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SOCORRO! JÁ NÃO SÃO MINORIA INSIGNIFICANTE  OS QUE EMPORCALHAM A CIDADE E IGNORAM A CONVIVÊNCIA EM SOCIEDADE

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Não foi algo tão grave, mas foi sintomático e preocupante. Porque mostrou o espírito de muitas pessoas para com sua cidade. O que dizer de gente que faz o que fizeram algumas pessoas no Dia Internacional da Mulher? O prefeito Hildon  Chaves e a primeira dama, Ieda Chaves, plantaram, com apoio da Secretaria do Meio Ambiente, várias flores em vasos decorativos, colocados em pontos diferentes do centro, na avenida Sete de Setembro. A intenção era decorar o local e liberar outras mudas para serem levadas pela população, para plantarem em suas casas.  Não foi bem assim. Em pouco tempo, as plantas foram arrancadas. Tudo destruído. A ação certamente foi assistida por muita gente, porque ali há um intenso vai e vem e um comércio forte. Ora, não houve uma só voz para protestar, para pedir cuidado, respeito? É por isso que muita gente se revolta. Entre os que destruíram as flores e aqueles que assistiram sem nada fazer, devem ter muitos dos que usam as redes sociais para protestar contra a Porto Velho suja e sem atrativos. São os que vociferam no Face Book, mas deixam a frente das suas casas e de suas lojas sujas e fedorentas. Para esses, não há milagre que resolva, porque, sem formação alguma e sem respeito aos outros, vivem apenas bebendo da própria raiva, sem fazer nada de útil em favor do todo. Hildon e dona Ieda Chaves certamente ficaram frustrados com o que aconteceu na cidade que eles tentam melhorar.

Nesse contexto, pode-se ir mais longe  Vê-se por aqui o tipo de gente que ignora seus vizinhos e sua comunidade em todos os cantos de Porto Velho. Tão triste quanto arrancar plantas colocadas como símbolo de um esforço, para melhorar ao menos um pouco o feio centro da Capital, são os que jogam lixo em todos os lugares imagináveis. Incluindo os igarapés que, entupidos, se transformam em represas para as águas das chuvas, causando enchentes em áreas que poderiam ser muito menos afetadas, se não tão sujas. Faz parte desse grupo inominável os motoristas que, dirigindo e bebendo (sim, ainda os há e muitos!), jogam as latinhas ou até garrafas no meio da rua. Jogam papel de bala, sacos plásticos e todo o tipo de sujeira, entupindo bueiros e porque sujos são, deixam claro que querem que os outros sejam educados e cuidem da cidade, menos eles, que se acham no direito de desrespeitar e a tornar a vida em sociedade muito mais difícil do que ela já é. Estão ainda nessa turma os pais que levam seus filhos para as escolas e interrompem as ruas, parando até em fila tripla, porque não querem estacionar e andar um pouco, acompanhando as crianças, já que são os donos da cidade e dela podem fazer o que quiserem. Ou seja, infelizmente não dá para dizer que esse tipo de porto velhense é minoria. Não é.  Destruir flores e encher igarapés de podridão é apenas a ponta do iceberg, no contexto de uma comunidade onde os doentes sociais são em número cada vez maior. Lamentável!

 

 

 

RODOVIAS EM PÉSSIMAS CONDIÇÕES

O DER terá, a partir do final do inverno amazônico, um enorme desafio: dar um jeito na grande maioria das rodovias estaduais de Rondônia, algumas delas tão cheia de buracos que se tornam intransitáveis em alguns trechos. Jornalista que percorreu de carro algumas dessas estradas, se disse espantado de como elas estão destruídas. Ele contou, por exemplo, que os buracos tomam conta de praticamente todos os 36 quilômetros de extensão da RO 470, que liga Vale do Paraíso à BR 364, na região de Ouro Preto do Oeste. O mesmo quadro mostra a RO 473, ligando Alvorada do Oeste, via Urupá e Teixeirópolis, também até a 364. Ali, o escoamento da produção de toda a região está comprometido. E a RO 135, que liga Castanheiras à BR 429? Aliás, o jornalista contou que a estrada está interditada, por causa de um atoleiro intransponível, a dois quilômetros da rodovia federal que ela dá acesso. Esses são apenas alguns exemplos. Praticamente todas as rodovias do Estado estão em situação precária, quando não desesperadora. O DER tem feito alguns remendos, mas só poderá resolver mesmo quando o verão chegar. Espera-se que o faça, para que no ano que vem o drama não se repita.

