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NÃO SE DEIXE ENGANAR POR INFORMAÇÕES SUBLIMINARES: NÓS, VÍTIMAS, NÃO TEMOS CULPA ALGUMA DA GUERRA E DA BARBÁRIE NOS PRESÍDIOS

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Há uma espécie de tentativa de empurrar à sociedade informações sub reptícias, indiretas, subliminares, cada vez que ocorre uma tragédia e atos de barbárie nos presídios brasileiros, quando os presos declaram guerra  uns aos outros e dezenas deles morrem. É como se alguns setores da mídia, unidos aos que defendem os direitos humanos dos criminosos (nunca de suas vítimas) e de organismos como o Conselho Nacional de Justiça, a OAB além de outros assemelhados, acusassem a sociedade de ter alguma culpa, na superlotação dos presídios (em todos os recantos do país, incluindo Rondônia é claro). Ou como se tivéssemos culpa de termos sido a causa de tantas prisões. O fato dos bandidos serem cruéis, de se matarem por fazerem parte de facções diferentes, de guerrearem pelo poder dentro das cadeias, para saberem quem vai mandar mais no crime aqui fora, isso não parece essencial. Quando foram assassinados brutalmente, no mês de junho, 55 presidiários nas cadeias do Amazonas, em grande parte do noticiário, a essência era de que o principal motivo atribuído aos crimes foi a superlotação e o convívio de gangues diferentes nos mesmos presídios. Agora, nova chacina numa cadeia do Pará, com 52 mortos, e, como se fosse mais importante, informações sobre alerta do CNJ de que aquele presidio estava superlotado. As mortes passaram a ser secundárias. A violência dos canalhas que matam companheiros de cela fica em plano terciário. O fato de vários presos terem sido degolados, com a maior brutalidade, é apenas um detalhe. No centro da questão, está uma espécie de culpa coletiva. Nós, vítimas, é que devemos nos sentir culpados por tantos presídios superlotados? Quem tem  pena de pais de família que trabalham dia e noite para sustentar suas famílias e ganhar salários ridículos?  Quem tem pena dos 13 milhões de brasileiros desempregados, mas que nem por isso saem roubando, assaltando e matando?

A situação dos presídios brasileiros é cada vez pior, porque cada vez piores são as leis e a impunidade. Aqui em Rondônia a Secretaria de Justiça adora divulgar notícias de “reeducandos”, um número ínfimo, mas evita comentar, contudo, sobre as dezenas de fugas ocorridas em tão pouco tempo. E ninguém fala também no barril de pólvora em que se transformaram nossas cadeias, ainda mais desde que os agentes penitenciários e o Governo do Estado não se acertam. É bom que se diga, contudo, que não há governo que resolva a violência que tomou conta das cadeias, desde que as facções passaram a dominá-las, embasadas numa legislação pífia, perto da criminosa, que protege os direitos dos bandidos, sejam eles tão cruéis quanto puderem ser. Se o CNJ, a OAB e outras instituições quiserem continuar defendendo apenas os direitos dos presos, que o façam. Mas, por favor, não tentem enganar a sociedade. Nós não temos culpa se o Congresso e o governo brasileiro são fracos, ao ponto de aceitar que os criminosos mandem nas cadeias e façam delas o que bem entendem. Essa culpa não é nossa!  Somos apenas as vítimas…

O LOUCO É MESMO LOUCO?

Alguma coisa não funcionou como o combinado? Especialistas declararam e atestaram que Adélio Bispo, o frio criminoso que tentou matar o então candidato à presidência, Jair Bolsonaro, é louco de rasgar dinheiro e comer cocô. Não pode responder por seus atos, incluindo o de preparar, organizar e, tudo sozinho, tentar assassinar uma autoridade. Internado numa clínica psiquiátrica, começou o problema inesperado. O louco diz que não é louco. O louco não quer tomar medicamentos para loucos. Os graves problemas psiquiátricos, atestados e que levaram um Desembargador a considerar o réu inimputável, não são aceitos pelo próprio criminoso. Se fosse para uma prisão, ele teria um tempo para cumprir pena e depois estaria solto (se é que não fosse considerado uma prova viva muito perigosa!). Agora, como doido inimputável, ele pode ficar até o fim dos seus dias trancafiado, como uma condenação perpétua. Sua vítima, o agora presidente Jair Bolsonaro, o aconselhou a abrir o jogo e contar o que realmente aconteceu. Bispo, que nega ser louco e não aceita sequer tomar medicamentos, ouvirá o conselho? E se ouvir, mesmo contando tudo o que sabe, seu depoimento terá valor, já que é considerado maluco? Vai correr ainda muita água, embaixo dessa ponte!

