PORTO VELHO

Rondônia

Aos cinquenta e um anos de profissão, jornalista destaca a importância da comunicação institucional para a sociedade

Rondônia


Montezuma Cruz é um dos mais experientes jornalistas da Secom do Governo de Rondônia

O dia do jornalista homenageia o trabalho dos profissionais da mídia, responsáveis por apurar fatos e levar as informações sobre os acontecimentos locais, regionais, nacionais e internacionais para as pessoas, de maneira imparcial e ética. Seja na rádio, na televisão ou nos jornais impressos, o jornalista deve sempre trabalhar tendo como base a imparcialidade e fontes de informação confiáveis.

“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.” Citando a célebre frase de George Orwell, um dos mais experientes jornalistas da Superintendência Estadual de Comunicação do Governo de Rondônia (Secom), Célio Montezuma Caldieri Munhoz, que adotou ainda no início da carreira o codinome Montezuma Cruz é carinhosamente chamado pelos colegas de trabalho na Secom como “Sr. Monte”, também é escritor, além de ser considerado por muitos uma “biblioteca ambulante”, por ter uma memória incontestável.

Montezuma nasceu em Presidente Prudente no interior de São Paulo. Já foi engraxate, jornaleiro, locutor de alto-falante, bancário e como jornalista autodidata já exerceu praticamente todas as funções dentro de um jornal: repórter, colunista, editor, pauteiro, chefe de redação, editor de internacional, editor de economia, diretor de publicação, além de correspondente nos mais importantes jornais do país.

Hoje com 68 anos de idade, o jornalista Montezuma Cruz, completa 51 anos de carreira e se orgulha da profissão que escolheu, por influência do pai, Salvador Munhoz que foi vereador e presidente da Câmara Municipal da cidade de Teodoro Sampaio, interior de São Paulo. A carreira jornalística foi construída por experiências adquiridas numa espécie de peregrinação por milhares de quilômetros pelas cinco regiões do Brasil, de Norte a Sul.

DO JEITO QUE VI

O livro “Do jeito que vi” publicado em 2013, traz fragmentos da trajetória do repórter profissional Montezuma Cruz de Norte a Sul do País. Em suas 144 páginas as histórias divididas em capítulos vão desde “Um jornaleiro na escuridão” a “Pedro, o mais forte sinônimo do Araguaia” em que o jornalista relata experiências pessoais na profissão.

O Livro do Jeito que vi relata as vivências do jornalista pelo Brasil

Os relatos contam fatos que aconteceram entre os anos de 1976 e 1977, vislumbrando mais do que uma boa oportunidade de trabalho quando o repórter resolveu vir para o norte do País para realizar um sonho de quando era menino: conhecer a Amazônia que tanto o “fascinava”.

Sobreviveria da profissão em Porto Velho (RO), reforçado pelo pró-labore, e das viagens proporcionadas pela Folha de S. Paulo. Coloquei as tralhas no ônibus e fui embora”, relata na página 64.

O jornalista diz ainda que lia histórias de frentes pioneiras, da formação das primeiras lavouras de café, dos índios, do Rio Madeira e da lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

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EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

O jornalista Montezuma Cruz, chegou a Rondônia em 1976, presenciou o apogeu da Província Estanífera, o burburinho do Mercado Central e da Feira do Cai n’Água, e o ritmo frenético do antigo Café Santos, local de reunião de autoridades, jornalistas e populares. Viu funcionar o Centro de Triagem de Migrantes em Vilhena e viu chegarem os recursos do Polamazônia e do Polonoroeste (programas de desenvolvimento que impulsionaram a transformação do antigo Território Federal em Estado).

Em Rondônia foi correspondente dos jornais O Globo, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo. De 1983 a 1986, atuou como correspondente de O Globo, foi repórter de A Tribuna, editor de Política de O Estadão de Rondônia (depois do Norte), correspondente do Jornal do Brasil, repórter da sucursal do Diário de Rondônia (de Ji-Paraná), editor de O Garimpeiro e de O Imparcial (jornal transferido de Guajará-Mirim para a capital rondoniense). Também na época, foi o primeiro editor do Programa Bom Dia Rondônia, da TV Rondônia (Rede Amazônica de Televisão). Foi um dos editores do Barranco, jornal alternativo que circulou entre os anos de 1979 e 1981, e repórter da sucursal rondoniense da extinta Empresa Brasileira de Notícias (EBN), supervisionada na época (1983-1984) pelo Ministério da Justiça. Entre 1999 e 2004 foi assessor de imprensa do ex-senador Amir Lando. Entrou no antigo Departamento de Comunicação (Decom) do Governo de Rondônia em 2014, hoje Superintendência Estadual de Comunicação (Secom).

