PORTO VELHO

Mundo

WhatsApp começa teste de compartilhamento de status com Facebook, Instagram e até Gmail

Mundo

Os usuários da versão beta poderão compartilhar fotos, textos e vídeos diretamente nos outros aplicativos.

 

O WhatsApp está testando a ideia de permitir que seus usuários compartilhem postagens de seu status com outros aplicativos. A partir desta quarta-feira (26/6), os usuários do programa beta do mensageiro começarão a ver uma nova opção de compartilhamento abaixo do Status, que pode ser usada para postar um momento diretamente no Stories do Facebook ou enviá-lo para outras plataformas, como Instagram, Gmail ou Google Fotos.

Embora haja um link direto para compartilhar seu status no Facebook, o WhatsApp diz que não está fazendo nada para vincular suas contas nos dois serviços.

Em vez disso, ele usa as mesmas APIs de compartilhamento de dados do iOS e do Android de todos os outros aplicativos, o que significa que os dados são transferidos entre os aplicativos no dispositivo.

Mesmo se você compartilhar dados com outro serviço de propriedade do Facebook, como o Instagram, o WhatsApp diz que os dois posts serão eventos separados nos sistemas do Facebook, e eles não serão vinculados.

Leia Também:  Mega-Sena acumula pela 5ª vez e sorteará R$ 44 mi na quarta

Também não há opção para que seu status do WhatsApp seja compartilhado automaticamente com outro serviço; o messenger afirma ainda que deseja que o recurso seja uma decisão ativa por parte do usuário.

Segundo o site The Verge, o WhatsApp deve ter cuidado ao criar uma rede de compartilhamento de dados com o Facebook. Isso porque, em 2014, quando a rede social de Mark Zuckerberg comprou o serviço de troca de mensagens, foi anunciado que o WhatsApp funcionaria “de forma independente e autônoma”.

Mas essa afirmação já não está em prática desde 2016, quando eles começaram a compartilhar os dados com o Facebook. Por esse motivo, a empresa foi multada em 2017 pela Comissão Europeia e condenada a pagar US$122 milhões por enganar os usuários sobre até que ponto eles disponibilizariam as informações antes da aquisição.

O novo recurso de compartilhamento de status do WhatsApp não faz nenhum compartilhamento de dados. O aviso é para que os usuários fiquem atentos, pois o Facebook está no caminho para permitir que usuários dos três principais serviços deles – Facebook, Instagram e WhatsApp – se comuniquem através de um único backend.

Leia Também:  Viagem de ônibus mais longa do mundo passa por Rondônia

Lançado em 2017, o WhatsApp Status cresceu até ser usado por 500 milhões de usuários por dia e, em 2020, se tornará o primeiro espaço do WhatsApp a exibir anúncios.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mundo

Coronavírus: ‘Não há dúvida sobre eficácia de lockdown’, diz ex-chefe do combate à pandemia em Israel

Publicados

em

Por

Apesar do “custo econômico e social” que países de todo o mundo pagaram por confinar sua população, “não há dúvida” sobre a eficácia dos lockdowns no combate à pandemia de covid-19, diz à BBC News Brasil o epidemiologista israelense Gabriel Barbash.

Ex-diretor-geral do Ministério da Saúde de Israel, Barbash foi nomeado no ano passado para comandar a resposta do país à pandemia de covid-19, mas acabou renunciando ao cargo devido a divergências sobre os poderes que ele teria para lidar com a segunda onda de casos de coronavírus.

“O lockdown é muito eficiente (como medida de controle), embora seu custo econômico e social seja muito alto. Ele reduziu o número de infecções diárias. Não há dúvida sobre sua eficácia”, diz ele, que é diretor do Instituto Weizmann de Ciências, sediado em Rehovot (Israel), um dos principais institutos multidisciplinares do mundo.

Mas Barbash faz uma ressalva.

“É preciso gerir cuidadosamente o que acontece depois do lockdown, pois, dependendo do que os governos fizerem, todos os ganhos podem ser perdidos”.

Em entrevista à emissora CNN Brasil, o novo ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Queiroga, descartou o lockdown como “política de governo” contra a covid-19. Segundo ele, confinamentos só deveriam ser usados em “situações extremas”.

“Esse termo de lockdown decorre de situações extremas. São situações extremas em que se aplica. Não pode ser política de governo fazer lockdown. Tem outros aspectos da economia para serem olhados”, disse.

Falando à BBC News Brasil por telefone de Tel Aviv, Barbash critica o governo de seu país no controle do vírus, mas elogia o programa de vacinação.

