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Mark Zuckerberg anuncia integração entre WhatsApp e Messenger

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 Segundo o criador do Facebook, o usuário será capaz de manter as contas separadas se desejar 

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou nesta quarta-feira (6) que integrará o Messenger e o WhatsApp em uma única plataforma de conversas, com “foco em privacidade”.

“Planejamos começar a permitir que você envie mensagens para seus contatos usando qualquer um de nossos serviços e, em seguida, estenda essa interoperabilidade para o SMS também”, disse Zuckerberg.

Segundo ele, o usuário será capaz de manter as contas separadas se desejar.

“Quando penso no futuro da internet, acredito que uma plataforma de comunicações com foco em privacidade se tornará mais importante do que hoje as plataformas abertas de hoje.”

Em um grande texto com foco em privacidade -discurso já esperado diante do escrutínio que a empresa enfrenta de reguladores -Zuckerberg diz que o Facebook não tem uma “reputação forte” em construir serviços baseados em privacidade e que historicamente focou em “ferramentas mais abertas”.

Segundo o texto, a troca de mensagens será a mais segura possível, com foco em interações privadas, criptografia, segurança, interoperabilidade e armazenamento seguro.

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Nesse último ponto, Zuckerberg diz que as pessoas têm expectativa de que a empresa não guarde dados sensíveis em países que atacam direitos humanos como privacidade e liberdade de expressão, o que pode ser um indicativo de que ele finalmente desistirá de entrar na China, que controla a internet dos cidadãos.

Há alguns anos, Zuckerberg quer levar o acesso ao Facebook aos cerca de 800 milhões de chineses conectados, mas sofre negativas do governo chinês, que não tem interesse na plataforma e prioriza o uso do WeChat, superapp que reúne uma série de serviços, de comunicações a transporte e alimentação.

A mudança leva o Facebook a um acesso cada vez maior às pessoas e surge um ano depois de seu maior escândalo de violação à privacidade e uso irregular de dados. Em março de 2018, denúncias mostraram que a consultoria política Cambridge Analytica, contratada pela campanha de Donald Trump, conseguiu direcionar propaganda a pessoas que não haviam autorizado o uso de suas informações para um aplicativo na plataforma.

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Desde então, a empresa passou por uma série de casos relativos à segurança de dados pessoais e encara pressão de autoridades e da opinião pública.

Apesar de quedas nas ações em 2018, a saúde financeira da companhia é estável e a plataforma atingiu novo recorde no número de usuários em seu último balanço, que chegou a 2,53 bilhões por mês. Com informações da Folhapress.

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Coronavírus: ‘Não há dúvida sobre eficácia de lockdown’, diz ex-chefe do combate à pandemia em Israel

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Apesar do “custo econômico e social” que países de todo o mundo pagaram por confinar sua população, “não há dúvida” sobre a eficácia dos lockdowns no combate à pandemia de covid-19, diz à BBC News Brasil o epidemiologista israelense Gabriel Barbash.

Ex-diretor-geral do Ministério da Saúde de Israel, Barbash foi nomeado no ano passado para comandar a resposta do país à pandemia de covid-19, mas acabou renunciando ao cargo devido a divergências sobre os poderes que ele teria para lidar com a segunda onda de casos de coronavírus.

“O lockdown é muito eficiente (como medida de controle), embora seu custo econômico e social seja muito alto. Ele reduziu o número de infecções diárias. Não há dúvida sobre sua eficácia”, diz ele, que é diretor do Instituto Weizmann de Ciências, sediado em Rehovot (Israel), um dos principais institutos multidisciplinares do mundo.

Mas Barbash faz uma ressalva.

“É preciso gerir cuidadosamente o que acontece depois do lockdown, pois, dependendo do que os governos fizerem, todos os ganhos podem ser perdidos”.

Em entrevista à emissora CNN Brasil, o novo ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Queiroga, descartou o lockdown como “política de governo” contra a covid-19. Segundo ele, confinamentos só deveriam ser usados em “situações extremas”.

“Esse termo de lockdown decorre de situações extremas. São situações extremas em que se aplica. Não pode ser política de governo fazer lockdown. Tem outros aspectos da economia para serem olhados”, disse.

Falando à BBC News Brasil por telefone de Tel Aviv, Barbash critica o governo de seu país no controle do vírus, mas elogia o programa de vacinação.

