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No Dia Nacional da Imunização, ação que contribui para prevenir doenças e salvar vidas é destaque

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O Brasil é considerado o primeiro no desempenho e eficácia do sistema público de imunização

 

No Dia Nacional da Imunização, 9 de junho, o Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) destaca a importância deste ato de proteção imunológica para a vida de muitas pessoas, considerando o presente período da pandemia causada pelo coronavírus, na qual tem impactado a sociedade em geral.  De acordo com o órgão, a prática de oferecer cobertura vacinal a diversos tipos de doenças virais, torna-se um desafio na busca pela prevenção aplicada em todo território rondoniense.

A data é comemorada anualmente sendo criada com o objetivo de conscientizar e chamar atenção da população acerca da necessidade de manter em dia as inúmeras vacinações já aplicadas no país. Fator, que diminui a probabilidade de contrair doenças oriundas de vírus, como a caxumba, tétano, sarampo, gripe, e o atual Sars-CoV-2 (coronavírus), gerador da covid-19.

Segundo a diretora da Agevisa, Ana Flora Camargo Gerhardt, no Brasil existe o Calendário Nacional de Vacinação com todas as vacinas que os brasileiros devem tomar. Esse documento foi instituído por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde (MS), que disponibiliza uma planilha com as respectivas doses que vão atender as pessoas. O país é considerado o primeiro no desempenho e eficácia do sistema de imunização.

“O PNI atende em todas as localidades, nas diferentes populações encontradas, seja em raça, idade ou etnia. A criança ao nascer também recebe suas próprias doses de vacinas para o período, conforme orientação desse programa nacional. A vacinação contra a covid-19, que neste momento acontece em todo o mundo inicia a partir dos 18 anos e atinge o público acima de 90 anos”, explica Ana, ao falar sobre a importância da ação imunológica.

A aplicação das doses é feita pelo município

Ana Flora também destaca que com o atual cenário pandêmico, a criação do Plano Nacional de Operacionalização (PNO), pelo MS, foi necessária para orientar sistematicamente a conduta de aplicação das vacinas contra este vírus em cada região. As informações reunidas neste plano devem ser seguidas rigorosamente pela Agevisa, situação que ocorre por meio de ações logísticas do órgão a fim de avigorar a cobertura vacinal.

“Contamos sempre com o apoio das Gerências Regionais de Saúde (GRS), que são braços fortes do Estado neste processo na distribuição das doses, sendo eles: Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Vilhena e Rolim de Moura. Vale ressaltar que desde o começo de 2021, as vacinas contra o coronavírus contemplam às regionais conforme a faixa etária ou público alvo do PNO”, acrescenta.

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Em geral, a imunização tem sido medida oficial no combate ao coronavírus. O trabalho conjunto entre o Executivo Estadual e o Executivo Municipal é outro fator importante neste momento na qual o salvamento de vidas está em primeiro lugar. Enquanto a Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia fica responsável pela distribuição de insumos (doses de vacina, material hospitalar e outros) para as cidades, os órgãos municipais têm a competência na parte de organização e aplicação destas doses.

Ainda, de acordo com a diretora da Agevisa, o registro das quantidades de pessoas vacinadas fica também a cargo dos gestores locais que utilizam o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), no qual a Agência também tem acesso para fins de controle e informação de dados à sociedade, podendo ser consultado através do site: covid19.sesau.ro.gov.br.

IMUNIZAÇÃO EM RONDÔNIA

Outras doenças virais também são enfrentadas sistematicamente no território rondoniense, seguindo o cronograma estabelecido pelo programa de imunização, a exemplo da luta contra a Influenza A, H1N1, sarampo, rubéola, coqueluche, entre outras. “Um caminhão da Agevisa realiza o transporte rodoviário de insumos e doses de vacinas às GRS do Estado para atender o determinado público alvo”, explica Ana Flora. Assim como os imunizantes contra a covid-19, cabe ao órgão estadual liderar a logística de fornecimento dos lotes às respectivas cidades.

Ana Flora destaca outro ponto que apoia a imunização em Rondônia, trata-se da visita técnica feita nos últimos meses por cinco equipes da Agência aos municípios a fim de realizarem monitoramento e diagnóstico em salas de vacinas e rede de frios das localidades. “Por meio de uma força-tarefa, fazemos um levantamento instrutivo aos responsáveis destes ambientes, verificando se há alguma possível fragilidade encontrada, um trabalho que vai além da nossa missão”, enfatiza.

“O Estado de Rondônia já atingiu 100% dos profissionais de Saúde, idosos de 64 e 90 anos a mais, povos de comunidades tradicionais ribeirinhas, indígenas e quilombolas no processo de vacinação”, destaca a diretora.

Atualmente, a imunização contra a covid-19 acontece aos trabalhadores da força de segurança, armadas e trabalhadores do transporte aéreo; pessoas com comorbidades; gestantes e puérperas com comorbidades; pessoas com deficiências permanentes e profissionais da Educação (fase de creche).

À agilidade do processo de vacinação de pessoas que integram o plano nacional, deve ser intensificado pelos municípios responsáveis pela mobilização. Para tanto, fiscalizar a quantidade de pessoas que ainda não foram imunizadas é uma competência fundamental dos gestores locais, evitando o procedimento inadequado de estocar imunizante por motivo da falta de demanda. “O município pode chamar o grupo subsequente regido pelo PNO, para que evite o estoque de vacinas”, complementa.