JORNALISMO AMBIENTAL

Entre os temas abordados em suas reportagens, Montezuma destaca o jornalismo ambiental e indígena como sua paixão. “Quando cheguei aqui ainda era Território Federal de Rondônia, acompanhei levas de agricultores expulsos pela formação do lago da Hidrelétrica de Itaipu. Percorri as jazidas de minério de estanho (cassiterita), garimpos de ouro e aldeias indígenas. Cobria a luta dos posseiros e denunciava o jaguncismo armado”, relembra o experiente jornalista.

Jornalismo ambiental e indígena está entre as paixões do jornalista Montezuma Cruz.

Os anos de 1976 a 1979 foram classificados por Montezuma Cruz como os mais difíceis como jornalista correspondente. “Foi um período em que os agentes do Serviço Nacional de Informações (SNI) camuflavam-se na Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) de Porto Velho para ‘bisbilhotar’ as cabines de telex. Sabiam o que os jornalistas apuravam para os seus jornais em São Paulo e no Rio de Janeiro. Conseguiam até cópias das matérias. Além de “escritório” de trabalho dos correspondentes, “as cabines funcionavam como ponto de encontro com algumas de suas fontes”, relata o jornalista na página 83 do livro Do jeito que vi.

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Mas foi a partir de 1989 que as pautas socioambientais sempre prevaleceram em suas reportagens. Cobria a descontaminação de mercúrio em garimpos no município de Poconé, a fauna e a flora do Pantanal, e a corrida do ouro na região do “Nortão” mato-grossense. Nos anos 90 ao representar o Estado num seminário ambiental promovido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), no auditório do Banco Central, em Brasília (DF), apresentou um relatório dos problemas ambientais do estado, denunciando na época a poluição nos rios da Região Norte.

Em seus textos, Montezuma, costuma ser bastante profundo “fazer jornalismo é uma forma de viver, de olhar para o mundo e para si próprio. Fazemos reportagens de interesse público, que dão voz à luta e às demandas da sociedade”, ressalta o jornalista.

JORNALISTA PREMIADO

Em julho de 1977, Montezuma Cruz venceu o Prêmio Hipólito da Costa  com uma série de sete reportagens denominada “A fronteira esquecida”  sobre a fronteira Brasil-Paraguai-Argentina. Numa excursão pela fronteira brasileira com o Paraguai, o repórter constatou que algumas localidades sul-mato-grossenses como Porto Murtinho, Nioaque e Ilha Margarida, viviam praticamente paradas no tempo. As reportagens foram publicadas na Folha de S. Paulo, A Gazeta e Folha da Tarde.

O prêmio teve o valor de mil cruzeiros, uma grana razoável na época”, comemorou o bem-humorado jornalista

O reconhecimento, é mérito. Meticuloso com as palavras, Montezuma preza pela escolha das que melhor definem as situações, nada de substituições ruins ou desapropriadas. Condena repetições, pleonasmos, cacofonias, ou uso inadequado dos verbos. Para o jornalista, pior o texto quanto mais incorretas estiverem as informações nele contidas, ou mal estruturados forem os parágrafos.

Como jornalista “da escola antiga ” Montezuma analisa o jornalismo atual do tempo real com uma certa preocupação. “Hoje o imediatismo é perigoso, a ânsia de divulgar a informação pode prejudicar a apuração correta da notícia”.

Para Montezuma Cruz a comunicação institucional deve ser encarada como uma ferramenta positiva

O jornalista ainda não pensa em parar. “O jornalismo corre nas veias e quanto mais se vive mais se quer viver nessa profissão. Aprendemos a cada dia e temos que tirar o maior proveito disso. Eu nunca imaginava na minha vida que nós estaríamos com nossas idades diferentes enfrentando as mesmas vivências com essa pandemia”, compara o jornalista com a gripe espanhola.

COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL

Para Montezuma Cruz a comunicação institucional deve ser encarada como uma ferramenta positiva e levada a sério, como faz a gestão do governador, coronel Marcos Rocha. “Uma informação mal explicada induz a dezenas de interpretações. A informação deve ser solidificada e não diluída, na comunicação governamental. Fazendo isso estaremos nos realizando profissionalmente”, conclui o jornalista.

