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PERIGO: Aplicativo que envelhece ameaça a privacidade: “Não usem”

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Não é a primeira vez que o aplicativo é alvo de suspeitas

O aplicativo FaceApp se tornou a grande sensação do momento, levando milhões de pessoas por todo o mundo a usarem a tecnologia de reconhecimento facial para mostrarem aos seus amigos como seriam se fossem mais velhos ou mais novos.

Porém, também têm surgido vários avisos e suspeitas de roubo de dados privados através da FaceApp, notícias que foram recebidas com alguma apreensão dado que o aplicativo lidera as tabelas do Google Play e da App Store. Estas preocupações não são de agora e já duram desde 2017, quando o FaceApp também fez sucesso com outro filtro de imagem.

Segundo a ABC Austrália, o app foi criada por developers russos entre os quais Yaroslav Goncharov, que em 2017 contou que o app fazia uso de “redes neurais para modificar qualquer fotografia ao mesmo tempo que a mantinha fotorrealista”. Apesar de ser bem-sucedida naquilo que se propõe a fazer, o FaceApp se tornou o alvo de especialistas em privacidade que apontaram que o aplicativo “pedia mais direitos daquilo que precisava para oferecer o serviço”.

“A resposta curta: não usem”, afirmou o presidente da Fundação de Privacidade da Austrália, David Vaile. “É impossível dizer o que acontece quando carrega [uma fotografia] e isso é um problema. Eles dizem que permite o envio para qualquer lugar e para quem queira, desde que haja uma ligação podem fazer muita coisa”.

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O FaceApp alcançou novamente o status de viral do momento mas, dado que voltou a levantar questões sobre privacidade, é natural que volte a ser visto com desconfiança.

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Coronavírus: ‘Não há dúvida sobre eficácia de lockdown’, diz ex-chefe do combate à pandemia em Israel

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Apesar do “custo econômico e social” que países de todo o mundo pagaram por confinar sua população, “não há dúvida” sobre a eficácia dos lockdowns no combate à pandemia de covid-19, diz à BBC News Brasil o epidemiologista israelense Gabriel Barbash.

Ex-diretor-geral do Ministério da Saúde de Israel, Barbash foi nomeado no ano passado para comandar a resposta do país à pandemia de covid-19, mas acabou renunciando ao cargo devido a divergências sobre os poderes que ele teria para lidar com a segunda onda de casos de coronavírus.

“O lockdown é muito eficiente (como medida de controle), embora seu custo econômico e social seja muito alto. Ele reduziu o número de infecções diárias. Não há dúvida sobre sua eficácia”, diz ele, que é diretor do Instituto Weizmann de Ciências, sediado em Rehovot (Israel), um dos principais institutos multidisciplinares do mundo.

Mas Barbash faz uma ressalva.

“É preciso gerir cuidadosamente o que acontece depois do lockdown, pois, dependendo do que os governos fizerem, todos os ganhos podem ser perdidos”.

Em entrevista à emissora CNN Brasil, o novo ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Queiroga, descartou o lockdown como “política de governo” contra a covid-19. Segundo ele, confinamentos só deveriam ser usados em “situações extremas”.

“Esse termo de lockdown decorre de situações extremas. São situações extremas em que se aplica. Não pode ser política de governo fazer lockdown. Tem outros aspectos da economia para serem olhados”, disse.

Falando à BBC News Brasil por telefone de Tel Aviv, Barbash critica o governo de seu país no controle do vírus, mas elogia o programa de vacinação.

“Governos devem ouvir o que os cientistas têm a dizer. Em última análise, a decisão sobre quais medidas tomar é dos políticos. Mas em muitas ocasiões eles (governo) não nos escutaram”, diz.

“Não acho que a ciência ou a medicina tem que ‘dirigir o espetáculo’. Temos que dizer ao governos o que precisa ser feito e eles devem nos ouvir. Mas não podemos impor nada. São os políticos que devem ser julgados pelos público, não os cientistas.”

