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O Vilão

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Enfim, vimos uma pessoa pública vir a público, reconhecer seu erro e pedir desculpa ao ofendido e à sociedade. Não fez mais que sua obrigação, diremos todos nós. E é verdade.

Mas você acha que é fácil, depois de torcer o corpo em negativas, voltar atrás e confessar a culpa? Não, não é. Quer ver? Experimente confessar sua traição à cara-metade? Ou sua esperteza ao seu chefe? Ou o dinheiro surrupiado de quem mais precisa? Ou tombo que você deu alguém? Han! Experimente!

Pois José Mayer fez isso de forma global ontem. Mas essa atitude redime seu erro? Anula seu delito contra a colega de trabalho? Não. De forma alguma. Continua criminoso e culpado. E já está sendo penalizado por isso antes mesmo de aberto processo legal.

Afinal, o galã de décadas da poderosa Rede Globo, está por esta, suspenso de suas atividades. Retirado do ar. Por tempo indeterminado. É um baita castigo. Mas não é só. Responderá ainda, com ampla possibilidade de ser condenado, a processo criminal e processo civil.

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E será alvo ainda, do pior de todos os castigos: sua imagem desmonorou, lembremos. Nunca mais será o grande galã que foi. Quando voltar, se voltar ao ar, retornará apontado como o eterno Tião, seu último personagem na televisão global. O vilão. Quer pior para a vaidade de um ator que foi desejado por todas as mulheres?

Mas temos que reconhecer que, em um país onde cidadãos ‘probos e de notável saber’  e altas autoridades, dos três poderes, roubam e não confessam nem sob tortura, uma pessoa pública calçar as sandálias da humildade,confessar seus crimes e pedir desculpa, representa um ato de grandeza e sinaliza que esse país tem cura.

Sou da geração de José Mayer. Não pratico nem concordo com sua conduta. Nem com a de Vitor, o sertanejo do show biz.

Fonte: Osmar Silva

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A raposa cuidando do galinheiro!

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CLIC NA IMAGEM E VEJA O PORQUE DA ANALOGIS]A "rAPOSA CUIDADO DO GALINHEIRO"

Esta velha fábula lembra a contradição de se colocar dois seres inimigos, predador e vítima, em um mesmo espaço, sendo o primeiro, raposa, responsável pelo segundo, a galinha. Quem conhece ou vive no mundo rural sabe muito bem o estrago que uma raposa pode fazer em um galinheiro.

Esta fábula se assemelha com a “novela” que vem acontecendo desde a nomeação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho e Emprego, alguém notoriamente, como a Mídia mesmo divulgou, sem as mínimas condições éticas e morais de ocupar o referido cargo.

O Ministério do Trabalho e Emprego tem, entre outras funções, a tarefa de mediar as relações trabalhistas de forma que não aconteçam desequilíbrios tanto para o lado dos empregadores, como para o lado dos empregados. Esta mediação tem certa complexidade, mas tem uma base legal que permite agir com um mínimo de justiça.

A atuação do Ministro anterior já deixava preocupações, quando em portaria publicada no mês de outubro de 2017, desconsiderava critérios para a tipificação do trabalho análogo à escravidão. A pressão da sociedade, especialmente dos Auditores Fiscais do Ministério Público do Trabalho e até de Organismos Internacionais, conhecedores do grave problema no Brasil, o fizeram recuar. A medida também era inconstitucional. Logo depois, o referido Ministro pediu demissão para voltar à Câmara dos Deputados.

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A nomeação para o cargo de autoescalão revela a despreocupação da Presidência da República como um mínimo de equidade e ética na escolha no novo Ministro. Cristiane Brasil é violadora da legislação trabalhista. A sua atuação como empregadora não lhe dá condições morais de assumir o cargo. Ela ignora este critério e o Presidente da República também.

Foram dois casos, julgados e deferidos, de violação dos direitos trabalhistas. Em um deles o motorista trabalhava em torno de 15 horas por dia. Mesmo condenada, reluta em pagar o débito. A parte paga foi por meios escusos. Isto dá razão à sabedoria popular quando afirma que se está colocando “raposa para cuidar do galinheiro”.

Esta pessoa será a responsável, caso assuma, pela mediação das relações trabalhistas em nosso país. Qual será a atenção que os trabalhadores vão receber?

Será que a raposa vai mudar e passar a se preocupar com as galinhas?

Ari Antônio dos Reis

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