*contém áudio para rádios

Fonte: Governo RO

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Rondônia

Edição 396 – Boletim diário sobre coronavírus em Rondônia

Publicados

em


Dos 206.089 casos registrados de covid-19 em Rondônia, 71.480 são de Porto Velho.

O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), divulga balanço de dados referente aos casos de covid-19 no Estado.

Nesta terça-feira (20) foram consolidados os seguintes resultados:

Casos confirmados – 206.089
Casos ativos – 12.140 (5,89%)
Pacientes recuperados – 189.085 (91,72%)
Óbitos – 4.914 (2,39%)
Pacientes internados na Rede Estadual de Saúde – 422
Pacientes internados na Rede Privada – 116
Pacientes internados na Rede Municipal de Saúde – 135
Pacientes internados na Rede Filantrópica – 06
Total de pacientes internados – 679
Testes Realizados – 545.614
Aguardando resultados do Lacen – 519

* População vacinada:
1ª Dose – 162.863
2ª Dose – 49.833

Profissionais de Saúde vacinados:
1ª Dose – 44.942
2ª Dose – 24.582

Indígenas vacinados:
1ª Dose – 6.566
2ª Dose – 4.777

Idosos vacinados:
1ª Dose – 109.559
2ª Dose – 20.360

Deficientes ILP:
1ª Dose – 183
2ª Dose – 18

Segurança e Salvamento:
1ª Dose –1.613
2ª Dose – 96

* (Dados obtidos às 16h15)

No Estado, os números de casos confirmados, recuperados e de óbitos, desde o primeiro registro em 20 de março de 2020 até hoje (20 de abril de 2021), por covid-19 são:

TOTAL DE CASOS EM RONDÔNIA – 20/04/2021
Município Casos Totais Óbitos Totais Curados Totais
Porto Velho 71.480 2.099 64.718
Ariquemes 17.745 381 16.869
Ji-Paraná 15.043 424 14.130
Cacoal 10.711 188 9.964
Vilhena 10.495 199 9.983
Jaru 6.506 136 5.829
Rolim de Moura 5.376 110 4.818
Machadinho D’Oeste 5.280 66 4.969
Guajará-Mirim 5.195 195 4.878
Pimenta Bueno 4.363 55 3.968
Buritis 4.119 56 3.957
Ouro Preto do Oeste 3.746 107 3.330
Candeias do Jamari 3.347 66 3.125
Alta Floresta D’Oeste 3.252 50 3.066
Nova Mamoré 2.824 46 2.329
Presidente Médici 2.702 58 2.439
Espigão D’Oeste 2.320 50 2.154
Cerejeiras 2.005 44 1.701
São Miguel do Guaporé 1.909 36 1.768
São Francisco do Guaporé 1.767 39 1.694
Alto Paraíso 1.551 36 1.481
Nova Brasilândia D’Oeste 1.538 24 1.361
Cujubim 1.530 30 1.379
Colorado do Oeste 1.448 22 1.257
Monte Negro 1.325 22 1.039
Chupinguaia 1.235 16 1.181
Itapuã do Oeste 1.216 18 1.079
Costa Marques 1.138 25 1.017
Alto Alegre dos Parecis 1.095 23 945
Urupá 1.031 26 966
Seringueiras 1.022 10 938
Campo Novo de Rondônia 1.022 22 959
Mirante da Serra 892 8 821
Vale do Anari 831 14 674
Alvorada D’Oeste 808 21 721
Santa Luzia D’Oeste 738 10 696
Cacaulândia 718 9 695
Nova União 698 11 656
Vale do Paraíso 634 23 597
Cabixi 624 13 585
Corumbiara 560 13 523
Theobroma 541 20 454
Governador Jorge Teixeira 537 7 460
Rio Crespo 511 9 454
Novo Horizonte do Oeste 482 18 437
Ministro Andreazza 449 13 431
Teixeirópolis 441 8 409
Pimenteiras do Oeste 395 15 380
São Felipe D’Oeste 312 7 276
Parecis 223 7 180
Castanheiras 208 5 184
Primavera de Rondônia 151 4 111
Total geral 206.089 4.914 189.035
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Em Rondônia, nas últimas 24 horas foram registrados os seguintes resultados para covid-19:

ÚLTIMAS 24 HORAS
MUNICÍPIOS CASOS CONFIRMADOS ÓBITOS
Porto Velho 153 22
Ariquemes 28 5
Ji-Paraná 87 4
Cacoal 92 5
Vilhena 37 3
Jaru 53 4
Rolim de Moura 6 1
Machadinho D’Oeste 8
Guajará-Mirim 13 3
Pimenta Bueno 42 1
Buritis 16
Ouro Preto do Oeste 27 3
Candeias do Jamari 39
Alta Floresta D’Oeste 24
Nova Mamoré 21
Presidente Médici 2
Espigão D’Oeste 20 3
Cerejeiras 1 1
São Miguel do Guaporé 23 1
São Francisco do Guaporé 5
Alto Paraíso
Nova Brasilândia D’Oeste 6
Cujubim 25
Colorado do Oeste 19
Monte Negro 4
Chupinguaia 5
Itapuã do Oeste 7
Costa Marques -17 3
Alto Alegre dos Parecis 40
Urupá 4
Seringueiras 15
Campo Novo de Rondônia 11
Mirante da Serra 1 1
Vale do Anari 12
Alvorada D’Oeste 4
Santa Luzia D’Oeste
Cacaulândia 8
Nova União
Vale do Paraíso
Cabixi 6
Corumbiara 6
Theobroma
Governador Jorge Teixeira 8
Rio Crespo 1
Novo Horizonte do Oeste
Ministro Andreazza 1
Teixeirópolis
Pimenteiras do Oeste 6
São Felipe D’Oeste 5
Parecis 2
Castanheiras 6
Primavera de Rondônia
Total geral 882 60

ÚLTIMAS ATUALIZAÇÕES:

  • Na data de hoje (20/04/2021) foram confirmados 62 óbitos por covid-19, no entanto foram retirados dois casos registrados em duplicidade nos municípios de Cacoal e Porto Velho, portanto para efeito de ajuste do sistema constam em planilha 60 óbitos nesta data.
  • Dos 62 casos de óbito registrados, 23 são do município de Porto Velho, sendo 11 mulheres (74, 72, 72, 70, 62, 62, 59, 57, 54, 40 e 20 anos de idade), 10 homens (64, 62, 62, 60, 57, 54, 50, 49, 44 e 42 anos) e duas crianças, uma menina e um menino com menos de um ano de idade; seis em Cacoal, sendo uma mulher de 66 anos e cinco homens (77, 67, 61, 59 e 45 anos de idade); cinco em Ariquemes, sendo duas mulheres (62 e 59 anos de idade) e três homens (70, 57 e 51 anos); quatro em Jaru, sendo uma mulher de 67 anos e três homens (81, 68 e 58 anos de idade); quatro homens (74, 65, 53 e 49 anos) de Ji-Paraná; três de Costa Marques, sendo uma mulher de 60 anos e dois homens (74 e 44 anos); três homens (69, 68 e 59 anos) de Espigão D’Oeste; três de Guajará-Mirim, sendo uma mulher de 60 anos e dois homens (86 e 47 anos de idade); três em Ouro Preto do Oeste, sendo duas mulheres (79 e 68 anos) e um homem de 72 anos; três de Vilhena, sendo duas mulheres (66 e 63 anos) e um homem de 70 anos de idade; um homem de 69 anos de Cerejeiras; uma mulher de 66 anos de Mirante da Serra; um homem de 59 anos de Pimenta Bueno; um homem de 35 anos de Rolim de Moura e uma mulher de 54 anos de São Miguel do Guaporé.
  • Após investigação epidemiológica constatou-se observação a ser feita no tocante ao município de Costa Marques: na data de ontem (19) comparado com hoje houve redução de 17 casos. A equipe do Cievs entrou em contato com o município e foi informada que foram casos de tiveram o exame laboratorial NEGATIVO e foram CONFIRMADOS  na evolução. Ontem foi verificada tal situação e encaminhada uma planilha para correção desta inconsistência, o que foi feito e apareceu nos dados de hoje.
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Segundo a Agevisa, os dados são analisados diariamente pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), que acompanha também a investigação epidemiológica feita pelas equipes de Saúde nos municípios para checagem de dados.

Para informações detalhadas e relatórios na íntegra, acesse o Portal Coronavírus em Rondônia, através do endereço: coronavirus.ro.gov.br

Veja todos os relatórios de dados já publicados sobre a Covid-19 em Rondônia, clicando no link http://bit.ly/2EzHtco

Os dados de vacinação são adicionados ao sistema diretamente pelos municípios e são dinâmicos.
Para dados atualizados em tempo real, acesse: https://covid19.sesau.ro.gov.br/Home/Vacina

Fonte: Governo RO

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