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“Quando um governo se depara com um problema de saúde pública, ele deve ouvir o que a ciência tem para dizer. Evidentemente, não há uma única ciência. Há uma diversidade de opiniões de cientistas e esta pandemia mostrou que não sabemos o impacto de todas as medidas, com exceção do lockdown, como abertura ou fechamento de escolas. A ciência não tem toda as respostas”, acrescenta.

Israel implementou três lockdowns. Com uma população de 9 milhões, o país teve mais de 820 mil casos confirmados de covid-19 e 6 mil mortes.

Se, na opinião de Barbash, Israel “fracassou” em controlar a pandemia, foi bem-sucedido em seu programa de vacinação.

O país foi o que mais vacinou até agora, com 109,66 doses administradas para cada 100 pessoas.

A título de comparação, a taxa do Brasil é de 5,6 doses para cada 100 pessoas.

“É preciso diferenciar o controle da pandemia e o programa de vacinação. Israel não foi bem-sucedido em controlar a pandemia. Impusemos três lockdowns e saímos deles sem ter nos beneficiado totalmente dos ganhos. O governo tentou agradar o público e como resultado tomou decisões erradas”, diz ele.

Questionado sobre o que o governo deveria ter feito, Barbash diz que a gestão do primeiro-ministro Binyamin Netanyhu deveria ter “desenvolvido a confiança pública”.

“Confrontamos a pandemia com uma coalizão vacilante. Tivemos quatro eleições em dois anos. Isso deixou o governo numa situação difícil. A ameaça iminente de novas eleições o levou a uma abordagem desorganizada e a tomar medidas de caráter populista”, opina.

Já em relação à vacinação, Barbash diz que a confiança dos israelenses na ciência e na medicina ajudou.

“Em primeiro lugar, a população israelense tem grande confiança na ciência e na medicina. Em segundo lugar, Israel tem um sistema de atenção primária à saúde muito bem organizado”, explica.

Questionado sobre se Bolsonaro deveria ter seguido o exemplo de seu aliado Netanyahu, que implementou três lockdowns, Barbash argumenta que não está “familiarizado com a situação do Brasil”.

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E considera que Israel cometeu um “grande erro” ao não vacinar os palestinos que vivem na Cisjordânia.

“Um grande erro epidemiológico e prático. Se estão vivendo juntos (com israelenses), deveríamos ter vacinado todos eles”, diz.

Por fim, Barbash faz um alerta com relação à vacinação.

“Em nenhum lugar do mundo, vacinação é tudo. É preciso restringir a mobilidade das pessoas. Só vacinar não é suficiente. Se deixarmos o vírus correr solto, aumentamos a chance de que novas variantes mais resistentes surjam”.

Especialistas ouvidos recentemente pela BBC News Brasil concordam.

“Vírus estão sempre mutando. As mutações que forem favoráveis a ele, quando não há restrição à transmissão, serão selecionadas e vão predominar”, explica Denise Garrett, infectologista e atual vice-presidente do Sabin Vaccine Institute, em Washington, nos Estados Unidos.

O maior temor é que num ambiente onde a taxa de vacinação é baixa e a taxa de transmissão é alta, como no Brasil, “podemos ter variantes que possam comprometer a eficácia das vacinas”, diz ela, que trabalhou por mais de 20 anos no CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), órgão ligado ao Departamento de Saúde americano.

“Eventualmente, e isso ainda não aconteceu, uma vez que as novas cepas estão respondendo às vacinas, que protegem contra a forma mais grave da doença, podemos ter variantes que possam comprometer a eficácia das vacinas”.

“Claro que num ambiente onde a taxa de vacinação é baixa e a taxa de transmissão é alta, como no Brasil, esse risco é muito mais elevado”.

“Ninguém está seguro até que todos estejam seguros. Nenhum país vai se sentir seguro enquanto houver um país como o Brasil, onde não há nenhum tipo de controle”, conclui ela, para quem o Brasil virou uma “ameaça global”.

BBC

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