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Polícia Federal faz operação para investigar lavagem de dinheiro

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A Polícia Federal (PF) cumpriu, hoje (27), três mandados de busca e apreensão para coletar provas de crimes de operação irregular de instituição financeira e evasão de divisas, que geraram um prejuízo de R$ 115 milhões para o Sistema Financeiro Nacional nos últimos cinco anos. Desse montante, R$ 83 milhões foram movimentados em dinheiro por meio de depósitos, para dificultar o rastreio.

As buscas foram feitas na sede da empresa envolvida e na casa dos dois sócios no negócio, na cidade de Amparo, no interior paulista. As investigações que culminaram na Operação Cash Box começaram no ano passado a partir de informações bancárias compartilhadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A PF pretende ainda investigar o envolvimento dos funcionários que trabalhavam na agência bancária. Não foram feitas prisões.

Segundo a PF, no decorrer das apurações, foi identificado que a empresa investigada atuaria no mercado de câmbio paralelo, comercializando moedas estrangeiras em espécie e realizando operações de dólar-cabo, para remessa de valores ao exterior. As atividades eram desenvolvidas sem a autorização e fiscalização do Banco Central. Dessa forma, não havia tributação sobre esses valores, o que gerou os prejuízos para os cofres públicos.

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De acordo com o delegado da PF em Campinas André Almeida de Azevedo Ribeiro, o que se sabe até o momento é que os valores são oriundos de empresas de fachada, que não operam na área registrada nem possuem o número de funcionários declarado.

“Esse tipo de empresa que faz operações irregulares é um mecanismo frequente utilizado na lavagem de dinheiro do crime. Nós não só identificamos essas empresas como queremos identificar as pessoas que operam irregularmente. As pessoas que buscam a lavagem de dinheiro, tentam reinserir esses valores de maneira lícita no mercado ou promover a saída do dinheiro do país”, explicou.

Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes previstos no Artigo 16 e no Artigo 22 da Lei 7.492/86, cujas penas podem chegar a 10 anos de prisão, sem prejuízo de outros crimes que venham a ser verificados no decorrer das investigações.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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PF faz operação contra corrupção de funcionários da Petrobras

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Policiais federais cumprem hoje (18) três mandados de busca e apreensão contra suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro na antiga Diretoria de Abastecimento da Petrobras. Os mandados da operação Sem Limites VI foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

A ação de hoje é um desdobramento da Operação Sem Limites que investigou a prática de crimes envolvendo a negociação de óleos combustíveis entre a estatal e empresas estrangeiras.

Os novos mandados expedidos pela Justiça buscam colher provas sobre corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa por novos suspeitos.

Um deles seria ligado a um ex-gerente da Petrobras, que seria responsável por receber recursos de corrupção no exterior, por meio de contas em nome de empresas registradas em outros países. Segundo a Polícia Federal (PF), esse dinheiro era depois distribuído aos envolvidos no esquema criminoso.

Também foram identificados um representante de empresas internacionais e dois homens ligados a um ex-funcionário da área comercial da Petrobras, que seria o responsável por dar informações privilegiadas sobre negociações da estatal.

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A PF não informou o período em que funcionou o esquema.

Por meio de nota, a Petrobras informou que colabora com as investigações desde 2014, é coautora de 21 ações de improbidade administrativas que estão em andamento e é assistente de acusação em 76 ações penais relacionadas a crimes investigados pela Operação Lava Jato.

“A Petrobras é vítima dos crimes desvendados pela Operação Lava Jato, sendo reconhecida como tal pelo Ministério Público Federal e pelo Supremo Tribunal Federal”, diz a nota. “Cabe salientar que a Petrobras já recebeu mais de R$ 5,7 bilhões, a título de ressarcimento, incluindo valores que foram repatriados da Suíça por autoridades públicas brasileiras”.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Geral

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