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PF deflagra operação contra esquema de “laranjas” que movimentou mais de R$ 90 milhões em Rolim de Moura e Alta Floresta

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Os envolvidos poderão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, “lavagem” de dinheiro, falsidade ideológica e por crimes contra a ordem tributária.

A Polícia Federal deflagrou, em conjunto com a Receita Federal do Brasil, na manhã desta terça-feira (04/07/2020), a Operação Macchiato, com o obetivo de desarticular grupo criminoso responsável pela prática de fraudes tributárias em desfavor da União. Estão sendo cumpridos onze mandados de busca e apreensão nas cidades de Rolim de Moura/RO e Alta Floresta D’Oeste/RO.

As investigações apontam que grandes empresários do estado de Rondônia, se valendo de pessoas interpostas (laranjas), constituem empresas fictícias e, posteriormente, simulam, através da emissão de notas fiscais fraudulentas, transações de compra e venda de café. Após movimentarem quantias milionárias, as referidas empresas acabam sendo extintas sem, contudo, adimplirem com quaisquer de suas obrigações tributárias.

Apenas uma das empresas, localizada na cidade de Rolim de Moura/RO, entre os anos de 2010 a 2019, movimentou mais de R$ 94 milhões de modo simulado, a partir de empresas com algum indício de interposição.

Com clara divisão de tarefas, além dos beneficiários diretos, também foram identificados núcleos responsáveis pela criação das empresas fictícias, pela arregimentação de “laranjas”, pela emissão e controle das notas emitidas e pela movimentação dos valores provenientes das infrações penais investigadas.

Após a conclusão das investigações, os envolvidos poderão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, “lavagem” de dinheiro, falsidade ideológica e por crimes contra a ordem tributária.

O nome da operação – MACCHIATO – faz alusão a uma modalidade de preparo de café, tipicamente italiana. Traduzida do italiano, a expressão “Macchiato” significa “manchado”, o que acaba remetendo à mácula causada à imagem das grandes empresas beneficiadas pelo ilícitos fiscais e criminais praticados e, agora, reprimidos.

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PF faz operação contra corrupção de funcionários da Petrobras

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Policiais federais cumprem hoje (18) três mandados de busca e apreensão contra suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro na antiga Diretoria de Abastecimento da Petrobras. Os mandados da operação Sem Limites VI foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

A ação de hoje é um desdobramento da Operação Sem Limites que investigou a prática de crimes envolvendo a negociação de óleos combustíveis entre a estatal e empresas estrangeiras.

Os novos mandados expedidos pela Justiça buscam colher provas sobre corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa por novos suspeitos.

Um deles seria ligado a um ex-gerente da Petrobras, que seria responsável por receber recursos de corrupção no exterior, por meio de contas em nome de empresas registradas em outros países. Segundo a Polícia Federal (PF), esse dinheiro era depois distribuído aos envolvidos no esquema criminoso.

Também foram identificados um representante de empresas internacionais e dois homens ligados a um ex-funcionário da área comercial da Petrobras, que seria o responsável por dar informações privilegiadas sobre negociações da estatal.

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A PF não informou o período em que funcionou o esquema.

Por meio de nota, a Petrobras informou que colabora com as investigações desde 2014, é coautora de 21 ações de improbidade administrativas que estão em andamento e é assistente de acusação em 76 ações penais relacionadas a crimes investigados pela Operação Lava Jato.

“A Petrobras é vítima dos crimes desvendados pela Operação Lava Jato, sendo reconhecida como tal pelo Ministério Público Federal e pelo Supremo Tribunal Federal”, diz a nota. “Cabe salientar que a Petrobras já recebeu mais de R$ 5,7 bilhões, a título de ressarcimento, incluindo valores que foram repatriados da Suíça por autoridades públicas brasileiras”.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Geral

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