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Rondônia receberá R$ 2,3 milhões de recurso adicional para combate ao Aedes

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Com a chegada do verão, o Governo Federal intensifica sua atuação contra o mosquito transmissor da Dengue, vírus Zika e febre Chikungunya. Para reforçar a prevenção, o Ministério da Saúde vai repassar a todos os municípios brasileiros e ao Distrito Federal R$ 152 milhões extras destinados as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Para os 52 municípios de Rondônia, serão destinados R$ 2,3 milhões ao enfrentamento ao vetor.

O recurso foi garantido em portaria publicada nesta quinta-feira (29) e deverá ser liberado aos municípios em duas etapas. Na primeira, R$ 91,2 milhões serão repassados a partir da data da publicação da portaria.

Para o estado de Rondônia, a primeira parcela corresponde a R$ 1,3 milhão. O repasse da segunda parcela está condicionado ao cumprimento de alguns critérios, cujas informações deverão ser consolidas pelas Secretarias Estaduais de Saúde e repassadas ao Ministério até o dia 30 de junho de 2017.

Para receberem a segunda parcela de R$ 60,8 milhões, sendo R$ 916,7 mil para Rondônia, os municípios deverão: realizar o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) para os casos de cidades com mais de dois mil imóveis precisarão; já os municípios com menos de 2 mil imóveis  deverão realizar o Levantamento de Índice Amostral (LIA); as cidades sem infestação do mosquito deverão realizar monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa e, excepcionalmente serão consideradas as metodologias alternativas de levantamento de índices executados pelos municípios, desde que essas informações sejam repassadas ao Governo Federal.

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O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, considera de fundamental importância este recurso extra para as ações de prevenção e controle do vetor. “Com este reforço financeiro, os municípios vão poder concentrar ainda mais esforços no combate ao mosquito evitando, assim, a proliferação do mosquito e, consequentemente a transmissão da dengue, vírus Zika e chikungunya.

A necessidade de realização de levantamentos de índices de infestação será uma ferramenta fundamental para qualificar as ações de prevenção e controle do mosquito”, reforçou o ministro.

LIRAa – Elaborado pelo Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, o que possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção.

O último LIRAa, divulgado pelo Ministério da Saúde, em novembro deste ano, apontou que 855 cidades encontram-se em situação de alerta e risco de surto de dengue, chikungunya e zika. Isso representa 37,4% dos municípios pesquisados, enquanto que 62,8% dos municípios (1.429) estão em situação satisfatória.

DENGUE – O Brasil registrou, até 10 de dezembro, 1.487.673 casos de dengue. Considerando as regiões do país, Sudeste e Nordeste apresentam os maiores números de casos, com 855.425 casos e 323.558 casos, respectivamente. Em seguida estão as regiões Centro-Oeste (197.033), Sul (73.196) e Norte (38.461).

ZIKA – Foram 211.770 casos prováveis de febre pelo vírus Zika em todo o país, até o dia 10 de dezembro, o que representa uma taxa de incidência de 103,6 casos a cada 100 mil habitantes. A transmissão autóctone do vírus no país foi confirmada a partir de abril de 2015, com a confirmação laboratorial no município de Camaçari (BA).

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O Ministério da Saúde tornou compulsória a notificação dos casos de Zika em fevereiro deste ano. Desde então, estados e municípios vinham preparando seus sistemas de registros para encaminhar estas notificações ao Ministério da Saúde. Antes disso, o monitoramento do vírus Zika era realizado por meio de vigilância sentinela.

A região Sudeste teve 90.625 casos prováveis da doença, seguida das regiões Nordeste (75.733); Centro-Oeste (31.707); Norte (12.749) e Sul (956). Considerando a proporção de casos por habitantes, a região Centro-Oeste fica à frente, com incidência de 205,3 casos/100 mil habitantes, seguida do Nordeste (133,9); Sudeste (105,7); Norte (73,0); Sul (3,3).

