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Monkeypox: OMS muda o nome das variantes do vírus; entenda motivo

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Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório
Reprodução/NIAD 13.08.2022

Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório

Um grupo de especialistas reunidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a mudança nos nomes das variantes do vírus monkeypox, causador da varíola dos macacos , nesta sexta-feira. Em vez de carregarem o nome das regiões da África onde são predominantes, agora as linhagens serão reconhecidas por meio de algarismos romanos, em busca de uma nomenclatura “não discriminatória”.

A equipe trabalha para renomear tanto as cepas, como a própria doença, desde junho, quando a organização atendeu a um pedido de diversos virologistas internacionais. O nome que irá substituir o termo varíola dos macacos, no entanto, ainda não foi decidido.

Segundo a OMS, as alterações seguem as melhores práticas atuais para nomear doenças e patógenos, que devem “evitar ofender qualquer grupo cultural, social, nacional, regional, profissional ou étnico e minimizar qualquer impacto negativo no comércio, viagens, turismo ou bem-estar animal”, explica a instituição em comunicado.

Antes chamadas de Clado do Congo – variante predominante na África Central – e Clado da África Ocidental, agora as linhagens são oficialmente nomeadas de Clado I e Clado II, respectivamente. O Clado II é dividido ainda em duas sublinhagens, o Clado IIa e o Clado IIb .A decisão foi tomada pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV) em reunião realizada no dia 8 de agosto.

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De acordo com a OMS, o grupo segue trabalhando para o novo nome que substituirá “monkeypox”, e consequentemente “varíola dos macacos”, em português. A denominação da doença já recebia críticas, uma vez que os macacos não são portadores da doença.

A confusão começou em 1958, quando o vírus foi isolado pela primeira vez. Para isso, os pesquisadores utilizaram um macaco cinomolgo (Macaca fascicularis), espécie natural da Ásia. Porém, os principais animais que carregam o vírus são roedores.

Na última terça-feira, a OMS chegou a lamentar relatos de ataques a primatas ocorridos no Brasil pelo medo da contaminação pela varíola dos macacos, e reforçou que o surto atual é causado pela transmissão entre humanos.

A declaração veio após indivíduos da espécie terem sido envenenados e feridos numa reserva natural em Rio Preto, no Estado de São Paulo. Equipes de resgate e ativistas suspeitam que os animais foram alvos depois que três casos da varíola símia foram confirmados na região.

Além da referência aos macacos, os especialistas reclamavam principalmente da associação das variantes às localidades da África. Em junho, cerca de 30 profissionais ao redor do mundo fizeram uma publicação no virological.org – site em que virologistas compartilham informações sobre vírus em tempo real – pedindo a alteração nos nomes.

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Chamada de “Necessidade urgente de uma nomenclatura não discriminatória e não estigmatizante para o vírus monkeypox”, o documento tem entre seus assinantes o brasileiro Tulio de Oliveira, um dos responsáveis por sequenciar a variante Ômicron do Sars-CoV-2 na África do Sul e que foi escolhido como um dos cientistas do ano em 2021 pela revista científica Nature.

O movimento tem argumento semelhante ao realizado no ano passado, quando a OMS passou a adotar letras gregas para as cepas da Covid-19, no lugar da referência ao país em que ela foi identificada. Na época, a epidemiologista-chefe da OMS e líder da resposta ao novo coronavírus, Maria Van Kerkhove, destacou que “nenhum país deve ser estigmatizado por detectar e relatar novas variantes”. Foi, por exemplo, quando a antiga “variante indiana” passou a ser chamada de variante Delta.

Segundo os pesquisadores, a retirada das regiões africanas nos nomes das variantes do vírus monkeypox é uma iniciativa importante, especialmente pelo vírus estar se disseminando agora por todos os continentes.

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Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19: Brasil tem 4.996 casos e 51 mortes em 24 horas

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Dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (3) indicam que o Brasil registrou, desde o início da pandemia, 686.371 mortes por covid-19. Segundo o boletim epidemiológico, número total de casos confirmados da doença é de 34.684.52.

Em 24 horas, foram registrados 4.996 novos casos. No mesmo período, foram confirmadas 51 mortes de vítimas do vírus. Ainda segundo o boletim, 33.875.877 pessoas se recuperaram da doença e 122.281 casos estão em acompanhamento.

Estados

De acordo com os dados divulgados, São Paulo lidera o número de casos, com 6,09 milhões, seguido por Minas Gerais (3,88 milhões) e Paraná (2,74 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (149,7 mil). Em seguida, aparece Roraima (175 mil) e Amapá (178,2 mil).

Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes, São Paulo apresenta o maior número (174.854), seguido de Rio de Janeiro (75.695) e Minas Gerais (63.780). O menor número de mortes está no Acre (2.029), Amapá (2.163) e Roraima (2.173).

Vacinação

Até hoje, foram aplicadas 483,4 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 179,8 milhões com a primeira dose e 161,3 milhões com a segunda dose. A dose única foi aplicada em 4,99 milhões de pessoas.

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Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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