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Governo de Rondônia garante avanço no entendimento entre indústrias de laticínios e produtores do setor leiteiro

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Governo reúne representantes das indústrias de laticínios e produtores de leite em busca de solução para impasse

O Governo de Rondônia garantiu a abertura de um diálogo entre produtores rurais do setor leiteiro e das indústrias de laticínios com intuito de buscar uma solução para o impasse que estava gerando a crise do leite no Estado. Logo no início da semana, o Poder Executivo intermediou uma reunião, realizada na segunda-feira (26) visando buscar um acordo e, consequentemente, resolver o impasse instalado na cadeia produtiva do leite no Estado. A reunião ocorreu no auditório do Palácio Rio Madeira, conduzida pelo superintendente Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi), Sérgio Gonçalves.

Conforme destacado pelo superintendente da (Sedi) a interveniência do Governo do Estado foi necessária para a proposição de encaminhamentos em função da situação enfrentada pelos produtores de leite do Estado, que tiveram o preço do produto entregue aos laticínios reduzido e estavam mobilizado em uma paralisação. De um lado, estavam os representantes dos laticínios por meio do Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Rondônia (Sindileite). Do outro, os produtores, representados pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (Fetagro) e pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (Faperon).

A interveniência do Governo do Estado garantiu que as discussões evoluíssem se chegando a um termo com proposta apresentada pelos representantes das indústrias de laticínios que chegou a ser questionada pelas federações, mas a cada momento a pauta evoluía para o fim do bloqueio causado pelos produtores de leite. “Alcançamos um resultado bem melhor ao que antes estava sendo apresentado pelas indústrias. Sabemos que o momento é difícil para todos os segmentos e o Governo pacificou essa reunião com ambas as partes buscando uma solução que fosse boa para os dois lados, as indústrias e produtores”, salientou Sérgio.

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Todo o impasse entre indústria de laticínios e produtores do setor leiteiro teve início em meados de fevereiro deste ano, devido ao preço que passou a ser pago pelo litro de leite. Como não se chegava a um  avanço nas negociações entre as categorias e a situação estava se agravando. Para não permitir um maior agravamento, o Governo de Rondônia atuou com eficiência e garantiu o encontro de representantes das categorias.

Reunião do Governo foi fundamental para debates entre os produtores e indústrias

Foram mais de 5 horas de reunião, quando o Sindileite apresentou um valor que seria garantido na compra do litro de leite para colocar fim ao impasse sendo rejeitado pelas federações que representam os produtores. Os representantes das indústrias de laticínios chegaram a apresentar outra proposta estabelecendo então garantias para o produtor de leite, com o valor de referência do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite do Estado de Rondônia (Conseleite-RO) com acréscimo de R$ 0,05 (cinco centavos) no período de 90 dias. No caso deste mês de abril, por exemplo, o valor de referência do Conseleite é de R$ 1,2560. Com o acréscimo de R$ 0,05, ficaria R$ 1,3060 o valor mínimo que será pago pelo litro de leite.

Mesmo ponderando quanto à proposta apresentada pelas indústrias, representantes da Fetagro e Faperon concordaram com o pedido feito pelo Governo do Estado quanto a permitir com que cada produtor pudesse ter garantida a livre manifestação de poder negociar diretamente com as indústrias, ou seja, garantindo o direito ao produtor poder negociar diretamente o produto com os laticínios, partindo do valor apresentado pelo Sindileite.

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AVANÇO NAS NEGOCIAÇÕES

O produtor rural Rogério José ressaltou a importância da interveniência do Governo do Estado em busca de uma solução para o impasse que vinha mais de um mês atingindo o setor. “Tudo o que queríamos era ser ouvido. O Governo do Estado colocou frente a frente os representantes das indústrias e os dos produtores de leite e isso foi fundamental para iniciarmos a conversa. Não chegamos ao que pretendíamos, mas percebemos que avançamos pois antes, as indústrias queriam pagar pouco mais de R$ 0,60 pelo litro de leite. Depois da reunião, foi apresentada a proposta que hoje chega a R$ 1,30 o litro. A ação do Governo foi importante nesse processo de discussão”, disse o produtor que enfatizou a cadeia produtiva do leite do município de Machadinho do Oeste.

Quanto ao momento de greve que estava ocorrendo em alguns pontos do Estado, Rogério José, disse que logo após a reunião proposta pelo Governo do Estado, voltou a reunir-se com a categoria e deixou claro que a proposta não era a que eles reivindicavam, mas destacou o avanço nas negociações. Rogério garantiu que a paralisação dos produtores que ocorreu em alguns pontos da BR-364 foi desfeita. “Chegamos a um acordo de que cada um irá negociar diretamente com as indústrias, partindo do valor apresentado na reunião”, disse o produtor, enfatizando que os produtores contrários à proposta irão manter a paralisação dentro de suas próprias propriedades.

A reunião contou com a participação dos deputados estaduais Chiquinho da Emater e Jhonny Paixão, representando a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia; do Secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani; do diretor-presidente da Emater, Luciano Brandão; Secretário de Estado de Finanças, Fernando Luís; do presidente da Faperon, Hélio Dias; da presidente da Fetagro, Alessandra Lunas; superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) José Valterlins e dos representantes do Sindileite/RO.

Fonte: Governo RO

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Crescimento do setor produtivo agrícola impulsiona outras culturas do agronegócio rondoniense

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Com 397 mil hectares plantados, a produção de soja em Rondônia, fechou 2020 com uma colheita superior a 1,3 mil toneladas

Unido ao setor produtivo, com forte atuação em todo o território rondoniense, o Governo de Rondônia, por meio da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopatiril do Estado (Idaron), há 22 anos, tem garantido a sanidade da produção agropecuária, oferecendo uma parceria que tem agregado ainda mais maior valor comercial à produção e abertura de mercado ao produto primário.