“Governos devem ouvir o que os cientistas têm a dizer. Em última análise, a decisão sobre quais medidas tomar é dos políticos. Mas em muitas ocasiões eles (governo) não nos escutaram”, diz.

“Não acho que a ciência ou a medicina tem que ‘dirigir o espetáculo’. Temos que dizer ao governos o que precisa ser feito e eles devem nos ouvir. Mas não podemos impor nada. São os políticos que devem ser julgados pelos público, não os cientistas.”

Leia Também:  Viagem de ônibus mais longa do mundo passa por Rondônia

“Quando um governo se depara com um problema de saúde pública, ele deve ouvir o que a ciência tem para dizer. Evidentemente, não há uma única ciência. Há uma diversidade de opiniões de cientistas e esta pandemia mostrou que não sabemos o impacto de todas as medidas, com exceção do lockdown, como abertura ou fechamento de escolas. A ciência não tem toda as respostas”, acrescenta.

Israel implementou três lockdowns. Com uma população de 9 milhões, o país teve mais de 820 mil casos confirmados de covid-19 e 6 mil mortes.

Se, na opinião de Barbash, Israel “fracassou” em controlar a pandemia, foi bem-sucedido em seu programa de vacinação.

O país foi o que mais vacinou até agora, com 109,66 doses administradas para cada 100 pessoas.

A título de comparação, a taxa do Brasil é de 5,6 doses para cada 100 pessoas.

“É preciso diferenciar o controle da pandemia e o programa de vacinação. Israel não foi bem-sucedido em controlar a pandemia. Impusemos três lockdowns e saímos deles sem ter nos beneficiado totalmente dos ganhos. O governo tentou agradar o público e como resultado tomou decisões erradas”, diz ele.

Questionado sobre o que o governo deveria ter feito, Barbash diz que a gestão do primeiro-ministro Binyamin Netanyhu deveria ter “desenvolvido a confiança pública”.

“Confrontamos a pandemia com uma coalizão vacilante. Tivemos quatro eleições em dois anos. Isso deixou o governo numa situação difícil. A ameaça iminente de novas eleições o levou a uma abordagem desorganizada e a tomar medidas de caráter populista”, opina.

Já em relação à vacinação, Barbash diz que a confiança dos israelenses na ciência e na medicina ajudou.

“Em primeiro lugar, a população israelense tem grande confiança na ciência e na medicina. Em segundo lugar, Israel tem um sistema de atenção primária à saúde muito bem organizado”, explica.

Questionado sobre se Bolsonaro deveria ter seguido o exemplo de seu aliado Netanyahu, que implementou três lockdowns, Barbash argumenta que não está “familiarizado com a situação do Brasil”.

Leia Também:  WhatsApp terá funcionalidade de mensagens temporárias

E considera que Israel cometeu um “grande erro” ao não vacinar os palestinos que vivem na Cisjordânia.

“Um grande erro epidemiológico e prático. Se estão vivendo juntos (com israelenses), deveríamos ter vacinado todos eles”, diz.

Por fim, Barbash faz um alerta com relação à vacinação.

“Em nenhum lugar do mundo, vacinação é tudo. É preciso restringir a mobilidade das pessoas. Só vacinar não é suficiente. Se deixarmos o vírus correr solto, aumentamos a chance de que novas variantes mais resistentes surjam”.

Especialistas ouvidos recentemente pela BBC News Brasil concordam.

“Vírus estão sempre mutando. As mutações que forem favoráveis a ele, quando não há restrição à transmissão, serão selecionadas e vão predominar”, explica Denise Garrett, infectologista e atual vice-presidente do Sabin Vaccine Institute, em Washington, nos Estados Unidos.

O maior temor é que num ambiente onde a taxa de vacinação é baixa e a taxa de transmissão é alta, como no Brasil, “podemos ter variantes que possam comprometer a eficácia das vacinas”, diz ela, que trabalhou por mais de 20 anos no CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), órgão ligado ao Departamento de Saúde americano.

“Eventualmente, e isso ainda não aconteceu, uma vez que as novas cepas estão respondendo às vacinas, que protegem contra a forma mais grave da doença, podemos ter variantes que possam comprometer a eficácia das vacinas”.

“Claro que num ambiente onde a taxa de vacinação é baixa e a taxa de transmissão é alta, como no Brasil, esse risco é muito mais elevado”.

“Ninguém está seguro até que todos estejam seguros. Nenhum país vai se sentir seguro enquanto houver um país como o Brasil, onde não há nenhum tipo de controle”, conclui ela, para quem o Brasil virou uma “ameaça global”.

BBC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

RONDÔNIA

PORTO VELHO

POLÍTICA RO

MAIS LIDAS DA SEMANA