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COMBATE AO CORONAVÍRUS

O Governo tem trabalhado incansavelmente para combater o coronavírus em todo Estado, através de ações estratégicas desenvolvidas pelo plano de contenção denominado “Todos Por Rondônia”. Entre as ações, o recebimento de doses de imunizantes que são encaminhadas pelo MS, para respectivamente serem distribuídos aos polos regionais nos 52 municípios.

Rondônia já recebeu mais de 675 mil doses de vacinas contra a covid-19.

Até o dia 8 de junho, Rondônia já recebeu 697.048 doses de vacinas, em 29 remessas recepcionadas pela Agevisa, sendo elas da:

  • Coronavac (desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceira com o Instituto Butantan, em São Paulo);
  • AstraZaneca (desenvolvida entre a Universidade de Oxford e a companhia farmacêutica britânico-sueca AstraZeneca. Ela também é produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz) e a
  • Pfizer (desenvolvida pela farmacêutica multinacional Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNTech)

Desde o mês de janeiro deste ano, a mesma logística é mantida, como medida de manter a organização do fluxo de distribuição às cidades. Com a chegada à Central Estadual de Rede de Frio, em Porto Velho, os insumos são enviados para o interior sobre forte esquema de segurança. Vale destacar que o processo de aplicação da vacina nos cidadãos é desempenhado por cada gestão local, cabendo a Agevisa orientar estas cidades quanto ao cumprimento dos protocolos estabelecidos no PNO das vacinas.

O plano, elaborado pelo MS, por meio do Programa Nacional de Imunizações, com a fundamentação conforme a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é oferecido como instrumento aos responsáveis pela operacionalização e monitoramento da vacinação contra a covid-19 nas instâncias federal, estadual regional e municipal. Dentre uma de suas principais finalidades, a indicação de qual imunizante está autorizado a ser aplicado no país, as definições dos grupos prioritários para vacinação, estratégias de imunização, diretrizes e diversas outras orientações técnicas acerca do assunto.

As vacinas são aliadas ao enfrentamento do vírus, por isso, na pandemia, os indivíduos que são imunizados contra a covid-19 devem manter a consciência em relação a cuidados básicos estabelecidos pelas autoridades sanitárias, bem como os protocolos adotados pelo Poder Executivo: uso de máscara de proteção, lavar as mãos com água e sabão ou álcool 70% e o distanciamento social de 120 centímetros. A adesão de tais medidas, sendo aplicadas corretamente poderá contribuir instantaneamente para o fim do atual cenário pandêmico.

Fonte: Governo RO

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Em recomendação, MPRO e MPF pedem que Estado reconsidere o relaxamento de medidas de enfrentamento à pandemia

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O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) e o Ministério Púbico Federal em Rondônia (MPF/RO) emitiram recomendação ao Estado, em que o orientam a reconsiderar algumas medidas que flexibilizaram o distanciamento social, necessárias ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, anunciadas esta semana. Os MPs pedem que sejam realizadas a alteração e a revogação de trechos do Decreto nº 26.134, de 17.06.2021.
No documento, MPRO e MPF recomendam que seja revogado o artigo 4º do Decreto, que liberou a realização de eventos com até 999 pessoas, com distribuição de bebidas alcoólicas, como bares, boates e casas de shows.
Os MPs também pedem que seja analisada, antes da liberação de qualquer atividade não essencial, a prioridade do retorno presencial das atividades educacionais, tema previsto no artigo 11 da norma.
Outro ponto indicado diz respeito à revisão do artigo 3º do Decreto. Sobre esse trecho, as instituições orientam para que seja feita a adequação da forma de liberação da realização de eventos como jantares, casamentos e reuniões, prevendo critérios objetivos de dimensionamento do local, de acordo com o percentual de ocupação, nunca ultrapassando o limite máximo de 150 pessoas, devendo, para tanto, também levar em consideração os dados da epidemiologia.
A recomendação dos MPs, emitida no âmbito do Procedimento Administrativo nº 2021001010010560, considera o elevado número de óbitos ainda registrados em Rondônia, a predição do comportamento da pandemia no Estado e a possibilidade de retorno presencial das aulas, que poderá ser prejudicado, a partir de um provável incremento de casos.
Ao respaldarem os pedidos, MPRO e MPF ressaltam que o Decreto nº 26.134, de 17.06.2021, prevê em seu artigo 11 o retorno gradual das atividades educacionais presenciais regulares nas redes pública e privada do Estado e alertam que a liberação de eventos que causem aglomeração podem impactar diretamente nas taxas de contaminação da doença, possivelmente, inviabilizando a retomada do ensino presencial, elevando o já incontável prejuízo causado aos alunos.
Conforme pontuam as instituições, embora não haja fila de espera para internação de pacientes, atualmente, em Rondônia, na data da recomendação, Boletim da SCI informava a existência de  7.524 (3,11%) casos ativos da covid-19, 415 pacientes internados e 955 pessoas aguardando resultados de exames.
A predição do comportamento da pandemia, referente ao período de 14 a 20 de junho de 2021, menciona que o número de óbitos registrados permanece em valores elevados, sendo estes similares aos do pico da primeira onda, mostrando que a situação não está controlada no Estado, que figura, inclusive, com uma das maiores médias de morte a cada 100 mil habitantes em razão da doença.
Assinam a recomendação o Procurador-Geral de Justiça, Ivanildo de Oliveira; o Promotor de Justiça Julian Imthon Farago (Coordenador do Grupo de Atuação Especial Cível) e o Procurador da República, Raphael Luis Pereira Bevilaqua.

O Estado tem o prazo de 10 dias, após o recebimento da Notificação Recomendatória, para se manifestar acerca do acatamento das providências solicitadas.

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