PORTO VELHO

Saúde

Vacina totalmente nacional contra a Covid-19 pode ficar pronta em um ano

Publicados

Saúde

Com insumos nacionais, o imunizante chegou a segunda fase dos estudos

A Universidade Federal de Minas Gerais concluiu a primeira etapa da pesquisa de uma vacina contra o novo coronavírus. A novidade é que, diferente das doses aplicadas atualmente no Brasil, produzidas pelo Instituto Butantan , em São Paulo, e pela Fiocruz , no Rio de Janeiro, a mineira é produzida com insumos totalmente nacionais.

Agora, a segunda de um total de três fases testará o imunizante em humanos a partir de março. O estudo deve durar entre 12 e 14 meses para que a vacina possa ser aprovada e ter início a produção em escala industrial.

Em entrevista ao UOL, a coordenadora do CT-Vacinas (Centro de Tecnologia em Vacinas) da UFMG, Ana Paula Fernandes, afirmou que, embora o investimento seja alto, “é menor do que aquele feito para a transferência das tecnologias de fora”. As estimativas é que os testes clínicos em humanos custem cerca de R$ 30 milhões nas duas primeiras fases. Na terceira parte, seriam necessários recursos acima de R$ 100 milhões.

Leia Também:  Sarampo: vacinação de adultos de 20 a 49 anos é prorrogada até 31 de agosto

“O sistema de vacinas brasileiro está atrofiado. Além do Butantan e da Fiocruz, temos somente a Funed com capacidade de produção de imunizantes, mas que também está engessado. Esse processo vai ser um marco histórico, que será replicado a outros processos, para que o Brasil tenha independência nessa área estratégica, que é a vacinação da população”, afirmou ela.

O desenvolvimento da vacina da UFMG teve início em fevereiro de 2020, quando começou a pandemia no Brasil. Ao todo, os estudos contam com 30 profissionais da universidade e apoio de pesquisadores da Fiocruz, da USP e da própria Funed.

COMENTE ABAIXO:

Propaganda

Saúde

Prefeitura cumpre todas as etapas na aquisição da vacina contra a Covid-19

Publicados

em

 

Município adquiriu diretamente 400 mil doses do imunizante e se mobiliza para vacinar a população

O processo para a aquisição da vacina contra a Covid-19 chegou à última etapa. Após cumprir todos os trâmites de tudo o que lhe competia, a Prefeitura de Porto Velho agora aguarda a confirmação da data de entrega das doses.

“O que a Prefeitura tinha a fazer, ela fez. Foram muitas etapas burocráticas e vencemos todas. Acredito que Porto Velho é o ente, entre prefeituras e Estados, que está mais perto de adquirir e aplicar as vacinas por conta própria”, afirma o prefeito Hildon Chaves.

PROCESSO

O primeiro passo para a aquisição das vacinas contra a Covid-19 foi a manifestação de interesse e a comprovação de recursos financeiros pela Prefeitura para honrar o pagamento.

Com recursos próprios, além de valores oriundos de emendas parlamentares, a Prefeitura efetuou o depósito de R$ 20 milhões em uma conta bancária. A notícia foi comunicada pessoalmente pelo Prefeito Hildon Chaves em uma coletiva à imprensa.

“Isso só ocorreu pelo fato de Porto Velho ser uma das oito capitais do país com as contas em dia. Por isso, tivemos as condições de fazer o aporte nesse valor”, explica o prefeito.

Leia Também:  Ministro da Saúde aconselha governo do Acre a contactar funerárias: “a coisa vai piorar” , em RO Governador Marcos Rocha vai "na contra mão" e começa a liberar

 

Cumprida essa etapa, o fornecedor emitiu o aceite e enviou a minuta de contrato. Posteriormente, houve a análise do documento e ajustes dos termos contratuais para a efetiva assinatura.

Com o contrato assinado, ocorreu a contratação de uma empresa de ‘trading’ e despachante aduaneiro, ou seja, uma empresa intermediária que se encarrega de apresentar à alfândega a documentação relativa ao despacho aduaneiro de importação ou exportação.

Por fim, houve a emissão da carta de crédito. Na prática, trata-se do documento emitido pelo banco indicando que o valor depositado está condicionado à entrega das vacinas, com a certificação internacional e todas as garantias e segurança.

GARANTIAS

Agora, a Prefeitura aguarda a definição da data de entrega da vacina pelo fornecedor. Todo o processo foi elaborado para garantir a máxima segurança e certeza de recebimento das doses. Quando a carga estiver embarcada, em frete aéreo, o Município terá até dez dias úteis para autorizar o banco a efetuar o pagamento.

“É importante destacar que não tratamos com o laboratório fabricante da vacina AstraZeneca, mas com o representante comercial do imunizante”, explica Marcelo Thomé, presidente da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho.

Leia Também:  Rondônia com 861 casos de Coronavírus e 29 mortes, Porto Velho com 642 infectados

O prazo contratado para a entrega das doses é de 30 a 45 dias após a assinatura do contrato. Este tempo se encontra em vigor e a data limite é em torno do dia 15 de maio de 2021.

META

Desde o anúncio da aquisição das doses, o prefeito de Porto Velho vem destacando a necessidade de montar uma força tarefa para imunizar o maior número de moradores no menor tempo possível.

“A nossa meta é imunizar 200 mil pessoas em dez dias. Para alcançar essa marca precisaremos de médicos voluntários, enfermeiros e que todos da área da saúde que se prontifiquem. Cada hora, cada dia perdido é uma vida que se vai em Porto Velho”, afirma o prefeito.
No ato da aplicação da vacina será exigido um documento que comprove que a pessoa atendida reside em Porto Velho.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

RONDÔNIA

PORTO VELHO

POLÍTICA RO

MAIS LIDAS DA SEMANA