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NA ESTRADA, OUVINDO O POVO…

“Pé na Estrada”. Esse o nome do programa criado pelo presidente da Assembleia, Laerte Gomes, realizado em parceria com os demais deputados, nas diversas regiões do Estado. Na primeira semana em que ele foi realizado, Laerte, acompanhado por parlamentares daquelas cidades, visitaram pelo menos 12 municípios ao longo da BR 429 e da Zona da Mata. Farão o mesmo nessa semana, priorizando agora o Vale do Jamari e a região de Cacoal. Assim, sucessivamente, sempre que possível, a comitiva liderada pelo presidente da Assembleia vai estar em todas as cidades rondonienses. O “Pé na Estrada” é uma forma simples – mesmo que cansativa, pelas enormes distâncias percorridas – que os parlamentares encontraram para ouvirem a sociedade, reunirem-se com prefeitos, vereadores, lideranças de todos os setores, captando seus pleitos para serem levados às discussões na Assembleia e à busca de soluções para os problemas de cada comunidade, ao mesmo tempo em que tem subsídios concretos para ações a serem realizadas no segundo semestre. Nas redes sociais, Laerte também tem divulgado a forma carinhosa com que tem sido recebido pela população rondoniense por onde passa.

UMA PONTE QUE NÃO FICA PRONTA!

Falta muito pouco, mas sem esse pouco, tudo o que já foi feita não resolve nada. Isso mesmo. A questão envolve a ponte sobre o rio Madeira, na Ponta do Abunã, uma obra histórica, porque vai ligar pela primeira vez  o Acre e nossas fronteiras com países vizinhos, ao restante do Brasil, por terra. A enorme ponte, um trabalho de engenharia de alta qualidade, já está totalmente concluída. Antecipando-se à futura inauguração, representantes do governo acriano chegaram a pendurar uma bandeira do seu Estado nela, para comemorar o evento. Pelo último cronograma, a ponte deveria ser inaugurada no final de setembro. Só que não! Embora a alça do lado do lado de lá, que vai para  Acre, já esteja pronta (na sexta-feira, a primeira camioneta que andou sobre a ponte subiu nela e voltou, pela obra que ainda está sendo finalizada),para a alça de acesso do lado de cá do rio, não existe orçamento. O projeto original foi modificado e o custo aumentou bastante. Só por isso, a obra, 96 por cento concluída, pode não ser aberta ainda nesse ano. A bancada federal e as autoridades do Acre e  de Rondônia precisam pressionar o governo federal, para autorizar a conclusão da ponte. Urgente.

O FOGO E A ÁGUA: SEMPRE O MESMO FILME

Todo o ano, o filme é o mesmo. Mudam apenas os personagens. O início do verão amazônico marca sempre um crescimento no número de mortes por afogamento, em todas as regiões do Estado e queimadas sem fim, também em diferentes pontos dessa terra rondoniense, mas principalmente em Porto Velho e seus distritos. O outro  caso é o das mortes em rios, lagos e nos famosos banhos, que superlotam nos finais de semana. Quando maior o calor – e esse ano ele está realmente exagerado – maior o número e pessoas que se afogam. Algumas são salvas, outras não. Entre os muitos casos registrados, houve um, muito trágico, nesse final de semana. Uma professora estava se afogando no Balneário São Miguel, em Machadinho do Oeste. O irmão dela, também professor, foi tentar salvá-la. Os dois morreram. O outro filme que ocorre sempre, nessa época do ano, relaciona-se com o aumento doentio das queimadas. Vários carros foram, de novo, incendiados, num depósito da Polícia Civil. Ora, se o fogo já destruiu vários veículos em anos passados, de quem é a responsabilidade de manter o depósito, sabendo-se do risco de queimar tudo de novo? O que se lamenta é a legislação pífia, que não põe na cadeia – e por longo tempo – os responsáveis por essas queimadas criminosas. Nada acontece a essa gente. E ela volta. No ano que tem mais queimadas. Impunes!

