damasceno, usa também as redes sociais para mobilizar a população da Capital e Distritos contra as queimadas, que além de outros enormes prejuízos, acabam causando a morte de grande número de animais silvestres, que perecem, atingidos pelo fogo. Numa das postagens, ele comemorou o fato de que a Brigada Municipal de Incêndios tenha salvo um tatu, que foi recolocado na natureza, em área segura. Mas, ao mesmo tempo, Robson e sua equipe lamentaram que pelo menos onze animais morreram, em poucos dias, dizimados pelas queimadas criminosas. Todo o ano, nesta época do verão amazônico, dezenas e dezenas de proprietários rurais fazem queimadas ilegais, causando enormes danos ao meio ambiente e matando centenas, senão milhares de animais. A Prefeitura da Capital, segundo Robson, está fazendo sua parte, fiscalizando, orientando, multando. Há necessidade de conscientização, mas mesmo com todas as campanhas feitas há anos, ainda há irresponsáveis que fazem queimadas, sem qualquer cuidado. As denúncias contra as queimadas podem ser feitas através do celular 9 9374 8556.

 

O RISCO BATE À NOSSA PORTA

Incompetência, falta de previsão, desrespeito à população, coisas de País de Terceiro Mundo: tudo isso e muito mais podem ser características da vergonhosa situação em que se colocou a saúde pública na região norte, depois da invasão dos venezuelanos que, além de todos os problemas, trouxeram para cá doenças, que sumiram do território brasileiro há mais de 20 anos. Ora, numa situação dessas, de grande risco, de milhares de refugiados chegando a uma só área do país, qualquer organização séria trataria de vacinar as crianças e os adultos, contra uma série de doenças. Mas, preocupados apenas em fazer politicagem, para parecer aos olhos de parte do mundo que somos o país amiguinho, que abrimos as portas para todos, esquecemos dos cuidados óbvios, que qualquer sério teria.  O primeiro resultado tenebroso disso é o surto de sarampo em Manaus, doença trazida pelos nossos coitados vizinhos venezuelanos, que fogem de uma ditadura comunista tenebrosa, que está matando o povo de fome e doenças. Desde 1998 não havia sido registrado um só caso de sarampo no Brasil. Agora são dezenas, senão centenas e pelo menos uma morte. O perigo bate às portas de Rondônia. Temos que nos proteger, enquanto ainda é tempo…

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CONFÚCIO, RAUPP E O MDB…

Continua, cada vez mais forte, a decisão de uma corrente dentro do MDB em convencer o ex governador Confúcio Moura a não disputar o Senado, mas sim optar pela disputa à Câmara Federal. O assunto começou como boato, mas se tornou público mesmo, como informação confiável, quando o próprio Confúcio tratou do assunto em seu Blog. Ele deixou claro que não abre mão do que foi definido junto com o comando do partido e que não acredita que sofrerá qualquer tipo de restrição por parte dos seus companheiros. Aparentemente, está enganado. Vários membros do diretório estadual, com direito a voto, já estão se pronunciando sobre o assunto, por enquanto a portas fechadas, de que o MDB deveria lançar apenas Valdir Raupp ao Senado. O assunto está fervilhando nos meios políticos e o grupo que apoia Confúcio nega qualquer problema que esteja ocorrendo e que não possa ser contornado com diálogo, como sempre ocorreu entre companheiros de partido. Nos próximos dias, novos passos em relação ao assunto serão conhecidos.

 

ORAÇÕES PELO ANEL VIÁRIO!

A segunda obra mais demorada da história de Rondônia (a primeira foi o viaduto de Pimenta Bueno, que demorou mais de 23 anos), o Anel Viário de Ji-Paraná está quase, mas não se sabe exatamente quando ficará pronto. Falta muito pouco, é verdade, mas a obra, com uma extensão de pouco mais de 13 quilômetros, não está concluída, mesmo com todas as promessas feitas nos últimos dois anos Agora, recursos próprios dos cofres estaduais, já combalidos, na ordem de 2 milhões e 205 mil reais, foram liberados para a conclusão do até agora interminável Anel ji-paranaense. Falta ainda um pequeno trecho de asfalto e obras secundárias, como os guard rails nas cabeceiras das pontes, gramados nas rotatórias , obras de drenagem e sinalização de placas indicativas e pintura de faixas.  Segundo o diretor-geral do DER,  Luiz Carlos Katatal, o Governo rondoniense já investiu mais de 15 milhões de reais na obra, apenas ao longo dos últimos três anos.  Reza-se, a todos os santos, que a obra seja, finalmente, entregue antes do final deste verão amazônico.

PERGUNTINHAS

E agora? Depois da desclassificação do Brasil da Copa do Mundo, a que ou a quem podemos recorrer para voltar a conseguir mais feriados, feriadões e pontos facultativos?

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QUANDO É DEUS QUE NOS CONFIA A MISSÃO

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Ele, como invariavelmente acontecia numa vida de quase meio século (ao menos a partir dos tempos de faculdade), estava com muita pressa.

Já era por volta de 09 horas e precisava trabalhar. Embora estivesse em teletrabalho, algumas coisas precisavam ser encaminhadas ainda pela manhã.

Trazia consigo o conforto de já ter feito a sagrada atividade física e ainda ajudado a noiva, que tanto amava, em algumas pequenas atividades domésticas.

No cruzamento das Avenidas Guaporé e Calama algo lhe chamou a atenção. Algo que, infelizmente, está cada vez mais comum na Capital das Terras de Rondon.

