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Bruno Covas é extubado e deixa UTI

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Em tratamento contra um câncer desde 2019, o prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas, foi extubado na noite de ontem (3) após o sangramento em uma úlcera no estômago ter sido estancado. Ele continua internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, mas deixou a unidade de terapia intensiva (UTI). Agora, Covas aguarda liberação de um leito de unidade semi-intensiva, sem previsão de alta.

“Entendemos o sangramento como evento pontual. Faz parte do acompanhamento de doentes crônicos que tenham eventos pontuais. No caso, foi um sangramento gástrico, mas poderia ter sido uma infecção ou qualquer outra contingência. Como tal, este procedimento foi enfrentado. Foi enfrentado o sangramento, foi estancado o sangramento, o paciente foi para uma unidade de terapia intensiva e acaba de ter alta”, explicou o médico David Uip, que compõe a equipe médica que trata o prefeito e que já foi médico particular do avô do prefeito, o ex-governador Mário Covas, que também lutou contra um câncer.

Em entrevista coletiva no início da tarde de hoje (4), os médicos que o atendem disseram que Covas está bem, fazendo piadas e querendo assistir ao jogo do time pelo qual torce, o Santos, contra o The Strongest, que se enfrentam hoje pela Copa Libertadores da América.

“Essa foi a grande angústia que ele teve e ele ficou muito feliz em sair da UTI [para ver o jogo]”, disse o médico Artur Katz.

“Hoje ele está animado, revigorado, fazendo piadas e descontraído. Essa é uma característica da personalidade dele. Mesmo diante das dificuldades e desafios que ele tem, ele sempre procura fazer piadas e descontrair. Ele está motivado para seguir adiante nessa batalha, nessa jornada, com nossa ajuda”, disse o médico oncologista Tulio Eduardo Flesch Pfiffer.

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Por enquanto, os médicos não têm previsão de quando Covas poderá retomar o seu tratamento fazendo as sessões de quimioterapia e de imunoterapia, que deveriam ter ocorrido ontem (3) e foram suspensas após Covas apresentar o sangramento.

“Aquilo que estava previsto que era a segunda sessão de quimioimunoterapia foi obviamente adiada e vai depender de outros fatores, inclusive a recuperação do sangramento. Além do estancamento do sangue, ele teve que receber unidades de sangue. Foi um sangramento agudo. O prefeito neste momento está normal, sentado em uma cadeira, conversando habitualmente”, acrescentou Uip.

Sangramento

Bruno Covas foi internado no último domingo (2) para fazer exames de rotina de sangue, de imagem e endoscópios, que acabaram demonstrando um sangramento no local do tumor inicial. Os médicos decidiram então intubá-lo.

“A intubação foi uma estratégia basicamente para evitar que os coágulos fossem aspirados e fossem contaminar a via aérea. Foi basicamente uma intubação para proteger a via aérea durante a realização de um evento. Uma vez superada a hemorragia e o estômago todo limpo, se pode proceder a extubação”, explicou Katz.

“O objetivo atual é recolocar o prefeito em suas condições ideais de saúde, seja pela reposição do sangue perdido, seja pelo controle hemodinâmico, seja por nutrição, para que a gente possa futuramente avaliar quando tomar alguma decisão do ponto de vista oncológico, do ponto de vista de continuidade do tratamento, já que essa intercorrência (o sangramento) nos forçou a uma espécie de desvio dos planos originais”, explicou Arthur. “Uma vez superada a intercorrência, vamos planejar o que fazer daqui para a frente”, acrescentou.

Ainda no domingo, Covas comunicou que encaminhou à Câmara Municipal o seu pedido de afastamento da prefeitura pelo período de 30 dias para dar prosseguimento ao seu tratamento contra a doença. O pedido encaminhado à Câmara Municipal não precisou ser votado e foi publicado hoje no Diário Oficial do município. Nesse período, o cargo será assumido pelo vice-prefeito, Ricardo Nunes.

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Histórico

Covas foi diagnosticado com um adenocarcinoma em outubro de 2019, um câncer na região da cárdia, entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado e uma lesão nos linfonodos. Após o diagnóstico, ele iniciou um tratamento de quatro meses de quimioterapia.

Em fevereiro do ano passado, exames demonstraram regressão da lesão esôfago-gástrica e da lesão hepática, mas uma biópsia detectou que o câncer nos linfonodos ainda persistia e os médicos decidiram então iniciar uma nova fase de tratamento, baseado em imunoterapia, uma estratégia que permite ao próprio sistema imune do paciente combater a doença. Exames feitos pelo prefeito em abril de 2020 demonstraram controle da lesão em linfonodos.

Já neste ano, em fevereiro, Covas passou por um novo tratamento quimioterápico após os médicos descobrirem um novo nódulo no fígado. E em meados de abril, exames de controle demonstraram novos pontos da doença no fígado e nos ossos. Com isso, os médicos decidiram dar continuidade ao tratamento com quimioterapia, além de imunoterapia. Na semana passada, no dia 27 de abril, ele recebeu alta do hospital, mas voltou a ser internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) no último domingo (2), após se sentir indisposto, com náuseas e abatido. Os médicos então decidiram intubá-lo por um dia para que o sangramento pudesse ser contido.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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Operação apura fraudes no de R$ 2,5 bilhões no sistema financeiro

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Uma organização criminosa que montou uma complexa rede com pessoas físicas e jurídicas fictícias, responsável por movimentações financeiras fraudulentas é o alvo da Polícia Federal nesta terça-feira (11). 

A Operação Black Flag apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e de lavagem de dinheiro no valor de R$ 2,5 bilhões. No total, 220 policiais federais e 50 servidores da Receita Federal participam da operação, com buscas e prisões nos estados de Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Sãos cumpridos 15 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão, expedidos pela Primeira Vara Federal de Campinas.

Entre as medidas, estão o bloqueio de contas e investimentos no valor de R$ 261 milhões, o sequestro de bens imóveis e o congelamento de transferências de bens móveis. Também foi determinado o afastamento de um policial federal do exercício do cargo.

Início

A investigação começou há dois anos e contou com a atuação conjunta da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público Federal. As fraudes foram descobertas a partir de ações fiscais da Receita Federal, que detectou movimentações financeiras suspeitas.

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Com a instauração do inquérito policial e o avanço das investigações, foi descoberta uma complexa rede de pessoas físicas e jurídicas fictícias. O objetivo das operações era propiciar aos integrantes da organização criminosa um alto padrão de vida, com a aquisição de veículos de luxo, imóveis, lanchas e patrocínio de esporte automobilístico

“Para proteger o patrimônio, foram criadas empresas que assumiram a propriedade dos bens e os blindaram de eventuais ações fiscais, cujos créditos já apurados pela Receita Federal ultrapassam R$ 150 milhões. A origem de recursos é pública, já que a primeira empresa fictícia obteve um contrato com uma agência de fomento econômico estatal  e outro com a Caixa Econômica Federal, no valor total de R$ 73 milhões na época do fato, em 2011, o que, em valores corrigidos, importa em aproximadamente R$ 100 milhões”, informou a PF.

Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro, crimes contra a ordem tributária, estelionato, falsidade ideológica e material e organização criminosa.

Edição: Maria Claudia

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Fonte: EBC Geral

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