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Operação do MP, policias e órgãos ambientais cumpre mandados e investiga prejuízos de R$ 345 milhões em estação ecológica

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO), a Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Meio Ambiente (DERCCMA), o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), com apoio do Núcleo de Operações Aéreas da Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania (NOA) e do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), deflagraram a Operação Arigós, com objetivo o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em áreas urbana e rural, além de constatação de dano ambiental em grande extensão de terras situadas na região conhecida como Soldados da Borracha, localizada entre os municípios de Cujubim e Porto Velho.

Segundo o MP, a ação visa instruir investigação que a apura crimes ambientais praticados em grande extensão de área situada na Estação Ecológica Soldados da Borracha, unidade de conservação de proteção integral, que tem como única e exclusiva finalidade a preservação da natureza e realização de pesquisas científicas, mas que sofre grande desmatamento, em tese praticado pelo grupo criminoso investigado, já detectado preliminarmente dano em uma área de 9.684 hectares, equivalente a quase 9.000 campos de futebol e com estimado monetariamente em R$ 345.000.000.

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Nesta fase, a investigação pretende-se identificar os reais mentores e beneficiários dos crimes ambientais, que normalmente atuam à distância, valendo-se de interpostas pessoas para construírem uma espécie de blindagem contra as responsabilidades criminais, cíveis e administrativas decorrentes dos ilícitos cometidos a seu mando e conseguirem usufruir o respectivo proveito sob o manto da impunidade.

Arigó é o nome de uma ave conhecida por suas características migratórias em bando e, por tal razão, passou a ser o apelido atribuído aos antigos soldados da borracha, nordestinos que migraram para a Amazônia na década de 1940 para trabalharem na extração de látex, durante a Segunda Guerra Mundial.

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POLÍCIA“Operação Samuel” da DRACO 2 tenta desarticular esquema de invasões de terras envolvendo policiais militares em Rondônia

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A Polícia Civil de Rondônia, por meio da 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado – Draco 2, deflagrou na manhã desta quarta-feira (15), a 6ª fase da Operação Canaã, intitulada de “Samuel”.

 

 

Foram cumpridos 10 (dez) mandados de prisão preventiva e 6 (seis) mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Porto Velho, Ji-Paraná e São Francisco do Guaporé, com o objetivo de desarticular mais um núcleo da organização criminosa dedicada à invasão de terras públicas estaduais, neste caso, à Estação Ecológica de Samuel, localizada no município de Candeias do Jamari.

Segundo os delegados responsáveis, após o loteamento da ESEC Samuel, efetivado com o auxílio de um topógrafo, o núcleo criminoso promovia a venda dos lotes, coordenava invasão e promovia a manutenção dos compradores no interior da unidade de conservação mediante um código de conduta interno, com um rigoroso controle de acesso por grupo armado, subsidiado pelo fornecimento e comércio ilegal de armas exercido por dois policiais militares integrantes da ORCRIM, os quais também atuavam na segurança e no recebimento dos lucros.

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A divisão da área da unidade de conservação resultou no quantitativo aproximado de 550 (quinhentos e cinquenta) lotes, parte deles já vendida, e renderia aos investigados o somatório mínimo de R$5.052.500,00 (cinco milhões cinquenta e dois mil e quinhentos reais).

Além da ESEC Samuel, a ORCRIM pretendia atuar na Reserva Extrativista Rio Preto Jacundá e na Floresta Nacional do Jacundá, totalizando uma área de 800.000ha (oitocentos mil hectares) de terras públicas a serem loteadas, vendidas e invadidas, podendo chegar ao lucro R$320.000.000,00 (trezentos e vinte milhões de reais) aos seus integrantes.

Apoiaram a operação a Sedam, Sesdec, o Departamento de Estratégia e Inteligência -DEI e a Coordenadoria de Recursos Especiais – Core, à Delegacia Regional de Ji-Paraná por meio da Delegacia Especializada de Roubos e furtos ( DERF) e 1 Delegacia de Ouro Preto do Oeste.

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