Havia um Senhor, provavelmente venezuelano, com duas crianças bem pequenas, certamente com menos de cinco anos cada, muitos lindas a despeito de maltrapilhas, os três tentando se esconder do sol escaldante, que o Prefeito Hildon Chaves já disse que “existe um sol para cada cidadão em Porto Velho”.

Pegou algumas moedas e chamou o pedinte. Perguntou por que as crianças não estavam na escola. Ele disse, no seu idioma (num Portunhol, na verdade), que não era a sua culpa.

O sinal abriu e ele seguiu, mas foi com o coração apertado, não sem antes proferir uma sentença motivacional: tenha fé que vai melhorar!

Alguns quarteirões bastaram para dar um aperto ainda maior no peito; como se Deus estivesse mandando voltar.

Apesar da pressa para ir trabalhar em casa, não titubeou. Deu meia volta e foi conversar melhor com o estrangeiro.

Descobrira que as crianças não estavam estudando porque ele não conseguira vaga numa escola pública e, naturalmente, não podia pagar uma particular.

O venezuelano insistia que precisava mesmo era de um trabalho.

O homem, cujos méritos todos na vida foram conseguidos pelos livros e pela educação, disse que primeiro conseguiria uma escola para as crianças; depois tentaria ajudá-lo com o trabalho. Pegou o celular da esposa do pedinte, puxou a maior cédula que tinha na carteira e renovou o pedido para que tivesse fé que as coisas iriam melhorar.

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Infelizmente, essa situação – pedintes pelas ruas de Porto Velho – está proliferando mais que coelho no cio.

Hoje em dia é uma raridade não ter ao menos um num semáforo, mesmo distante do Centro (Avenida Mamoré, por exemplo); não raro com crianças, às vezes até bebês, a tiracolo.

Hoje eles estão até nos restaurantes e farmácias, ainda que travestidos de vendedores do que for. Para não ir muito longe, fiquemos só com a situação dos venezuelanos.

De acordo com dados oficiais da SEMASF – Secretaria Municipal de Assistência Social e Familiar, gentilmente compartilhados pelo Senhor Claudi, titular da pasta, são vinte e dois venezuelanos apenas no abrigo da Prefeitura.

Embora não se tenha feito nenhuma pesquisa, muito menos se saiba de qualquer uma, atreve-se a dizer que deveremos ter centenas de venezuelanos por aqui.

O mesmo que foi abordado, por exemplo, reside numa casa e, de certo, está longe dos registros oficiais, como o céu da Terra.

São tantos que já têm até uma associação, ainda segundo o prestativo secretário. Já passaram mais de trezentos por aqui, conforme ele mesmo disse.

Se a solidariedade e compaixão (leia-se AMOR) que existe no coração de todos nós não for acionada, essas pessoas continuarão a sofrer pela falta de duas coisas mais elementares que pode afligir o cidadão de bem e que estão expressas até na nossa Constituição Cidadã: A EDUCAÇÃO E O TRABALHO.

A maioria desses venezuelanos está com uma placa pedindo emprego! Vários deles são letrados (certa feita viu até um que era advogado!). Ontem mesmo, no cruzamento da Raimundo Cantuária com a Rio Madeira havia uma engenheira mecânica, se a memória não nos é falha, com uma criança como se fosse um marsupial (sim, um canguru!!!!!). O marido ficou na Venezuela. Ela nem tinha celular.

Será se as grandes empresas de Porto Velho não poderiam absorver essa força de trabalho?

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Repare-se que não se fala de filantropia, pelo menos não no sentido mais puro da palavra; mas, simplesmente, dar uma chance a quem precisa!

Alguns vão dizer que tem muito brasileiro sofrendo com falta de emprego também. Mas, é diferente! O venezuelano está num mundo que não é o dele. Tem o preconceito. Tem a barreira da língua.

Brasileiro, aqui em Porto Velho ao menos, só não trabalha se não quiser!

Outros, ainda mais ousados, dirão que muitos preferem voltar para as ruas porque ganhavam mais e era mais “fácil”.

Bem, poder-se-ia pensar em uma espécie de cadastro das pessoas. Sei lá!

Ninguém está vendo isso, não?

O fato é que, se quiserem um motivo para não ajudar, darei um milhão de razões!

É até covardia acreditar que o governo/prefeitura, por mais bem intencionados que estejam, vão conseguir resolver o caos de Porto Velho (para não dizer do Estado inteiro – sim, até em Cacoal já tem venezuelano) sozinhos.

O que a sociedade vai fazer?

O que cada um de nós vai fazer?

Quem está disposto a ajudar????

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Dedicado ao Jovem Gilberto Trindade, o “Beto”, que partira tão cedo, menos de meio século de vida; mas que, mesmo assim, foi o bastante para aproveitá-la ao máximo. Tudo o que poderia. Ele completaria, no próximo dia 27, apenas 46 anos…

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REGINALDO TRINDADE

Procurador da República. Pós-Graduado em Direito Constitucional. Membro da Academia Rondoniense de Letras. Idealizador da Caravana da Esperança, do Bazar da Solidariedade do Movimento FAROL DE ESPERANÇA – Resgatando VIDAS! (anteriormente denominado Dio: O resgate de uma vida). Doador do Médico sem Fronteiras e do Greenpeace. Colaborador da Associação Pestalozzi, da Casa Família Rosetta e da Associação Acolhedora Vencendo Gigantes (outrora Confrontando Gigantes)Ser humano abençoado.

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