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PRINCIPAL PEDIDO AOS DEPUTADOS

Quem mais tem ouvido reclamação da população do interior são os deputados estaduais, que andam pelas quatro cantos do Estado, em constantes encontros com lideranças, políticos e empresários. Não há reunião, não importa qual cidade e qual região, em que os parlamentares não sejam instados a correr ao DER, em busca de solução para o caso das estradas em péssimo estado. O presidente da Assembleia, Laerte Gomes, resume muito bem o que está acontecendo: “Não tem jeito, a melhoria nas condições das estradas e rodovias é a grande cobrança da nossa população. O desafio do governador Marcos Rocha e do Departamento de Estradas de Rodagens, DER, é enorme e é preciso, nesse momento, garantir pelo menos ações paliativas, para garantir a locomoção das pessoas e o escoamento da produção”, disse Laerte, durante entrevista em que tratou do assunto, em sua visita nessa semana à região de Jaru. O deputado Adelino Follador também tem pedido socorro para melhorias  das estradas, assim como o deputado Jair Montes. Vários outros parlamentares têm solicitado providências urgentes para a questão das rodovias.

GOVERNADOR VAI AO ENCONTRO DO POVO

Nos próximos dias, o governador Marcos Rocha vai dar início a uma agenda de visitas não só a bairros de Porto Velho como a cidades do interior. Aliás, na Capital já esteve neste sábado, visitando uma feira e conversando com muita gente.   A decisão já está tomada, embora os detalhes ainda estejam sendo preparados por sua assessoria. O Coronel anda sentindo falta de cheiro de povo. Tem se preocupado, nessa fase inicial da sua administração, em organizar as coisas dentro do que pensa de como o governo deve andar e optou, durante o período, a ficar mais no Palácio. Agora, que os projetos estão andado e algumas das mudanças já estão funcionando, Marcos Rocha  decidiu que é hora de andar pela Rondônia que o elegeu com mais de meio milhão de votos, visitar as comunidades, conversar, ouvir e ser ouvido. Também deve participar de eventos importantes no interior, como o do 1º  Encontro de Turismo, com Prefeitos, Secretários e Empresários da Área, que acontecerá quarta e quinta, dias 13 e 14 da semana que vem, no Parque Chico Mendes, em Ouro Preto do Oeste. Ainda na região central, embora não confirmado ainda oficialmente, Rocha deve sobrevoar áreas atingidas pela enchente o rio Machado, em Ji-Paraná. Enfim, o Governador começa, logo, a cumprir agendas em várias regiões do Estado.

 

BOLSONARO PROIBIDO DE FALAR!

É graças aos soldados e não aos sacerdotes que podemos escolher a religião que temos. É graças aos soldados e não aos jornalistas, que temos ampla liberdade de imprensa. É graças aos soldados e não aos poetas, que podemos falar em público, com liberdade de expressão. É graças aos soldados e não aos políticos que podemos votar!” O autor desse texto, o americano Charles Province,  é um veterano do Exército dos EUA; fundador e presidente da Sociedade Histórica George S. Patton Jr.  É um militar. Nas redes sociais, lê-se que o ex presidente americano Barak Obama teria usado parte do poema num dos seus discursos. Nunca o fez, na verdade. Mas a criação de Province jamais foi contestada, nem no seu país e nem no Brasil, onde, imaginava-se, os esquerdistas iriam ter dela a ojeriza que demonstraram quando o presidente Bolsonaro fez uma frase muito semelhante, em encontro com militares. Quando Jair Bolsonaro copiou apenas uma pequena parte, dizendo que não há democracia sem as Forças Armadas, o que é óbvio, num  resumo do que diz o famoso poema do ex militar dos Estados Unidos – a esquerda e a mídia que faz de conta que o país não foi roubado durante quase duas década, pelos esquerdopatas, muitos deles hoje presidiários, caíram  de pau nele. O único erro não foi dizer que os militares garantem as democracias e as ditaduras também, como estão fazendo com a de Nicolás Maduro. Não dá nojo?

