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Sistema facilita acesso ao exame para Covid-19 em Porto Velho

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Usuário terá acesso imediato ao resultado dos exames sem precisar fazer ligações para a Vigilância Epidemiológica

A Prefeitura de Porto Velho lançou na segunda-feira (29), o GAL-Integração, um sistema informatizado próprio, que possibilita acesso rápido, por meio eletrônico, do cidadão ao resultado do exame para detectar a Covid-19. Se o paciente for considerado positivo para o vírus, receberá na mesma ocasião a notificação de isolamento e outras informações de natureza sanitária que devem ser seguidas.

“Com este sistema vamos melhorar a integração do usuário do SUS na consulta do exame de Covid-19. É uma grande conquista”, avalia Geisa Brasil Ribeiro, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), que faz parte da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

Ela explica que a Prefeitura buscou, junto à Superintendência Municipal de Tecnologia da Informação e Pesquisas (SMTI), uma forma de dar acesso mais ágil dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) aos resultados dos exames para detectar a Covid-19.

“O resultado fica disponível entre 48 a 72 horas após a data de realização do exame. Este é o tempo em que o Laboratório Central de Saúde (LACEN), do governo do estado, demora para liberar o exame e fazermos a alimentação do sistema para que o paciente tenha acesso”, explica Geisa Ribeiro.

SOBRECARGA

A demanda surgiu em razão do número de consultas que provocam sobrecarga no atendimento nos telefones da Prefeitura, através da Vigilância Epidemiológica e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância Sanitária (Cievs) Municipal. A demanda também pode atrasar a notificação dos pacientes.

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AL é a sigla para Gerenciador de Ambiente Laboratorial, sistema do Ministério da Saúde, que foi criado para informatizar o Sistema Nacional de Saúde Pública das Redes Nacionais de Laboratórios de Vigilância Epidemiológica e Vigilância em Saúde Ambiental. É ele que envia os resultados dos exames laboratoriais de casos suspeitos ou confirmados das Doenças de Notificação Compulsória ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinam).

O sistema GAL-Integração, da Prefeitura de Porto Velho, permite ao usuário do SUS o acesso à consulta e impressão de resultados de exames COVID-19, o que não é possível no sistema do Ministério da Saúde.

Segundo Saulo Nascimento, superintendente da SMTI, através deste sistema, que os usuários poderão acessar facilmente, será possível, também, imprimir os resultados dos exames. O documento fica disponível em formato PDF e pode ser impresso.

O resultado do exame pode ser positivo, negativo ou inconclusivo. O sistema emite, nos casos positivados, positivo, orientações sanitárias como evitar contato com outras pessoas, não sair de casa e ficar em isolamento.

Se for considerado inconclusivo, é emitida recomendação para que outro exame seja realizado.

Além das orientações de isolamento domiciliar, o sistema também emite informações importantes sobre a doença e dos contatos que devem ser feitos caso aconteça o agravamento de sinais ou sintomas.

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INTERNET
O acesso ao sistema GAL-Integração é simples e pode ser feito através de computador ou telefone celular. Basta o usuário acessar o link abaixo, que está na página da Prefeitura de Porto Velho: https://examecovid19.portovelho.ro.gov.br/

O usuário deve fazer a busca usando o número do cartão do SUS ou data de nascimento associado ao nome da mãe. Não pode esquecer de ler o termo de aceitação.

Pioneiro em Rondônia, o sistema é exclusivo da Prefeitura de Porto Velho. Foi totalmente desenvolvido pela SMTI. Segundo o superintendente Saulo Nascimento, haverá benefícios para saúde pública. “Se um resultado for positivo, por exemplo, o usuário saberá logo que precisa ser isolado”, destacou.

No formato ainda em vigor, é o DVS que alimenta o Sistema e-SUS do Ministério da Saúde com os resultados dos exames, faz contato individualmente com todos os pacientes positivados, orienta sobre a quarentena, e faz o encaminhamento do resultado do exame por e-mail ou whats app.

Para Sid Orleans, coordenador do Cievs, o programa GAL-Integração oferece mais vantagens além da acessibilidade da população ao resultado dos seus exames. “Agora podemos deslocar profissionais para o trabalho de nossa competência, que tinha ficado em segundo plano em razão da sobrecarga de atendimentos individuais”, destacou.