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BOLSONARO E OS RONDONIENSES

Desde o final de semana, empresários e autoridades políticas de Rondônia se deslocavam para Brasília. Ontem, vários deles ocuparam os voos de carreira e houve também jatinhos saindo do aeroporto de Porto Velho em direção à   Capital Federal. São cerca de 30 pessoas, que  nesta terça de manhã estarão sendo recebidas pelo presidente Jair Bolsonaro, numa audiência inédita para representantes do nosso Estado. O encontro foi agendado pelo deputado federal Coronel Chrisóstomo, do PSL, partido do Presidente e um político muito próximo do Planalto. O vice governador Zé Jodan vai comandar a comitiva, que levará a Bolsonaro, uma série de reivindicações, relacionadas não só com o agronegócio, com a necessidade de duplicação da BR 364; com pedido para que o asfaltamento da BR 319, que nos liga a Manaus, seja priorizada, como ainda pretende levar pleitos que atendem a interesses do Estado e da nossa vizinha Bolívia. O empresário César Cassol, apoiado por várias lideranças, vai pedir a instalação de dois portos na fronteira com a Bolívia, para facilitar os negócios entre os dois países. Francisco Holanda, empresário do comércio, um dos líderes do movimento, vai falar também em nome dos varejistas. As questões da carne e do leite também estarão na pauta.

 

 

ROCHA COMEMORA O ARRAIAL

Pelas redes sociais, o governador Marcos Rocha comemora o sucesso do início do Arraial Flor do Maracujá, a primeira edição realizada desde que assumiu. A maior festa cultural do Estado, pelo enorme público que reúne, começou com uma superlotação no domingo, quando o trânsito ficou tão pesado na avenida Lauro Sodré, que dá acesso ao Parque dos Tanques, que muita gente teve que desistir de chegar ao Arraial, tal a multidão que para lá se dirigia. O Governador escreveu, em uma de suas páginas: “Conseguimos viabilizar que as crianças brinquem no parque de diversão à vontade, com um ingresso de apenas 3 reais. Somado a isso, o público irá aproveitar a alimentação diversificada, com culinária amazônica e bebidas tradicionais, por preços verdadeiramente baixos”, relatou. Marcos Rocha também não perdeu a oportunidade para elogiar o secretário que organizou toda a edição deste ano do grande evento. “Parabéns Jobson Bandeira e para todos da Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer pelo excelente trabalho!”, homenageou. O Arraial terá sua quinta noite nesta terça. Encerra no domingo, dia 4, com previsão de um público total em torno de 200 mil pessoas.

 

PERGUNTINHA

O que você achou das declarações de um dos mais importantes representantes da esquerda sul americana, o ex presidente uruguaio Jose Mujica, reconhecendo que o governo comunista do venezuelano Nícolas Maduro é mesmo uma ditadura?

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QUANDO É DEUS QUE NOS CONFIA A MISSÃO

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Ele, como invariavelmente acontecia numa vida de quase meio século (ao menos a partir dos tempos de faculdade), estava com muita pressa.

Já era por volta de 09 horas e precisava trabalhar. Embora estivesse em teletrabalho, algumas coisas precisavam ser encaminhadas ainda pela manhã.

Trazia consigo o conforto de já ter feito a sagrada atividade física e ainda ajudado a noiva, que tanto amava, em algumas pequenas atividades domésticas.

No cruzamento das Avenidas Guaporé e Calama algo lhe chamou a atenção. Algo que, infelizmente, está cada vez mais comum na Capital das Terras de Rondon.

Havia um Senhor, provavelmente venezuelano, com duas crianças bem pequenas, certamente com menos de cinco anos cada, muitos lindas a despeito de maltrapilhas, os três tentando se esconder do sol escaldante, que o Prefeito Hildon Chaves já disse que “existe um sol para cada cidadão em Porto Velho”.

Pegou algumas moedas e chamou o pedinte. Perguntou por que as crianças não estavam na escola. Ele disse, no seu idioma (num Portunhol, na verdade), que não era a sua culpa.

O sinal abriu e ele seguiu, mas foi com o coração apertado, não sem antes proferir uma sentença motivacional: tenha fé que vai melhorar!

Alguns quarteirões bastaram para dar um aperto ainda maior no peito; como se Deus estivesse mandando voltar.

Apesar da pressa para ir trabalhar em casa, não titubeou. Deu meia volta e foi conversar melhor com o estrangeiro.

Descobrira que as crianças não estavam estudando porque ele não conseguira vaga numa escola pública e, naturalmente, não podia pagar uma particular.

O venezuelano insistia que precisava mesmo era de um trabalho.