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SENADOR FAZ PEDIDOS A ROCHA

Dois governadores (um ex, agora senador), se reuniram por mais de uma hora, na manhã desta última sexta-feira, no Palácio Rio Madeira/CPA. O governador Marcos Rocha recebeu Confúcio Moura para uma longa conversa, ambos acompanhados por assessores, a pedido do agora senador do MDB. O ex governador queria tratar sobre a transformação do antigo Palácio Presidente Vargas, que abrigou praticamente todos os governadores, desde que foi construído, em um Museu da Memória. Antes de deixar o governo, Confúcio autorizou a criação de um projeto, que está pronto. Ele também foi pedir apoio do seu sucessor para projetos na área da Educação, inclusive ações do IDEB, programas de educação profissional, em parceria com o Instituto Abaitá e adoção de programas em varias escolas do Estado. Por fim, Confúcio solicitou a implantação da Infovia, um programa que pode revolucionar o sistema de internet com transmissão de dados, em todo o  Estado. Foi uma reunião cordial, em que Rocha prometeu analisar com carinho os pedidos de Confúcio, de quem foi secretário.  O secretário de Educação, Suamy Vivecananda, participou do encontro.

 

O CHEFÃO MARCOLA: SEM ARREPENDIMENTOS

Depois de uma notícia óbvia divulgado pelo site UOL, de que o criminoso Marcola, líder do PCC, não se arrepende por seus crimes, o caso de um dos maiores criminosos de todos os tempos no país volta ao noticiário. Ele está agora no presídio federal de Porto Velho, inclusive cercado por Forças Federais, porque há sempre ameaças de que vão tentar resgatá-lo. O laudo psicológico do bandido, feito há poucos anos, aponta que ele tem sentimentos pessoais relacionados com a família (é casado pela segunda vez e tem quatro filhos), mas que não tem qualquer arrependimento por todas as dezenas de crimes dos quais é acusado. Condenado a quase 250 anos de prisão, esse homem foi um menino órfão, jogado nas ruas de São Paulo e que começou roubando toca fitas de carros, até se tornar o chefão do PCC, que só em São Paulo tem mais de 230 mil membros, Marcola assusta pelos lados de Porto Velho. Dias atrás, um sobressalto real: ouviram-se muitos tiros de metralhadora próximo ao presídio. Não era (ainda) a tentativa de fuga, mas apenas treinamento das tropas que o vigiam.

 

CONFÚCIO E HERMÍNIO VIA RÁDIO

Quem não se lembra da batalha entre o ex governador Confúcio Moura e o ex deputado estadual Hermínio Coelho? Hermínio atacou duramente Confúcio em praticamente toda a sua administração, o que causou inclusive confrontos judiciais. Nessa sexta, mesmo à distância, os dois voltaram a se encontrar. Confúcio dava uma entrevista ao programa Papo de Redação (Parecis FM, 98.1, de segunda a sexta, meio dias às 14 horas), quando respondeu uma pergunta sobre sua decisão de acabar com a aposentadoria dos governadores, a partir da dele mesmo. Hermínio enviou mensagem, lembrando que o projeto que cortou a aposentadoria dos ex mandatários foi dele, Hermínio e que Confúcio apenas sancionou. O senador e ex governador concordou e até elogiou Hermínio, dizendo que ele sempre foi um adversário duro, mas nunca traiçoeiro, já que sempre dizia as coisas claramente, pela frente. Enfim, depois de tantas brigas, um pouco de cortesia, nas declarações via rádio…

 

PERGUNTINHA

Quando será que toda a região desde a fronteira com a Bolívia até Porto Velho e também outras áreas, como as do centro do Estado, poderão se livrar das eternas enchentes, que há décadas invade as cidades e deixa tantas famílias desabrigadas?

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Lockdown: ser contra ou a favor?