“Governos devem ouvir o que os cientistas têm a dizer. Em última análise, a decisão sobre quais medidas tomar é dos políticos. Mas em muitas ocasiões eles (governo) não nos escutaram”, diz.

“Não acho que a ciência ou a medicina tem que ‘dirigir o espetáculo’. Temos que dizer ao governos o que precisa ser feito e eles devem nos ouvir. Mas não podemos impor nada. São os políticos que devem ser julgados pelos público, não os cientistas.”

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“Quando um governo se depara com um problema de saúde pública, ele deve ouvir o que a ciência tem para dizer. Evidentemente, não há uma única ciência. Há uma diversidade de opiniões de cientistas e esta pandemia mostrou que não sabemos o impacto de todas as medidas, com exceção do lockdown, como abertura ou fechamento de escolas. A ciência não tem toda as respostas”, acrescenta.

Israel implementou três lockdowns. Com uma população de 9 milhões, o país teve mais de 820 mil casos confirmados de covid-19 e 6 mil mortes.

Se, na opinião de Barbash, Israel “fracassou” em controlar a pandemia, foi bem-sucedido em seu programa de vacinação.

O país foi o que mais vacinou até agora, com 109,66 doses administradas para cada 100 pessoas.

A título de comparação, a taxa do Brasil é de 5,6 doses para cada 100 pessoas.

“É preciso diferenciar o controle da pandemia e o programa de vacinação. Israel não foi bem-sucedido em controlar a pandemia. Impusemos três lockdowns e saímos deles sem ter nos beneficiado totalmente dos ganhos. O governo tentou agradar o público e como resultado tomou decisões erradas”, diz ele.

Questionado sobre o que o governo deveria ter feito, Barbash diz que a gestão do primeiro-ministro Binyamin Netanyhu deveria ter “desenvolvido a confiança pública”.

“Confrontamos a pandemia com uma coalizão vacilante. Tivemos quatro eleições em dois anos. Isso deixou o governo numa situação difícil. A ameaça iminente de novas eleições o levou a uma abordagem desorganizada e a tomar medidas de caráter populista”, opina.

Já em relação à vacinação, Barbash diz que a confiança dos israelenses na ciência e na medicina ajudou.

“Em primeiro lugar, a população israelense tem grande confiança na ciência e na medicina. Em segundo lugar, Israel tem um sistema de atenção primária à saúde muito bem organizado”, explica.

Questionado sobre se Bolsonaro deveria ter seguido o exemplo de seu aliado Netanyahu, que implementou três lockdowns, Barbash argumenta que não está “familiarizado com a situação do Brasil”.

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E considera que Israel cometeu um “grande erro” ao não vacinar os palestinos que vivem na Cisjordânia.

“Um grande erro epidemiológico e prático. Se estão vivendo juntos (com israelenses), deveríamos ter vacinado todos eles”, diz.

Por fim, Barbash faz um alerta com relação à vacinação.

“Em nenhum lugar do mundo, vacinação é tudo. É preciso restringir a mobilidade das pessoas. Só vacinar não é suficiente. Se deixarmos o vírus correr solto, aumentamos a chance de que novas variantes mais resistentes surjam”.

Especialistas ouvidos recentemente pela BBC News Brasil concordam.

“Vírus estão sempre mutando. As mutações que forem favoráveis a ele, quando não há restrição à transmissão, serão selecionadas e vão predominar”, explica Denise Garrett, infectologista e atual vice-presidente do Sabin Vaccine Institute, em Washington, nos Estados Unidos.

O maior temor é que num ambiente onde a taxa de vacinação é baixa e a taxa de transmissão é alta, como no Brasil, “podemos ter variantes que possam comprometer a eficácia das vacinas”, diz ela, que trabalhou por mais de 20 anos no CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), órgão ligado ao Departamento de Saúde americano.

“Eventualmente, e isso ainda não aconteceu, uma vez que as novas cepas estão respondendo às vacinas, que protegem contra a forma mais grave da doença, podemos ter variantes que possam comprometer a eficácia das vacinas”.

“Claro que num ambiente onde a taxa de vacinação é baixa e a taxa de transmissão é alta, como no Brasil, esse risco é muito mais elevado”.

“Ninguém está seguro até que todos estejam seguros. Nenhum país vai se sentir seguro enquanto houver um país como o Brasil, onde não há nenhum tipo de controle”, conclui ela, para quem o Brasil virou uma “ameaça global”.

BBC

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