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Menopausa: conheça os sintomas e as formas de tratamento

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Menopausa: conheça os sintomas e as formas de tratamento
Andreza Melo

Menopausa: conheça os sintomas e as formas de tratamento

A menopausa é o último ciclo menstrual da mulher, ou seja, é o último episódio de sangramento apresentado por ela. “Constitui um marco dentro do climatério, que representa a transição do período reprodutivo ao não reprodutivo. A menopausa, em geral, ocorre entre os 40 e 55 anos, com média aos 48 anos. Além disso, é chamada de prematura quando se instala antes dos 40 anos, e tardia quando ocorre após os 55 anos”, explica a médica ginecologista Dariane Amiky.

A menopausa representa um marco importante na vida da mulher, principalmente quando se fala sobre qualidade de vida. A idade e a menopausa não determinam limitação de nenhum tipo, pelo contrário, as mulheres com mais de 40 anos estão cada vez mais ativas. Apesar de a menopausa ser responsável por algumas transformações importantes, é totalmente possível ter uma vida de qualidade.

Quando ocorre a menopausa?

A menopausa é um evento inevitável, que acontece devido ao envelhecimento ovariano e sua consequente perda progressiva de função. “Ocorre, então, naturalmente, pela falta de ovulação, decorrente do esgotamento do número de folículos (estruturas onde ficam os óvulos) nos ovários. Também pode ocorrer de forma artificial, após tratamento clínico (quimioterapia) ou cirúrgico (retirada dos ovários), que leva a parada da produção hormonal ovariana”, explica a ginecologista

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Sintomas mais frequentes

Os receptores de estrogênio (hormônio que deixa de ser produzido pelos ovários após a menopausa) existem em diversas concentrações e em vários locais do organismo, “como pele, ossos, vasos, coração, diversas regiões do cérebro, mama, útero, vagina, uretra e bexiga – e a redução dos níveis circulantes deste hormônio geram efeitos diferentes em cada mulher”, explica Dariane Amiky. Veja alguns sintomas.

  • O quadro clínico incluí fogachos (sensação de calor repentina, geralmente mais intenso em tronco e face) e suores noturnos;
  • Alterações do sono , humor e cognição, como insônia e dificuldade de concentração;
  • Alterações metabólicas e modificações atróficas na região urogenital (secura vaginal e sintomas urinários);
  • Algumas doenças, como a osteoporose e as cardiovasculares, também estão relacionadas e são mais prevalentes nesta fase de vida.

Tratamento para amenizar os sintomas da menopausa

Segundo a Dra. Dariane Amiky, o tratamento para amenizar os sintomas da menopausa é feito com terapia de reposição hormonal (TRH). Existem diversos tipos de hormônios, diferentes vias de administração e doses e esquemas diversos.

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“A TRH é considerada o tratamento mais eficaz para os sintomas decorrentes da falência ovariana e os benefícios superam os riscos para a maioria das mulheres sintomáticas com menos de 60 anos de idade ou dentro do período de 10 anos da pós-menopausa”, explica a ginecologista.

Segundo Dariane Amiky, os principais benefícios da terapia de reposição hormonal são “o tratamento das ondas de calor e da secura vaginal e a prevenção da osteoporose e fraturas osteoporóticas, que são indicações consagradas. O tratamento deve ser individualizado, após avaliação criteriosa do seu risco-benefício,” conclui a ginecologista.

Fonte: IG SAÚDE

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Outubro rosa: entenda como é realizada a cirurgia de reconstrução da mama

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Outubro rosa: entenda como é realizada a cirurgia de reconstrução da mama
Redação EdiCase

Outubro rosa: entenda como é realizada a cirurgia de reconstrução da mama

A mama feminina tem uma representação muito forte para a mulher, por causa da relação direta com a feminilidade, autoestima, sexualidade e maternidade. A cirurgia de mastectomia tem como objetivo a retirada total ou parcial da mama afetada pelo câncer, podendo impactar de uma forma negativa a autoestima feminina e afetar emocionalmente a mulher.