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Em português, lockdown pode ser traduzido como bloqueio total ou confinamento. Trata-se de um protocolo de isolamento que impede o movimento de pessoas ou mercadorias. Normalmente, é associado às estratégias que visam a proteção de indivíduos ou de patrimônios. Desde o ano passado, este termo se tornou comum no noticiário, das discussões científicas e nas conversas em casa.

Por conta da pandemia de covid-19 e dos diferentes pontos de vista sobre as estratégias para seu enfrentamento, de repente, o mundo se dividiu em duas grandes torcidas. De um lado, os que entendem que o lockdown é medida fundamental para contornar a crise sanitária; do outro, os que enxergam nele uma atitude midiática, de resultados duvidosos e com efeitos colaterais terríveis para a economia e a população.

Realmente, esse tema está longe de ser consenso. Experiências se acumulam, com respostas dispares após a adoção, ou não, do lockdown em países, estados ou cidades. No entanto, cabe a cada um de nós refletir sobre os fatos e buscar uma posição diante do assunto. Lembro que estar consciente e esclarecido é condição essencial nos dias atuais.

Para nos ajudar nessa reflexão, tomo como ponto de partida dois relatos. O primeiro é da Fundação Getúlio Vargas, que organizou um painel que monitora as ações adotadas pelos 24 países mais afetados pela pandemia. De acordo com o trabalho, 20 deles adotaram lockdown e três o isolamento vertical para frear os novos casos da doença.

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Os países que adotaram lockdown foram África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Irã, Israel, Itália, Líbano, México, Nova Zelândia, Reino Unido, Rússia e Singapura. Os que fizeram isolamento vertical são Coreia do Sul, Suécia e Turquia. O 24º país da lista, o Japão, recomendou isolamento, mas sem ato normativo e, portanto, não entrou em nenhuma destas classificações.

Após analisar os dados epidemiológicos dessas nações, percebe-se que os efeitos de uma medida radical contra a circulação de pessoas e a propagação do vírus não é meio 100% eficaz para frear o avanço do coronavírus. Ou seja, as restrições, por mais duras que sejam, não impedem contaminação, adoecimento e óbitos.

O outro lado da moeda vem de três nações do Norte da Europa: Finlândia, Noruega e Dinamarca. Segundo análise da CNN, com base em informações das Universidades de Oxford e Johns Hopkins, apesar desses países terem implementado medidas com restrições leves, muito distantes do rigor de um lockdown, até o fim de 2020 eles mantiveram suas taxas de mortalidade diária abaixo de um por milhão, o que indica controle sobre a evolução da pandemia.

Na avaliação dos especialistas, o êxito dessas nações reside em sua capacidade de oferecer rapidamente às suas populações acesso a teste de diagnóstico e ao rastreamento de contato, bem como de licença médica remunerada para ajudar a manter os surtos localizados. Evidentemente, fala-se de locais onde fatores culturais, políticos, sociais e econômicos estão anos-luz da realidade de países onde impera a desigualdade. Contudo, se tais resultados foram percebidos, não podem ser ignorados.

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Como se vê, há argumentos de ambos os lados, o que exige das autoridades, sobretudo, a maturidade de tomar uma decisão consciente do que sua escolha trará para o conjunto da população. A proteção da vida e da saúde deve ser o norte máximo das estratégias adotadas, porém, não se pode ignorar o impacto que as restrições trarão.

Um dado que serve de alerta para quem tem o poder da caneta é levantamento do Ministério da Cidadania que dá conta de 39,9 milhões de pessoas vivendo na extrema pobreza no Brasil. São mais de 14 milhões de família com renda per capita de até R$ 89. Esses números, que aumentaram nos últimos meses, mostram que em meio à pandemia as palavras fome e miséria voltam a assombrar os brasileiros mais pobres.

Assim, o coronavírus assume seu lugar como vértice de uma tempestade perfeita que coloca em risco a segurança alimentar dos grupos mais vulneráveis, os primeiros a sofrer com o impacto da inflação alta, desemprego e ausência do auxílio emergencial em nível adequado. Esperamos ficar livres de más escolhas, que podem incluir a adoção de um lockdown, acelerando o processo que devolverá ao Brasil seu lugar no mapa da fome no mundo.

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