O homem, cujos méritos todos na vida foram conseguidos pelos livros e pela educação, disse que primeiro conseguiria uma escola para as crianças; depois tentaria ajudá-lo com o trabalho. Pegou o celular da esposa do pedinte, puxou a maior cédula que tinha na carteira e renovou o pedido para que tivesse fé que as coisas iriam melhorar.

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Infelizmente, essa situação – pedintes pelas ruas de Porto Velho – está proliferando mais que coelho no cio.

Hoje em dia é uma raridade não ter ao menos um num semáforo, mesmo distante do Centro (Avenida Mamoré, por exemplo); não raro com crianças, às vezes até bebês, a tiracolo.

Hoje eles estão até nos restaurantes e farmácias, ainda que travestidos de vendedores do que for. Para não ir muito longe, fiquemos só com a situação dos venezuelanos.

De acordo com dados oficiais da SEMASF – Secretaria Municipal de Assistência Social e Familiar, gentilmente compartilhados pelo Senhor Claudi, titular da pasta, são vinte e dois venezuelanos apenas no abrigo da Prefeitura.

Embora não se tenha feito nenhuma pesquisa, muito menos se saiba de qualquer uma, atreve-se a dizer que deveremos ter centenas de venezuelanos por aqui.

O mesmo que foi abordado, por exemplo, reside numa casa e, de certo, está longe dos registros oficiais, como o céu da Terra.

São tantos que já têm até uma associação, ainda segundo o prestativo secretário. Já passaram mais de trezentos por aqui, conforme ele mesmo disse.

Se a solidariedade e compaixão (leia-se AMOR) que existe no coração de todos nós não for acionada, essas pessoas continuarão a sofrer pela falta de duas coisas mais elementares que pode afligir o cidadão de bem e que estão expressas até na nossa Constituição Cidadã: A EDUCAÇÃO E O TRABALHO.

A maioria desses venezuelanos está com uma placa pedindo emprego! Vários deles são letrados (certa feita viu até um que era advogado!). Ontem mesmo, no cruzamento da Raimundo Cantuária com a Rio Madeira havia uma engenheira mecânica, se a memória não nos é falha, com uma criança como se fosse um marsupial (sim, um canguru!!!!!). O marido ficou na Venezuela. Ela nem tinha celular.

Será se as grandes empresas de Porto Velho não poderiam absorver essa força de trabalho?

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Repare-se que não se fala de filantropia, pelo menos não no sentido mais puro da palavra; mas, simplesmente, dar uma chance a quem precisa!

Alguns vão dizer que tem muito brasileiro sofrendo com falta de emprego também. Mas, é diferente! O venezuelano está num mundo que não é o dele. Tem o preconceito. Tem a barreira da língua.

Brasileiro, aqui em Porto Velho ao menos, só não trabalha se não quiser!

Outros, ainda mais ousados, dirão que muitos preferem voltar para as ruas porque ganhavam mais e era mais “fácil”.

Bem, poder-se-ia pensar em uma espécie de cadastro das pessoas. Sei lá!

Ninguém está vendo isso, não?

O fato é que, se quiserem um motivo para não ajudar, darei um milhão de razões!

É até covardia acreditar que o governo/prefeitura, por mais bem intencionados que estejam, vão conseguir resolver o caos de Porto Velho (para não dizer do Estado inteiro – sim, até em Cacoal já tem venezuelano) sozinhos.

O que a sociedade vai fazer?

O que cada um de nós vai fazer?

Quem está disposto a ajudar????

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Dedicado ao Jovem Gilberto Trindade, o “Beto”, que partira tão cedo, menos de meio século de vida; mas que, mesmo assim, foi o bastante para aproveitá-la ao máximo. Tudo o que poderia. Ele completaria, no próximo dia 27, apenas 46 anos…

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REGINALDO TRINDADE

Procurador da República. Pós-Graduado em Direito Constitucional. Membro da Academia Rondoniense de Letras. Idealizador da Caravana da Esperança, do Bazar da Solidariedade do Movimento FAROL DE ESPERANÇA – Resgatando VIDAS! (anteriormente denominado Dio: O resgate de uma vida). Doador do Médico sem Fronteiras e do Greenpeace. Colaborador da Associação Pestalozzi, da Casa Família Rosetta e da Associação Acolhedora Vencendo Gigantes (outrora Confrontando Gigantes)Ser humano abençoado.

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