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Porto Velho: Pacientes de cidades vizinhas contribuem para sobrecarregar sistema de saúde

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Com taxa de ocupação de 100% dos leitos hospitalares, Porto Velho está com o sistema de saúde em situação crítica, provocada pela pandemia do novo coronavírus. Segundo o prefeito Hildon Chaves, a solução é a vacinação em massa da população, mas o atraso no cronograma nacional de imunização é um fator negativo, embora o país tenha competência reconhecida internacionalmente em campanhas deste tipo.

“O ritmo muito lento da vacinação tira a esperança de solução rápida. Brasil está atrás de mais de 40 nações no cronograma de imunização”, lamentou.
Diversos fatores têm contribuído para que o quadro se agrave ainda mais, segundo o prefeito Hildon Chaves. Um deles, é o fato de devido a curta distância, municípios vizinhos, inclusive de outros estados, procurarem atendimento nas redes municipal e estadual de saúde em Porto Velho. “Atendemos pacientes de Humaitá e Canutama, por exemplo. Mas já recebemos doentes que vieram do Acre e até Manaus buscar ajuda”, disse ele em entrevista ao canal de TV Bandnews.

PROTOCOLOS

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Prefeito destacou a resistência de parte da população em cumprir os protocolos
Outra questão que amplia o potencial da pandemia é a resistência de parte da população em cumprir os protocolos de distanciamento. “Parte destas pessoas, provavelmente, está cansada do isolamento, mas uma parte está reticente ao cumprimento das orientações”, acrescentou o prefeito.

Prefeito destacou a resistência de parte da população em cumprir os protocolos

Hildon Chaves explica que pacientes internados apresentam evolução para quadro grave com mais rapidez. Até o ano passado, disse ele, estas ocorrências se davam entre sete a oito dias, agora entre dois a três dias.

Para fazer frente ao quadro tão dramático na área de saúde, o prefeito espera resultados positivos decorrentes das ações restritivas decretadas pelo governo estadual, que vão afetar o trânsito de pessoas e alguns setores da economia. “É medida que impacta, mas é necessária para diminuir o ritmo da contaminação”, admitiu.

Porto Velho registrou até agora mais 56 mil casos de pacientes com Covid-19, destes, 48 mil foram curados. Também foram registrados 1.375 óbitos. Neste momento, há 9 mil casos ativos da doença.

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Os atendimentos na rede municipal são pré-hospitalares, que vão de casos leves a moderados. No entanto, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) estão atendendo muitos casos graves que aguardam vagas em leitos de UTI. O número de leitos para pacientes com a Covid-19 evoluiu de 50 para 80 desde o início da pandemia.

COMPRA DE VACINA

O Município já firmou compromisso de adesão ao consórcio para a compra de vacinas


O município já firmou compromisso de adesão ao consórcio municipal para a compra de vacinas. A iniciativa, liderada pela Frente Municipal dos Prefeitos, pretende obter preços justos no mercado e aquisição mais rápida. Segundo Hildon Chaves, devem ser investidos cerca de R$ 10 milhões, recursos da União e contrapartida do município.

Texto: Nonato Cruz
Fotos: George Fonseca/ Leandro Morais/ Wesley Pontes

Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

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COVID-19 – Prefeitura apresenta balanço da Operação Argos III

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Equipe fiscalizou mais de uma centena de estabelecimentos comerciais de Porto Velho

A fiscalização é para garantir o cumprimento das restrições do decretoUma força-tarefa composta órgãos fiscalizadores da Prefeitura de Porto Velho, policiais militares e bombeiros militares realizou, sábado (10), a 3ª edição da Operação Argos. No total, 115 estabelecimentos comerciais foram visitados. O grupo atua para sensibilizar o comércio local quanto ao cumprimento das restrições relacionadas ao controle a pandemia de Covid-19.

A equipe percorreu algumas das principais avenidas da cidade como Sete de Setembro, Nações Unidas, Amazonas e José Amador dos Reis. Foram feitas orientações em 105 estabelecimentos, além de sete notificações e quatro autuações por motivos variados.

A atuação da força-tarefa de servidores da Prefeitura de Porto Velho é parte do cumprimento das medidas de restrição ao funcionamento de estabelecimentos comerciais previstas em legislação especifica.

“A fiscalização é feita para que não seja necessário ampliar o período de restrições ou fechar o comércio durante a semana. É ruim para economia, pior ainda para as vidas que são perdidas no decorrer da pandemia”, justifica o diretor do Departamento de Fiscalização da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), Huéliton Mendes.

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A fiscalização vai permanecer enquanto durar a vigência dos decretos Mendes destaca que a sociedade precisa colaborar seguindo as regras impostas pelas autoridades sanitárias e que a classe empresarial também precisa ajudar o poder público neste momento.

Segundo a Semfaz, a fiscalização vai permanecer enquanto durar a vigência dos decretos que tratam do isolamento social controlado.

OPERAÇÃO

A Operação Argos é coordenada pelo Setor de Fiscalização da Semfaz e tem apoio do Departamento de Postura Urbana da Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb), Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), além do apoio da Polícia Militar.

Texto: Etiene Gonçalves
Fotos: Leandro Morais

Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

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