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Operação Smurfingem Porto Velho: PF contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com 75 mandados de prisão em 16 estados

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Em Rondônia os mandados estão sendo cumpridos na cidade de Porto Velho.

Todos os mandados foram emitidos pela Vara Criminal de Ipojuca, no Grande Recife.

A Polícia Civil de Pernambuco desencadeou, nessa quinta-feira (17), uma operação conjunta com 75 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão domiciliar, sequestro de bens e bloqueio de ativos para 16 estados. Os alvos são suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em uma organização criminosa com atuação nacional.

Denominada Smurfing, a operação partiu de uma investigação que era realizada em Ipojuca, no Grande Recife, desde novembro de 2018. Segundo a Polícia Civil, foram identificados “braços” financeiros e operacionais da organização criminosa em vários locais do país. A corporação definiu essa como a “maior e mais abrangente operação de repressão qualificada de sua história”.

Além de Pernambuco, os mandados foram emitidos para Rio Grande do Norte, Amazonas, Piauí, Maranhão, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Alagoas, São Paulo, Acre, Minas Gerais e Bahia (confira lista de cidades ao fim da reportagem).

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Smurfing é uma tipificação de lavagem de dinheiro, que consiste no fracionamento de uma grande quantia em pequenos valores, de modo a escapar do controle administrativo, camuflando assim transferências e operações financeiras.

Todos os mandados foram emitidos pela Vara Criminal de Ipojuca, no Grande Recife.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que há “bloqueios de valores significativos”, mas não divulgou quanto foi decretado pela Justiça. Também não foram detalhadas quais cidades ou quantos alvos por estado estão sendo cumpridos.

A Polícia Civil de Pernambuco apontou que, além das polícias estaduais, a operação é realizada em parceria com a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Outros detalhes devem ser divulgados em “momento oportuno”, segundo a corporação.

Cidades para onde foram emitidos mandados:

Acre: Rio Branco

Alagoas: Rio Largo e Maceió

Amazonas: Manaus

Bahia: Juazeiro

Goiás: Trindade, Aparecida de Goiânia e Goiânia

Maranhão: São Luiz e Estreito

Mato Grosso do Sul: Corumbá

Mato Grosso: Campo Grande, Pontes e Lacerda, Comodoro, Cacéres, Várzea Grande, Juina e Cuiabá

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Minas Gerais: Santa Luzia

Paraná: Umuarama

Pernambuco: Recife, Petrolina, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Paulista, Limoeiro, Igarassu, Carpina, Abreu e Lima.

Piauí: Teresina

Rio Grande do Norte: Parnamirim e Natal

Rondônia: Porto Velho

Roraima: Boa Vista

São Paulo: São Paulo

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Advogada suspeita de atuar na fuga de Marcola vai a prisão domiciliar

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Advogada Kássia Regina Brianez, de 41 anos
Reprodução/redes sociais

Advogada Kássia Regina Brianez, de 41 anos

A advogada Kássia Regina Brianez Trulha de Assis, de 41 anos, presa suspeita de envolvimento em um plano de fuga para tentar resgatar Marco Willians Herbas Camacho – o Marcola – da Penitenciária Federal de Porto Velho (RO), teve a prisão preventiva convertida para domiciliar, após alegar que precisa cuidar do filho com Transtorno de Espectro Autista (TEA). 

Na decisão, a Justiça Federal determinou que ela use tornozeleira eletrônica e só saia de casa em situação de emergência médica.

Kássia está no Presídio Militar de Campo Grande (MS) há seis dias. A decisão é desta segunda-feira, mas, segundo a defesa, até a noite desta terça ela ainda não tinha sido solta. A previsão é que ela vá para casa na quarta-feira.

Marcola é o líder da maior facção criminosa do Brasil, que atua dentro e fora dos presídios do país. Ele foi condenado a mais de 300 anos de prisão e está preso há mais de 20 anos. Desde março deste ano, cumpre pena na unidade de Rondônia.

Agora, aos 54 anos, conforme investigação da Polícia Federal, é acusado de reunir detentos e advogados para criar um plano de fuga da penitenciária, que acabou frustrado. A PF apontou que Kássia Regina fazia parte desse grupo, servindo como ponte de informação entre os presos com outros integrantes que estavam do lado de fora.

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Em nota, a defesa da advogada afirma que houve uma confusão entre as atividades exercidas por ela e que a inocência dela será provada.

“A exigência de respeito às prerrogativas do advogado nada mais é que um direito previsto em lei, porém, sabe-se que a letra fria da lei não impede que ocorram situações prejudiciais ao advogado, tal como no caso concreto”, diz o advogado Juliano Rocha de Moraes.

Kássia foi presa durante a operação “Anjos da Guarda”, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira.

Após audiência de custódia, a Justiça concedeu o alvará de soltura, estabeleceu o uso da tornozeleira e autorizou saídas de casa apenas para eventuais emergências médicas dela e do filho, assim como para acompanhamento do filho nas consultas para tratamento do autismo, mediante comunicação dos endereços dos locais em que estas são realizadas.

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“[…] Poderá, também, deixar a residência para atender aos chamados da Justiça e Polícia Federal, no interesse da investigação/instrução apresentando a devida ressalva/certidão”, diz trecho da decisão.

Operação Anjos da Guarda

Na operação, a PF cumpriu 11 mandados de prisão preventiva e outros 13 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e no Distrito Federal. O objetivo da operação foi impedir o plano de resgate de líderes de um dos maiores grupos criminosos do país.

A polícia descobriu durante as investigações que os presos e outros suspeitos de envolvimento no plano mantinham uma rede de comunicação e se falavam por meio de mensagens, mediadas por advogados.

De acordo com a PF, os profissionais usavam códigos simulando questões jurídicas que não existiam, durante os atendimentos aos clientes.

Foram identificadas três estratégias para a fuga, incluindo invasão ao presídio por 100 homens armados e com bombas, além do sequestro de autoridades e parentes de presos para negociar a liberação de Marcola e outros líderes da facção e uma rebelião na penitenciária.

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Fonte: IG Nacional

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