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Distribuição da vacina para crianças seguirá critério populacional, para Rondônia destinado menos de 1% das doses

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A região Norte terá 11,05% das doses, cabe a Rondônia 0,93% dos imunizantes; primeiro lote deve chegar ao país nesta quinta (13)

 

O governo federal divulgou nesta terça-feira como será a distribuição de vacinas contra Covid-19 para crianças entre 5 e 11 anos. A previsão do Ministério da Saúde é de que o primeiro lote, com 1,2 milhão de doses do imunizante Comirnaty, da Pfizer, chegue ao país nesta quinta-feira, pelo aeroporto de Viracopos, em Campinas.

O encaminhamento da vacina seguirá o critério populacional (de acordo com a faixa etária). A região que receberá o maior percentual de doses será o Sudeste, com 39,18% do total. O estado de São Paulo, o mais populoso do Brasil, terá 20,73% dos imunizantes.

O Brasil deve receber 4,3 milhões de doses da vacina para crianças em janeiro. Na última segunda-feira, o ministro Marcelo Queiroga anunciou a antecipação de 600 mil doses desse total. O governo informou que a Pfizer deve entregar mais 7,2 milhões de doses em fevereiro e 8,4 milhões em março.

 

Os imunizantes serão analisados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) antes de ser enviados aos estados e municípios. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina da Pfizer para a população entre 5 e 11 anos em 16 de dezembro último.

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A imunização de crianças não será obrigatória no Brasil, diferentemente de todas as outras imunizações infantis previstas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). Caberá aos pais ou responsáveis dar o aval para a aplicação. O intervalo entre uma aplicação e outra será de oito semanas.

Apesar de manter nas mãos dos pais a decisão de vacinar ou não as crianças, o Ministério da Saúde voltou atrás em relação à cobrança da prescrição médica como condicionante para a aplicação.

A dose da vacina que será aplicada nas crianças equivale a um terço da usada nos adultos. O imunizante poderá ser armazenado por dez semanas a uma temperatura de 2°C a 8°C. A vacina aplicada em pessoas acima de 12 anos pode ser guardada por quatro semanas após o descongelamento. O frasco do imunizante pediátrico é de cor laranja, enquanto o de adultos é roxo.

Distribuição da vacina por região/estado

Região Centro-Oeste (8,17%)

Distrito Federal – 1,30%
Goiás – 3,55%
Mato Grosso do Sul – 1,47%
Mato Grosso – 1,85%

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Região Sudeste (39,18%)

Espírito Santo – 1,93%
Minas Gerais – 9,02%
Rio de Janeiro – 7,49%
São Paulo – 20,73%

Região Sul (13,17%)

Paraná – 5,25%
Rio Grande do Sul – 4,73%
Santa Catarina – 3,19%

Região Nordeste (28,43%)

Alagoas – 1,77%
Bahia – 7,07%
Ceará – 4,42%
Maranhão – 4,02%
Paraíba – 1,89%
Pernambuco – 4,80%
Piauí – 1,62%
Rio Grande do Norte – 1,67%
Sergipe – 1,17%

Região Norte (11,05%)

Acre – 0,57%
Amazonas – 2,77%
Amapá – 0,55%
Pará – 4,99%
Rondônia – 0,93%
Roraima – 0,38%
Tocantins – 0,86%

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Saúde

Diagnóstico de varíola dos macacos será feito nos Lacens até agosto

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Com 2.584 casos confirmados, o Brasil deverá ser capaz de diagnosticar a varíola dos macacos em todos os laboratórios centrais de saúde pública (Lacens) do país até o final de agosto, informou hoje (12), em entrevista ao programa A Voz do Brasil, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

De acordo com o ministro, o governo federal se antecipou à emergência de saúde pública de importância global declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em julho e articulou formas de lidar com a doença e receber pacientes no sistema público.

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga é o entrevistado no programa, A Voz do Brasil O ministro da Saúde Marcelo Queiroga é o entrevistado no programa, A Voz do Brasil

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga é o entrevistado no programa, A Voz do Brasil – Valter Campanato/Agência Brasil

“Desde maio, quando surgiram os primeiros casos na europa, o sistema único de saúde se preparou para enfrentar essa ameaça. Enfrentamos a emergência de saúde pública causada pela covid-19 e, desde o início, organizamos as estruturas dos laboratórios para fazermos o diagnóstico [da varíola dos macacos]”, informou.

Queiroga falou sobre a letalidade e a taxa de infecção da varíola dos macacos no Brasil, que em âmbito internacional causou cinco mortes em países considerados não endêmicos, segundo dados da OMS.

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“Vale lembrar que a letalidade dessa doença [varíola dos macacos] é baixa, ou seja, a maioria dos casos é simples, de tal sorte que não é algo que se assemelhe à covid-19, apesar de ser uma emergência de saúde pública global reconhecida pela OMS”, informou o ministro.

O ministro da Saúde lembrou que a grande maioria de casos de varíola dos macacos acomete homens que fazem sexo com outros homens, e que o principal vetor de transmissão é o contato direto pele a pele ou pelas mucosas. “Isso é uma observação epidemiológica. Não tem cunho de estigmatizar cidadãos. Qualquer um pode adquirir”, complementou.

Outro ponto apresentado pelo ministro da Saúde é que o uso de preservativos não impede a contaminação pela varíola dos macacos. Dentre as principais características da enfermidade estão: febre, lesões de pele, ínguas e crostas. “Os indivíduos devem ficar isolados”, explicou Queiroga, que estimou em três semanas o período de convalescência.

O ministro, que é médico, também afirmou que o tratamento da doença até o momento se dá pelo tratamento dos sintomas, enquanto medicamentos antivirais específicos contra a doença ainda estão sendo estudados.

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Poliomielite

Erradicada no Brasil em 1989, a poliomielite teve casos diagnosticados em outros países recentemente, relatou o ministro. Para evitar qualquer ocorrência da doença em solo nacional, Queiroga reforçou a importância da vacinação da Campanha Nacional de Vacinação, lançada no dia 7 de agosto.

“Qual é a nossa arma? A vacinação. É por isso que nós fazemos um apelo aos pais, aos avós: que levem filhos e netos para as salas de vacinação”, disse o ministro.

O esquema vacinal para a poliomielite tem duas fases. Na primeira, a criança toma 3 doses injetáveis: a primeira aos dois meses de vida; a segunda aos 4 meses de vida; a terceira aos 6 meses de vida. A segunda fase, de reforço, por via oral, deve ser administrada a partir de 1 ano e 3 meses de vida. A segunda dose das gotinhas deve ser dada aos 4 anos, e não deve ultrapassar os 6 anos, 11 meses e 29 dias de vida da criança.

Assista à entrevista em A Voz do Brasil:

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde

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