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Pai de atirador de Aracruz afirma que o filho sofreu bullying

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Imagem de atirador que invadiu duas escolas no Espírito Santo
Reprodução – 25.11.2022

Imagem de atirador que invadiu duas escolas no Espírito Santo

O pai do atirador , de 16 anos, que matou quatro pessoas e deixou 12 feridas ao cometer um atentado a tiros contra duas escolas em Aracruz , no Espírito Santo , afirmou ao programa “Domingo Espetacular”, da TV Record, que o filho sofreu bullying na escola onde estudava há aproximadamente dois anos e que houve uma “transformação”  no comportamento do jovem após isso.

“É um sentimento totalmente de surpresa. Diante de uma atitude dessas, inesperada. Nós nunca nem imaginávamos algo assim. Ele [o meu filho] passou por um problema de bullying, realmente há um período de aproximadamente uns dois anos. Ele andou reclamando disso com a gente. E, a partir desse momento, houve sim uma transformação”, contou o pai do assassino, que é tenente da Polícia Militar.

“[Se eu encontrasse os parentes das pessoas que morreram], com certeza, eu iria estar pedindo o perdão em nome do meu filho. E dizer o mais importante: tem pessoas maquiavélicas, pessoas do mal por trás. E o contato, eu acredito que seja pela internet, que manipula esses jovens, contamina eles. E levam eles a cometer esse tipo de atitude, a cometer tragédias como essa”, pontuou.

Nas redes sociais o tenente da Polícia Militar capixaba publicou há algum tempo uma foto da capa do livro “Minha Luta”, em que Adolf Hitler expôs suas ideias antissemitas. Após o ataque, a publicação do pai do atirador veio à tona e gerou discussões na internet, muitas delas associando o pai à atitude tomada pelo filho. 

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Durante a entrevista, o policial militar afirmou quepor causa da publicação ele está recebendo ameaças e tem sido acusado de práticas nazistas. “Estou recebendo uma série de ameaças, por parte de pessoas que eu não conheço, falando que eu sou nazista, que eu que ensinei meu filho a atirar, que eu forneci as armas para ele cometer esse tipo de atentado”, contou.

O que diz a polícia 

A Polícia Civil do Espírito Santo informou que o  assassino vai responder por ato infracional análogo aos crimes de 10 tentativas de homicídio qualificado por motivo fútil e três homicídios qualificados por motivo fútil.

O atirador foi encaminhado ao Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), em Cariacica, na Grande Vitória. As armas e as munições usadas no crime foram apreendidas pela polícia e encaminhadas para o setor do Departamento de Criminalística – Balística da PCES. A Polícia Civil investiga o caso e a motivação do atentado.

Como o tiroteio aconteceu?

Na manhã desta sexta-feira, o adolescente armado com roupas similares ao do Exército arrombou o cadeado do portão da escola pública Primo Bitti  e foi direto à sala dos professores, onde efetuou os primeiros disparos. Em seguida, ele se deslocou até a escola particular Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC), no mesmo bairro, e disparou contra os alunos.

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Quais foram os recursos usados no crime?

O assassino utilizou o carro do pai, um Renault Duster dourado que ele cobriu a placa. A arma do crime, segundo a Polícia Militar foram duas, uma pistola .40 e um revólver 38. Um dos equipamentos pertencia ao pai, que é policial militar .

A confissão

O adolescente foi preso por volta das 14h em casa . Os militares relataram que foi uma operação conjunta entre a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal. Primeiro, eles identificaram o veículo utilizado para a fuga e depois cercaram a residência do garoto.

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Fonte: IG Nacional

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Hospital montando para atender yanomamis entra em funcionamento

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Crianças yanomami sofrem com desnutrição
Júnior Hekurari/Arquivo Pessoal – 21.01.2023

Crianças yanomami sofrem com desnutrição

O hospital de campanha montado pela Força Aérea Brasileira (FAB) em Boa Vista (RR) começou a funcionar na última sexta-feira, quando os profissionais de saúde iniciaram o atendimento aos indígenas da Reserva Yanomami, que viram o número de casos de malária e de desnutrição de adultos e crianças explodir nos últimos anos.

Ao todo, 30 militares médicos da própria Aeronáutica, e de diferentes especialidades, como clínica médica, ortopedia, cirurgia geral, pediatria, radiologia, ginecologia, patologia, além de farmacêuticos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, foram destacados para atender os pacientes.

O hospital conta com laboratórios e ambulatórios para atendimentos emergenciais, consultas, exames e ultrassonografias.

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, 576 Yanomami estão internados. Há cinco dias, o número chegava a 777. De acordo com o Ministério da Saúde, só na quarta-feira, as equipes da Força Nacional do SUS atenderam a 148 pacientes, sendo 77 homens e 71 mulheres, todos adultos.

As principais queixas são quadros de diarreia, pneumonia, suspeitas de tuberculose – quadros sérios, agravados pelo alto grau de desnutrição.

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Um segundo hospital de campanha está sendo montado no Surucucu, um dos polos base da Terra Indígena Yanomami, e apenas os pacientes em estado grave estão sendo levados a Boa Vista.

Fonte: IG Nacional

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