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VACINAS – Prefeito garante que processo para a compra de vacinas não causa prejuízo ao município

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A modalidade de carta de crédito é a garantia que o pagamento só é efetuado após o recebimento da mercadoria comprada

Em coletiva de imprensa, prefeito destacou que a capital não corre risco financeiroO prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, disse, na quinta-feira (22), que o município não será prejudicado se ficar comprovado que o processo da venda de vacinas AstraZeneca à Prefeitura não será cumprido, conforme investigações realizadas no Rio de Janeiro. Em entrevista coletiva, ele revelou que irá à capital fluminense para tomar conhecimento do que foi descoberto sobre a empresa Ecosafe Solutions, que negociava o imunizante.

O prefeito disse que vai se reunir com a Polícia Civil no Rio de Janeiro para conferir o que realmente está acontecendo para que possa subsidiar decisões futuras por parte da Prefeitura de Porto Velho. “Não corremos qualquer risco ou prejuízo financeiro. Optamos pela modalidade da carta de crédito expedida pelo Banco do Brasil e, por este motivo, estamos seguros pelo próprio mecanismo dela. O pagamento só é efetuado após o embarque da mercadoria comprada”, disse, ao esclarecer que diferente das notícias divulgadas na imprensa nacional, o município não fez o pagamento via ‘Swift’, um tipo de transferência internacional. A carta de crédito, em si, confere garantias para quem compra e quem vende.

Os recursos mobilizados para a aquisição das 400 mil doses da vacina continuam na conta da Prefeitura, aproximadamente R$ 20 milhões. A liberação à empresa Ecosafe Solutions só acontecerá se forem cumpridos todos os requisitos do contrato. Entre eles, o crédito após 10 dias úteis ao embarque da mercadoria, com frete aéreo.

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Prefeito informou que os recursos para a aquisição da vacina continuam na conta “Pelo contrato, temos todo o tempo necessário para recepcionar a carga. Antes disso, está previsto que o laboratório precisa apresentar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o certificado de liberação definitiva no Brasil e quais lotes estão sendo embarcados, data de produção e validade”, detalhou o prefeito. Ele destacou que para este procedimento legal existe a supervisão de uma certificadora internacional.

Segundo Hildon, internamente, uma equipe de técnicos do município fez pesquisa sobre a empresa sediada na Pensilvânia (EUA) e não foram encontrados fatos que desabonem a conduta de seus sócios. De acordo com ele, diante da complexidade da negociação foi feita a opção de segurança, defesa e proteção ao erário.

PROVIDÊNCIAS

Uma medida sobre a continuidade ou não do trâmite da compra das doses do imunizante da Oxford/Astrazeneca deverá ser tomada na próxima semana. Pode ocorrer, por exemplo, a revogação da carta de crédito já emitida pela Prefeitura.

“Vamos continuar trabalhando, pela defesa da vida e da saúde das pessoas da nossa cidade, e para fomentar a volta da nossa economia ao que era antes. Esta é a minha luta. Porto Velho tem vanguardismo na gestão e, havendo disponibilidade de vacinas, estamos prontos para a sua aquisição”, reiterou o prefeito, comprometendo-se em buscar todas as alternativas viáveis na aquisição de imunizantes caso haja falha ao contrato atual.

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HISTÓRICO

Já foram adquiridas 190 mil seringas e agulhas para a vacinação À imprensa, o gestor municipal ressaltou que não só o Brasil, mas o mundo vive uma crise humanitária e que há duas opções possíveis. “Uma, é não fazer absolutamente nada e permitir que as coisas continuem fluindo, observando o seu ciclo natural. Outra, como prefeito, busquei, desde dezembro, a aquisição de vacinas, inclusive com o Instituto Butantã (SP) e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ”, lembrou.

Na época, o Governo Federal deu sinais que não faria aquisições das vacinas para o Plano Nacional de Vacinação (PNI) e foi firmado um protocolo de intenções à época de 80 mil doses. Posteriormente houve um contrato de exclusividade com a União e veio a proibição de vendas aos estados e municípios.

Como Plano B, Hildon Chaves lembrou que há agora a participação da Prefeitura de Porto Velho no Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar), coordenado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que prevê a aquisição de mais de 30 milhões de doses de imunizantes.

Com uso de recursos oriundos da iniciativa privada, foram adquiridas 190 mil seringas e agulhas para a vacinação em massa após a chegada de imunizantes. O investimento foi de R$ 60 mil.

Texto: Etiene Gonçalves
Fotos: Leandro Morais

Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

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