Em decorrência dos esforços do Executivo Estadual em combater pragas e doenças, fortalecendo o agronegócio, Rondônia saiu da condição exclusiva de importador de alimentos para se tornar um grande provedor para o restante do Brasil. Com uma política de governo assertiva, de apoio ao produtor, e investimentos tanto para o fomento quanto em tecnologia, o Estado conquistou aumentos significativos no plantio e na produtividade agrícola, despontando entre os três maiores produtores de grãos da região Norte e conquistando o 14° lugar no ranking de produção de grãos do Brasil.

Destaque para a soja que, com 397 mil hectares plantados, em mais 1.7 mil propriedades rondonienses, fechou 2020 com uma colheita superior a 1,3 mil toneladas, o que resultou em mais de R$ 3.3 milhões em exportações, segundo divulgou a edição de julho do boletim Agro da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). Com aumento de 0,79% na produção, em relação a maio do ano passado, a exportação de milho também deu um leve salto em 2020, fechando o período com R$ 1.425,6, milhões em vendas e mais 1,07 mil toneladas produzidas.

Vale destacar que o crescimento do setor produtivo agrícola tem impulsionado outras culturas como a pecuária a suinocultura, a produção de aves e aquicultura, com foco especial na criação de peixes. Dados do Governo do Estado apontam que, no ano passado, a comercialização de suínos e derivados do animal rendeu R$ 1,17 milhões a Rondônia. No mesmo período, o comércio de frangos movimentou mais de R$ 320 milhões, com ênfase também na produção de ovos, que teve rendimento anual de R$ 51,7 milhões em 2020.

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AQUICULTURA

Dentro da piscicultura, Rondônia vem destacado-se na produção de tambaqui em regime semi-intensivo. No ano passado, de acordo com a Seagri, o Estado produziu 65.500 toneladas do pescado. A produção tem enorme potencial de crescimento devido a grande disponibilidade de recursos hídricos na região e a participação massiva dos pequenos produtores. Nos últimos três anos, por exemplo, Rondônia ampliou a área destinada à piscicultura e, atualmente, conta com cerca de 16 mil hectares de espelho d’água, segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Em 2021, o Estado produziu 65.500 toneladas de tambaqui

Componente importante na alimentação desses animais, tanto a soja quanto o milho tem influência direta no desempenho dessas culturas, orientando, de certa forma, os custos da produção e o valor de mercado da carne e derivados. “Daí a importância do trabalho desenvolvido pela Idaron. Combatendo e prevenindo pragas quarentenárias, como a ferrugem asiática ou ferrugem da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a Agência impede o colapso no setor produtivo e o eventual aumento dos preços das commodity’s pela possível escassez do produto no mercado”, explica o presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres.

SUINOCULTURA

O Estado possui 310 propriedades cuja atividade comercial inclui a criação de suínos. Outras 22.676 explorações pecuárias trabalham com suinocultura, mas com a finalidade de subsistência. Todas essas iniciativas pecuárias são acompanhadas de perto pela Idaron.

Além do monitoramento sorológico semestral, a Agência mantém o serviço de vigilância ativa nas propriedades em que há atividades ligadas à suinocultura. “O Governo tem uma meta mensal que é cumprida rigorosamente pelos servidores da Idaron, em apenas seis meses, de janeiro a junho desse ano, já foram realizadas quase mil visitas aos criadores de suínos”, destaca Julio Peres.

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Para fomentar ainda mais o setor, o Executivo Estadual, por meio da Seagri, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater), vai qualificar 10 técnicos, que serão multiplicadores, para atuar no fomento da suinocultura no Estado. O objetivo da iniciativa é multiplicar os conhecimentos adquiridos aos micro, pequenos e médios avicultores e suinocultores de Rondônia.

PUJANÇA DA PECUÁRIA

O crescimento da produção agropecuária também inclui a criação de bovinos e bubalinos, maior filão de negócios dentro da pecuária rondoniense. Em 2015, o rebanho geral do Estado, incluindo gado de leite e de corte, era formado por 13,4 mil cabeças de gado, hoje, em 2021, esse número saltou para 15,1 mil cabeças, o que torna Rondônia a região com maior rebanho do Brasil dentro das áreas que são reconhecidas internacionalmente como livre de febre aftosa sem vacinação.

Rondônia exporta carne para 48 países

“É certo lembrar que esse crescimento não indica exatamente que mais áreas de pasto foram formadas, muito desse crescimento se deve a ‘tecnificação’ das propriedades, com mais áreas de confinamento e melhoria no sistema de produção”, avalia Julio Peres.

Segundo, o presidente da Idaron, Rondônia exporta carne para 48 países. Os quatro maiores compradores, ordenados por volume de compras, é Hong Kong, China, Egito e Chile. Juntos, esses quatro países consomem 83% de toda carne exportada pelo Estado. Israel também já abriu o mercado para o criador rondoniense, em 2019 o país importou 2,8 milhões de dólares em carne.

Esse acesso aos grandes mercados consumidores de carne, devido ao reconhecimento mundial, exigiu que Rondônia adotasse medidas mais drásticas de fiscalização e prevenção contra a doença, com reforço da fiscalização nas áreas de fronteira e investimento em tecnologia, tanto para fins de combate às doenças como de apoio ao produtor, oferecendo praticidade e comodidade ao cidadão na emissão de documentos importantes, como a Guia de Trânsito Animal (GTA) e a Permissão de Trânsito de Vegetal (PTV).

Fonte: Governo RO

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