Reconstrução da mama resgata autoestima da mulher

O procedimento de reconstrução mamária se torna a melhor opção para a mulher resgatar a autoconfiança. A cirurgia de reconstrução de mama irá devolver a forma, a aparência e o tamanho da mama. Porém, essa cirurgia depende muito do tipo de ressecção que foi realizada pelo mastologista. Em alguns casos é possível a reconstrução imediata, ou seja, na mesma cirurgia, com isso a paciente não passa pelo trauma de ficar sem a mama.

Quando o procedimento pode ser realizado?

Existem casos nos quais a paciente tem que passar por procedimentos adicionais, como radioterapia, dessa forma, a cirurgia de reconstrução pode ficar para um segundo tempo, após a finalização desses tratamentos adicionais. Isso é definido pelo mastologista junto com o cirurgião plástico e o oncologista, dependendo do tipo do tumor, dimensão da lesão e condição clínica da paciente.

Procedimentos necessários

Geralmente, a reconstrução de mama é completada após alguns tempos cirúrgicos , em geral, três procedimentos, sendo maior o primeiro tempo, seguido de dois procedimentos menores. O objetivo da cirurgia é deixar as mamas simétricas, buscando um resultado mais semelhante possível.

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Como é feita a reconstrução da mama?

A reconstrução depende diretamente da cirurgia primária para a retirada do tumor. Nos casos em que foi preservada grande parte de pele e gordura na mastectomia, o cirurgião plástico poderá realizar um procedimento mais simples, utilizando apenas uma prótese de silicone para a reconstrução, atingindo um resultado satisfatório.

Já nas mulheres em que a retirada foi um pouco mais agressiva, mas ainda resta tecido (pele e gordura) em menor quantidade, o cirurgião pode fazer uso de colocação de expansor para ganhar espaço, ou seja, estendendo a pele e, posteriormente, substituir por uma prótese de mama. O expansor será inflado semanalmente com soro fisiológico até que fique do tamanho da outra mama e assim, posteriormente, o expansor pode ser substituído pela prótese de mama.

Reconstrução em casos mais agressivos

Nos casos mais agressivos, nos quais foi necessária a retirada de uma maior quantidade de tecido e da aréola, do mamilo e, em alguns casos, o músculo peitoral, é necessário utilizar tecidos de outras partes do corpo para cobrir o defeito criado pela ressecção do câncer. Então, temos duas opções mais usadas: usar a pele, gordura e músculo da região abdominal situada abaixo do umbigo (TRAM), ou usar o músculo, gordura e pele da região dorsal (GRANDE DORSAL).

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Uso do músculo reto abdominal

Na técnica TRAM a reconstrução é feita com o músculo reto abdominal , na qual a pele e gordura, junto com a musculatura do abdome, são levadas para a região mamária. Nesses casos, geralmente não é necessária a colocação de implantes mamários. É possível atingir o volume da mama natural com esses tecidos da região do abdome inferior. A cicatriz do abdome fica semelhante à da abdominoplastia.

Técnica com gordura e músculo da região dorsal

Na técnica grande dorsal, a pele, gordura e músculo da região dorsal são utilizados para cobrir o defeito da mama ressecada. Nesses casos, se faz necessária a utilização de prótese de mama para obter o volume da mama sadia.

Últimas etapas da reconstrução

Nos casos em que foi necessária a ressecção do mamilo e da aréola, será realizado o segundo tempo cirúrgico, que consiste na reconstrução do complexo aréolo papilar (mamilo e aréola). O mamilo é reconstruído com retalhos locais e a aréola é reconstruída com pele enxertada da região da virilha (pele mais escura, semelhante à aréola).

Uma das últimas etapas da reconstrução mamária se chama ‘simetrização das mamas ’, em que é feito uma mamoplastia de aumento com colocação de prótese, ou de redução, para tentar deixar as mamas mais simétricas possíveis.

Por Dr. Acrysio Peixoto

Cirurgião membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Fonte: IG SAÚDE

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