CHIKUNGUNYA – Foram notificados, até 10 de dezembro, 263.598 casos prováveis de Chikungunya. Neste ano, foram registrados 159 óbitos pela doença, nos estados de Pernambuco (54), Paraíba (32), Rio Grande do Norte (25), Ceará (21), Rio de Janeiro (9), Alagoas (6), Bahia (4), Maranhão (5), Piauí (1), Sergipe (1) e Distrito Federal (1). Os óbitos estão sendo investigados pelos estados e municípios mais detalhadamente, para que seja possível determinar se há outros fatores associados com a febre, como doenças prévias, comorbidades, uso de medicamentos, entre outros.

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Ação de conscientização quanto aos cuidados de prevenção à covid-19 acontece neste sábado, 19, no Espaço Alternativo

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O propósito maior é reforçar a população sobre os cuidados necessários para evitar a contaminação da covid-19

Nos dias 19 e 20 de junho, a partir das 15h30 será realizada no Espaço Alternativo, em Porto Velho, a ação de conscientização quanto aos cuidados de prevenção à covid-19, referentes ao projeto “Educação em Saúde”. Esta é uma iniciativa do Centro de Educação Técnico Profissional na Área da Saúde (Cetas) e da Liga Acadêmica de Anatomia Humana de Rondônia (Lenaro), que conta com a parceria do Governo de Rondônia, por intermédio das equipes de Residências multiprofissionais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

A iniciativa consiste em levar informação para a população, a respeito de medidas higiênicas importantes para o combate ao coronavírus. As equipes envolvidas serão alocadas em locais estratégicos para reforçar a importância dos cuidados, de forma preventiva.

De acordo com o vice-presidente da Lanaro e acadêmico de Medicina da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Mário Celso Cabral de Souza, durante a ação será feita a distribuição de folders educativos, contendo ilustrações sobre a forma correta de higienização das mãos, uso de álcool em gel, a importância do uso da máscara facial e a importância do distanciamento social. Também serão explicadas as consequências do mau uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a quebra dos protocolos de saúde.

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Além disso, o projeto trará novidades, como a demonstração do uso correto do álcool gel, através do uso do luminol, substância que descreve uma reação química que libera energia sob a forma de luz e, também, a luz negra. Os dois dias de ação contarão com a participação de profissionais da Saúde e da comunidade acadêmica de diferentes instituições.

De acordo com o Dr. Horácio Tamada, a iniciativa também partiu da necessidade de promover informação social, envolvendo a população e a comunidade acadêmica de Medicina. “Esta é uma grande oportunidade para que o acadêmico participe, de forma ativa, do desenvolvimento de ações deste segmento, proporcionando melhoria no atendimento futuro”, salientou.

 INTERATIVIDADE

Conforme explicado por Mário Celso, que também é vice-presidente da liga Acadêmica de Urologia de Rondônia (Laccro), a ação terá uma estrutura com tenda, mesas e cadeiras, visando uma ação mais interativa com a população. Foram criadas duas estruturas, sendo uma caixa de luz negra e uma cabine de luz negra e, por meio desses instrumentos, as pessoas que observarem terão consciência sobre a importância da lavagem correta das mãos e uso correto do álcool em gel.

Foi criada uma caixa de luz negra, que possibilita a visualização sobre o estado de higienização das mãos

“Além disso, nós vamos distribuir os panfletos didáticos e orientativos, um descrevendo a forma correta de higienização e outro contendo informações sobre as diferenças de sintomas entre covid-19, gripe e resfriado. Nosso intuito é abordar as pessoas para compartilhar informações sobre o assunto”, detalhou Celso.

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AÇÃO CONJUNTA

De acordo com a coordenadora do Núcleo Estadual de Educação Permanente em Saúde (NEP), Marcela Milrea Araújo Barros, a promoção da ação conjunta traz consigo a integração de ensino e serviços de Saúde, envolvendo residentes multiprofissionais, acadêmicos de medicina e profissionais de saúde. “Essa iniciativa é de grande valia, uma vez que promove o fortalecimento das estratégias de educação em saúde”, declarou.

Esta é a primeira edição da ação de conscientização, um projeto piloto que terá a possibilidade de ser ampliada para as comunidades, futuramente.

Fonte: Governo RO

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