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Lente de contato reutilizável triplica risco de infecção ocular rara

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Lentes de contato reutilizáveis ​​mais do que triplicam risco de infecção ocular rara, revela estudo
Redação EdiCase

Lentes de contato reutilizáveis ​​mais do que triplicam risco de infecção ocular rara, revela estudo

Pesquisadores da University College de Londres (UCL), no Reino Unido , fizeram uma descoberta importante para aqueles adeptos às lentes de contato reutilizáveis . De acordo com os resultados do estudo, publicado na revista científica Ophthalmology, o modelo aumenta em quase quatro vezes o risco para uma infecção ocular rara, em comparação com o uso de lentes descartáveis diárias .

A doença, que embora rara é extremamente grave, chama-se ceratite causada por Acanthamoeba, uma infecção da córnea – camada protetora do olho – pelo parasita Acanthamoeba spp. No trabalho, os cientistas observaram ainda que uma série de fatores também elevam o risco para o problema, como utilizar as lentes à noite ou durante o banho.

“Nos últimos anos, vimos um aumento da ceratite por Acanthamoeba no Reino Unido e na Europa e, embora a infecção ainda seja rara, é evitável e merece uma resposta de saúde pública. As lentes de contato geralmente são muito seguras, mas estão associadas a um pequeno risco de ceratite microbiana, mais comumente causada por bactérias, e que é a única complicação de seu uso que ameaça a visão. Dado que cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo usam lentes de contato, é importante que as pessoas saibam como minimizar seus riscos de desenvolver ceratite”, explica o autor do estudo e professor do instituto de oftalmologia da universidade britânica, John Dart, em comunicado.

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O uso das lentes é de fato a principal causa hoje do diagnóstico. Grave, uma das consequências mais severas da doença é a possibilidade da perda de visão. Um quarto dos pacientes perdem mais de 75% da capacidade de enxergar após o longo tratamento, e a mesma proporção acaba precisando de um transplante de córnea para restaurar a visão.

A boa notícia é que o quadro é raro – cerca de 1 relato a cada 20 mil usuários de lentes. Além disso, segundo os pesquisadores, cerca de 90% dos casos da ceratite por Acanthamoeba são associados a riscos evitáveis. Para avaliar esse cenário, o estudo recrutou 200 pacientes do Hospital do Olho de Moorfields, no Reino Unido, 83 deles com a doença e 122 sem. Os responsáveis identificaram, então, os principais comportamentos ligados à ceratite microbiana.

Aqueles que usavam lentes de contato reutilizáveis tiveram 3,8 vezes mais chances de desenvolver a doença, em comparação com os que usavam lentes descartáveis ​​diárias. Já tomar banho com as lentes aumentou em 3,3 vezes o risco, enquanto usar o item durante a noite elevou em 3,9 vezes. Por outro lado, ter feito uma verificação recente das lentes de contato com um profissional oftalmológico reduziu o risco.

“Estudos anteriores associaram a doença ao uso de lentes de contato em banheiras de hidromassagem, piscinas ou lagos, e aqui adicionamos chuveiros a essa lista, enfatizando que a exposição a qualquer água ao usar lentes deve ser evitada. Piscinas públicas e autoridades costeiras podem ajudar a reduzir esse risco, desaconselhando nadar com lentes de contato”, orienta a também autora do estudo e professora da UCL, Nicole Carnt.

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Após análises adicionais, os cientistas estimaram que entre 30% e 62% dos casos da doença podem ser prevenidos se as pessoas apenas trocarem as lentes reutilizáveis pelas descartáveis. A medida é importante uma vez que o número de diagnósticos parece estar crescendo. No hospital britânico onde foi conduzido o estudo, os registros começaram a aumentar no início dos anos 2000. Até 2016, os casos no local passaram de aproximadamente 9 ao ano para 51 – mais de 450%.

“A embalagem das lentes de contato deve incluir informações sobre a segurança das lentes e prevenção de riscos, mesmo que seja simples como adesivos de ‘sem água’ em cada estojo, principalmente porque muitas pessoas compram suas lentes online sem falar com um profissional de saúde. As medidas básicas de higiene das lentes de contato podem ajudar bastante a evitar infecções, como lavar e secar bem as mãos antes de colocar as lentes”, acrescenta a professora da universidade.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil tem 7. 367 casos e  93 mortes em 24 horas

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O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 686.464 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje (4) pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 34.691.896.

Em 24 horas, foram registrados 7.367 casos. No mesmo período, foram confirmadas 93 mortes de vítimas do vírus.

Ainda segundo o boletim, 33.890.228 pessoas se recuperaram da doença e 115.204 casos estão em acompanhamento. O boletim de hoje não traz os dados atualizados do Ceará.

Estados

De acordo com os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos, com 6,10 milhões, seguido por Minas Gerais (3,88 milhões) e Paraná (2,74 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (149,7 mil). Em seguida, aparece Roraima (175 mil) e Amapá (178,2 mil).

Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, São Paulo apresenta o maior número (174.913), seguido de Rio de Janeiro (75.731) e Minas Gerais (63.789). O menor número de mortes está no Acre (2.029), Amapá (2.163) e Roraima (2.173).

Boletim epidemiológico da covid-19 Boletim epidemiológico da covid-19

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Boletim epidemiológico da covid-19 – Ministério da Saúde

Vacinação

Até hoje, foram aplicadas 483,4 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 179,8 milhões com a primeira dose e 161,3 milhões com a segunda dose. A dose única foi aplicada em 4,9 milhões de pessoas. Mais 98,8 milhões receberam a primeira dose de reforço e 33,6 milhões foram vacinadas com a segunda dose de reforço.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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