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Presidente Laerte Gomes confirma emenda de R$ 100 mil para atender Aproseli de Nova Londrina

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Recurso será investido na aquisição de implementos agrícolas para produtores rurais da região
Presidente Laerte Gomes confirma emenda de R$ 100 mil para atender Aproseli de Nova Londrina
Na manhã desta quinta-feira (19), o presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB) atendeu os vereadores de Ji-Paraná, Joziel Carlos de Brito (MDB), Obadias (DEM), Du Galdino (PSDB) e Izaias Arnica (PSB).

No encontro, o vereador reeleito no último dia 15 de novembro, Joziel de Brito, entregou ao presidente ofício solicitando a liberação de emenda parlamentar no valor de R$ 100 mil para atender a Associação da Segunda Linha do Distrito de Nova Londrina (Aproseli).

De acordo com o vereador, o recurso será investido na aquisição de equipamentos agrícolas para atender os produtores rurais da região.

“Trata-se de um compromisso que nós fizemos ainda na campanha para atender Nova Londrina, especialmente a Gleba G. E hoje estamos confirmando a emenda de R$ 100 mil que iremos colocar no orçamento para no início do ano liberar o recurso. Compromisso assumido, compromisso cumprido”, declarou o presidente Laerte Gomes.

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Em Ji-Paraná (RO), MPF denuncia comerciante que submeteu venezuelanos a trabalho semelhante à escravidão

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Comerciante foi denunciado por tráfico de pessoas, condição de trabalho análogo à escravidão e racismo contra venezuelanos

O Ministério Público Federal (MPF) em Ji-Paraná (RO) denunciou à Justiça o sócio-administrador da empresa Metal Rocha, Wilson Rocha, por crimes de tráfico de pessoas, redução à condição análoga à de escravo e racismo contra trabalhadores venezuelanos. Segundo o MPF, ele viajou até Roraima para contratar venezuelanos para sua empresa e convenceu pelo menos seis venezuelanos com a promessa de trabalho e salário digno, transporte e alimentação no trajeto. Os venezuelanos viajaram de ônibus de Boa Vista a Manaus (AM), depois de barco até Porto Velho e de táxi até Ji-Paraná (RO).

Conforme os depoimentos das vítimas, foi prometido que os valores da viagem não seriam descontados por inteiro do primeiro salário, mas Wilson Rocha quebrou o acordo e eles ficaram sem salário, receberam apenas 200 reais como empréstimo. Desse modo, os venezuelanos ficaram em servidão por dívida.

A moradia desses venezuelanos em Ji-Paraná era nas dependências da empresa, em quartos sem janelas e com buracos no teto. Eles dormiam em papelões estendidos no chão e não havia guarda-roupas nos quartos. A cozinha não tinha pia e as louças eram lavadas em uma bacia. Também não existiam armários e por isso até os alimentos secos eram guardados em uma geladeira velha ou armazenados junto com utensílios em uma estante de metal bastante enferrujada. Não havia filtro de água ou bebedouro nesse alojamento improvisado. Um dos venezuelanos relatou que também morou durante um período na antiga casa do cachorro do dono da empresa.

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Racismo – Além de tráfico de pessoas e das condições análogas à escravidão, o comerciante também está sendo denunciado por racismo. Conforme a denúncia, os venezuelanos sofriam tratamento discriminatório, com xingamentos e comentários agressivos e vexatórios, e tinham seu serviço menosprezado por serem da Venezuela.

Os venezuelanos disseram que Wilson Rocha era muito agressivo, gritava, xingava, intimidava e ameaçava a todos. Ele jogava objetos no chão e os mandava recolher. O comerciante falava que os venezuelanos não eram nada, as agressões verbais e psicológicas eram diárias. Em certa ocasião, quando saíram de noite para irem à igreja, Rocha foi de carro atrás deles. Ele os proibia de usar aparelho celular e manter contato com outras pessoas. Na empresa havia oito câmeras de vigilância e os venezuelanos eram observados.

Eles conseguiram fugir das dependências da empresa, deixando seus documentos e objetos pessoais, em razão do perfil violento do dono. Consta na denúncia do MPF que os crimes aconteceram em 2018.

A denúncia é a de número 1001217-77.2021.4.01.4101 e será julgada pela Justiça Federal em Ji-Paraná

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